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BOB DYLAN LYRICS

O FANHOSO DE MINNESOTA

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Sinopse

+ LIKE A ROLLING STONE, música que deu a Bob Dylan inúmeros prêmios e reconhecimento e que foi considerada a melhor música de todos os tempos, coisa absurda e da qual discordo pessoalmente, pois Dylan possui uma vastidão de músicas bem mais fatais e bem estruturadas, mas que, não posso deixar de reconhecer tratar-se de uma das melhores canções que meus ouvidos já escutaram, existem ainda, canções criadas por outros grandes poetas, melhores do que esta. No entanto, Like a Rolling Stone mereceu tudo o que se falou sobre ela, devido ao fator preponderante da influencia que esta canção exerceu sobre todas as coisas ligadas à produção musical. Foi a música que, além de ter movido o pensamento de muitos compositores da época, mudou o rock e toda a música mundial, revolucionou a forma de divulgação de uma música no rádio. Segundo afirma o crítico Greil Marcus em seu livro Like a Rolling Stone – Bob Dylan na Encruzilhada, lançado no Brasil pela Companhia das Letras e com tradução de Celso Mauro Paciornik, as músicas, então, podiam durar no máximo três minutos. Like a Rolling Stone tem o dobro. A CBS (atual Sony Music) pediu a Bob Dylan que a cortasse, reduzindo seu tempo ao meio. Ele se recusou veementemente, e a música clássica foi dividida em duas partes. Os ouvintes rejeitaram esta mudança drástica e exigiu que Like a Rolling Stone fosse tocada na íntegra pelas rádios, formato em que ela chegou ao segundo lugar na parada e se tornou o maior êxito de Dylan. Bob Dylan atingiu o cume mais alto da carreira musical a que qualquer pessoa disposta a galgar os degraus da fama poderia atingir, mas a sua constante sede de coisas novas o fez isolar-se por algum tempo. Ele permaneceu vários anos sem lançar um único disco de composições inéditas, muito embora a década de 90 tenha sido a década de maior prestigio para Dylan, ele até então, nada de inédito trazia em sua história, passou os anos 90 excursionando sem parar, pois a estrada é sua meta maior desde o inicio, quando sumiu de Hibbing, sua vida estradeira a qual ele chama de “turnê sem fim”, e tomara que os deuses da música lhe permitam estende essa turnê sem fim até o fim de sua vida, Dylan se apresentou para personalidades como o Papa João Paulo II, em Bolonha, na Itália. Para o Presidente Bill Clinton e, recentemente, se apresentou para uma platéia seleta nos recônditos da Casa Branca, para o Presidente Barak Obama. Nos anos 90 ele recebeu o Grammy (o Oscar do disco) pelo conjunto de sua obra: foi condecorado, na França, com a Ordem das Artes e das Letras e foi premiado pelo o Kennedy Centers Honors. Desiludido com todo o processo que passou a envolver a produção de discos, Dylan hibernou sua criação por anos a fio, até que em1997, “TIME OUT OF MIND”, disco de inéditas e um dos melhores de sua extensa carreira, rompeu o período de sete anos de desilusão com o mundo fonográfico. Um disco recheado de canções inéditas e angustiadas e deprimidas, mas, de longe, a melhor poesia que Bob já havia escrito. As 11 canções que compunham o disco falavam da solidão, da dor e da desolação da perda do amor e da noção da mortalidade. O disco foi gravado antes de Bob ser hospitalizado, sofrendo de uma grave infecção no coração, mal que faz com que o coração inche. “Eu tenho andado através do meio de lugar nenhum/tentando chegar ao paraíso antes deles fecharem a porta”, canta Dylan. Em muitos trechos