Não há como se esperar do Estado, o grande pai edipiano, respostas rápidas e suficientes para resolver as lides ambientais postas em juízo. São problemas complexos, nos quais vários feixes de interesses são colocados em choque e as decisões muitas vezes não possuem a rapidez e a estrutura técnica para responder eficazmente. Em face desse estado atual e crítico, quanto à efetiva proteção do meio ambiente e das condições saudáveis de vida no planeta, surge espaço para questionar o papel da sociedade civil, para além do Estado. O foco deixa de ser o Estado e passa a ser a sociedade civil organizada, composta pelas pessoas físicas e entes jurídicos privados, destacadamente as ONG´s, que atuam para a proteção do meio ambiente, além da auto-regulação ambiental que as próprias empresas estão adotando em seus espaços privados.