de “TIME OUT OF MIND” Dylan parece estar dando boas vindas à morte e em algumas entrevistas que concedera na época sobre o fenomenal disco de inéditas ele fazia questão de citar um pensamento, que não se recordava onde tinha ouvido: “Trabalhe enquanto é dia, porque a noite da morte chega quando nenhum homem pode trabalhar.” Sua “Turnê Sem Fim”, iniciada há mais de 20 anos atrás, soma hoje mais de 2000 shows ao redor do planeta, cerca de 100 apresentações anuais, religiosamente e com o acompanhamento de uma banda eximia e uma da melhores, senão a melhor desde o tempo em que Bob se apresentava com a THE BAND, que tinha seu próprio brilho e ocupa lugar de destaque na história do country-rock americano. Com a THE BAND, a parceria de Dylan durou oito anos e gerou um extraordinário disco ao vivo, em 1974, “BEFORE THE FLOOD”. A trajetória deste profeta dos novos tempos, que jamais destilou em sua poesia o mel, mas antes cuspiu fel por todos os poros, não com a intenção de ser cruel, mas sim a de ensinar métodos que nos levem a mover nossa alma estagnada do lugar onde foi plantada e de fazer com que coloquemos nossos cérebros à serviço do pensamento e da igualdade e liberdade humanas, assemelha-se à águia, que sempre se renova, sempre ressuscita de suas próprias cinzas. De acordo com um texto bem antigo, cuja autoria é desconhecida, a águia atinge a idade de 70 anos. Mas para chegar à idade de 70 anos, ela necessita passar por severas renovações físicas quando atinge quarenta anos de idade. Nesse período de vida, suas unhas estão muito compridas e flexíveis, o que a impede de agarrar sua presa, seu alimento. É o período mais crítico atingido por ela, quando suas forças chegam ao limiar da morte. Seu bico torna-se alongado, pontiagudo e curvo ao extremo. Suas asas, devido a grossura das pernas, envelhecidas e pesadas, atrapalham seus movimentos e voo rasante de outrora, torna-se muito difícil de ser realizado. Instintivamente, para não morrer, a águia se vê obrigada a enfrentar um período de 150 dias de renovação em seu corpo e organismo. Ela ressurge das cinzas e praticamente ressuscita de seu estado mortífero. Necessita se despojar das partes envelhecidas e disformes. Ela voa para o alto de uma montanha e ocupa um lugar próximo a uma parede rochosa, de onde não precise alçar voo. E, ali, pacientemente, ela bate seu bico contra a pedra até arrancá-lo. E espera nascer um novo bico. Mais tarde, arranca as unhas, nas certeza de renová-las. Livra-se depois, das velhas penas, certa de que outras cresçam fortes e viçosas. Este processo que aos olhos humanos parece impossível, consome exatos cinco meses. Renascida das próprias cinzas, completamente rejuvenescida, a águia salta para mais trinta anos de vida, no mais belo e incrível voo de sua existência. Quantas vezes, nós, humanos, em situações desesperadoras e quando achamos que mais nada temos a perder e que a morte seria então, o mais belo consolo e a única saída para livrar-nos daquele estado de estagnação psicológica e humana, renascemos do monturo de nós mesmos, prontos para mais uma etapa da vida. A poesia, a literatura e a música, são as únicas formas capazes de nos ensinar a renascer das cinzas de nós mesmos como acorre com a águia. Metáfora humana que Bob Dylan, além de vivido na própria carne, conseguiu ensinar ao homem em suas longas, belas e inspiradíssimas poesias e canções. À respeito de Bob Dylan, Joan Baez declarou que: “DYLAN É UM GÊNIO – QUER ELE RESOLVA SE ALIAR À RAÇA HUMANA OU NÃO.” As várias facetas deste profeta dos novos tempos, todas elas são retratos vivos de todos os sentimentos e pensamentos deste homem furacão, que trafega por todos os segmentos artísticos com a mesma maestria com que escreve belas canções. Todo trabalho artístico, poético e literário, por mais genial que se afigure, fatalmente será repartido em dois pedaços: jamais agradará a todos, conquistará a simpatia e o respeito de uns e provocará a detratação e o ódio de outros, são águas divisórias, pois a mente humana, trata-se de um mundo particular e intimo em cada ser humano, o que é bonito para mim pode ser horripilante para o outro, cada cabeça é um mundo, por isto é que Raul Seixas dizia: “Antes de ler o livro que o guru lhe deu, você tem que escrever o seu.”. Bob Dylan, embora criticado por uma imensidão de inconformados diante das verdades contidas em sua música, jamais se rendeu ao poder fonográfico, aos modismos baratos e a aura de profeta que o acompanha, gerou uma suspeita turba de depreciadores da sua lavra poética e musical, mesmo porque, a verdade sempre incomodou e é doída como a mais tirana dor. Ninguém esta disposto a ouvir a verdade cuspida na cara. E Bob nunca temeu escarrar na lata do sistema e da sociedade, o seu inconformismo diante da fatal acomodação a que o ser humano se atrelou desde o berço de seu nascimento. Bob Dylan é um reinventor de si próprio. Um profeta dos novos tempos. Os superlativos usados para descrever a importância dele na história humana parecem não ter nenhum limite nestes dias apologéticos, nada mais resta a dizer sobre esta figura deificada e profética, nenhum prisma seria capaz de estabelecer este mito: BOB DYLAN é simplesmente BOB DYLAN. Estas oito letras, são as únicas capazes de descreverem o que ele significa. Em 2006, cinco anos depois do lançamento do disco “LOVE & THEFT”, no mesmo dia em que as torres gêmeas ruíram ao peso do maior ataque terrorista dos últimos tempos, chegava às lojas o trigésimo segundo (32) disco de Dylan, “MODERN TIMES”. Neste disco Bob Dylan recria seus “tempos modernos”, oscilando entre o country e o rhythm´n´blues. O ano de 2006 aparentava ser o ano de uma nova ressurreição de Dylan, pois além do lançamento deste excelente disco oficial, Dylan lançou também sua biografia “BOB DYLAN/CRÔNICAS VOL. I”, traduzido por Lúcia Brito e lançado no Brasil pela Editora Planeta. Publicado antes nos E.U.A., este livro levou três anos para ser escrito. Bob Dylan apresenta reminiscências de várias épocas, sem se preocupar muito com a cronologia. Mas se detém especialmente nos anos 60, quando produziu canções que mudaram o pop e influenciaram gerações. Bob é o primeiro a mostrar que era possível aproximar letras quilométricas de rock da autentica poesia e ele é único em seu estilo fanhoso e genial de interpretar suas criações musicais. As vertentes pelas quais Bob Dylan passeia, além da música magnífica de sua lavra, são permeadas por quadros que ele pinta e desenhos, inclusive alguns que serviram para ilustrar discos dele. Uma exposição de arte com obras de Dylan aconteceu em Londres no final da década de 2000 pela primeira vez. A mostra foi realizada na galeria HALEYON e expunha desenhos de Dylan feitos durante uma turnê entre 1989 a 1992. Um número infindável de livros e biografias foram publicados ao redor do planeta sobre esta enigmática figura e nem mesmo esta gigantesca biblioteca dylaniana foi capaz de descrever com exatidão a totalidade de sua obra magnânima e nem foi capaz de definir realmente, quem é e o que significa este nome fenomenal: BOB DYLAN!

No ano de 1993, as Editoras UFSCar (São Carlos) e Estação Liberdade (São Paulo) publicaram em conjunto o livro POESIA e POLÍTICA NAS CANÇÕES DE BOB DYLAN e CHICO BUARQUE (ensaio). Escrito por Lígia Vieira César.

Optei por iniciar este livro com Like a Rolling Stone, exatamente por ser a canção mais famosa de Dylan, mas que, pessoalmente, minha opinião seja contrária à da maioria, porque não considero Like a Rolling Stone a canção do século e nem a melhor da lavra poética de Dylan, muito embora reconheça que trata-se de uma excelente música e uma das melhores, mas jamais a maior música do século. Se analisarmos bem, com ouvidos de lince, no Brasil encontraremos músicas mais bem estruturadas do que Like a Rolling Stones, é só adentrar à saga poética/profética do maluco beleza RAUL SEIXAS, que encontraremos canções mais bem criadas e mais poéticas do que Like a Rolling Stone, mas se o mundo e a crítica assim quiseram, quem sou eu para discordar? Este livro contêm dezenas de letras de Bob Dylan, que é depois de RAUL SEIXAS o cantor/compositor que mais admiro e cultuo, em suas versões originais. Não quis aqui neste livro incluir as traduções destas centenas de letras/poemas dylanianas, justamente para não correr o risco de cometer um erro grave, visto que, a grande maioria das traduções para o português de letras de músicas e textos, sempre está eivada de erros grosseiros, decidi manter originalmente os poemas dylanianos e mesmo assim, tenho certeza de que muitos destes poemas contêm erros imperdoáveis. No entanto, entretanto e portanto, solicito aos leitores e admiradores de Bob Dylan e conhecedores de sua vasta obra musical e poética, que porventura tiverem a satisfação de ler este livro, ao se depararem com os citados erros contidos nas letras aqui transcritas, por obséquio, entrem em contato com o autor e informem ao mesmo sobre os equívocos encontrados, para que em futuras edições todos eles sejam consertados. Nem mesmo o português eu sei falar ou escrever corretamente, muito menos a língua inglesa, portanto, dar vida a este livro que tenta retratar a obra musical e poética deste gênio chamado Bob Dylan, é mais do que uma ousadia, é uma loucura, mas espero que este livro sirva para deixar registrado às novas e futuras gerações grande parte do legado poético e musical de Bob Dylan. Tão-somente incluí nestas páginas, poucas ou quase nenhuma tradução das músicas de Dylan, apenas as que considerei mais importantes e as quais acredito ser as letras traduzidas para o português que apresentam melhor qualidade e mais fiéis às originais. As mais de 600 letras que totalizam este livro, não seguem ordem alfabética nem cronológica e isto, também é proposital. A desordem das coisas me fascina e não sigo nenhuma linha pré-estabelecida e que é regra no mercado literário. Todas as letras estão misturadas exatamente para que cada leitor seja obrigado a folhear todo o livro para encontrar o que deseja e almeja, mesmo porque, se este livro tivesse seguido os padrões editoriais, um índice contendo a ordem alfabética seria mais um clichê. Sem índice e desordenado, obrigatoriamente o leitor terá de folhear o livro inteiro para encontrar o que procura. Neste livro inseri ainda alguns trechos que discorrem sobre o genial e causticante WOODIE GUTHRIE, fonte de inspiração e grande ídolo de Bob Dylan. Sem a influência devastadora deste poeta andarilho e guerrilheiro, Bob talvez ainda estivesse procurando seu caminho. A guitarra de Guthrie era chamada de “Esta arma mata facistas” e realmente a guitarra e a voz vociferante de Woodie incomodavam os poderosos de então e Dylan, extasiado, bebeu e se fartou nesta fonte guthriana e sua obra musical e poética se transformou também numa poderosa arma contra os desmandos que fazem do orbe um abismo de ignorância e corrupção, em que o ser humano é tratado de forma escravocrata e nefanda, em que a luta pela liberdade e igualdade é tratada como crime hediondo pelos cavaleiros do apocalipse.

O autor.

Isaac Soares de Souza

Categorias: Artes, Música, Poesia
Palavras-chave: bob, dylan, e, filosofia, folk, política, rock

Características

Cover_front_perspective
Número de páginas: 232

Edição: 1(2016)

Formato: A5 148x210

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Couche 90g

Sobre o autor

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