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Segunda Antologia Literária Feminina "Mulheres Nuas"

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Sinopse

Várias poetisas se reuniram numa antologia poética para mostrarem suas obras, e também num ato solidário ao próximo, arrecadarem verbas para doação a um Instituto de combate ao câncer de mama.

Categorias: Artes e Entretenimento, Poesia
Palavras-chave: andrade, antologia, dhi, mulheres, nuas, paulinho

Características

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Número de páginas: 147

Edição: 1(2017)

Formato: A5 148x210

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 75g

Reconhecimento

Sobre o autor

Mini
Paulinho Dhi Andrade

ANTES UM POUCO DE HISTÓRIA

. 1ª Exposição Literária Feminina “Mulheres Nuas"

Aconteceu do dia: 13 a 30 de abril de 2008, no POUPATEMPO da Estação Metrô Corinthians Itaquera-SP. No início com 17 poetisas, atingindo o número de 62 até o ano de 2010.

Idealizador: Paulinho Dhi Andrade

Colaboradoras: Iriene Borges, Allanna Menezes, Aline Nardi, Barbara Leite e Marina Franciulli.

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Participantes da Segunda Antologia Literária Feminina "Mulheres Nuas" 2017.

Alessa Bet, Aline Bassoli, Allanna Menezes, Ana Cristina Martins, Betty Vidigal, Carla Moura, Cathy Reimers, Celamar Maione, Flá Perez, Gabriele Trindade, Gisele Sato, Iriene Borges, Aline Nardi, Lili Ribeiro, Marcia Mattoso, Maria Claudina, Maria Julia Pontes, Marielle Alves, Mariângela Padilha, Regina Zamora, Rosa Cardoso, Valéria Calegari, Vanni Fonseca.

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Quando resolvi fazer algo diferente naquilo que mais gostava, literatura, pus-me em xeque, pois tudo me parecia praticamente inviável àquelas alturas, onde quase tudo já tinha sido criado ou copiado.

De repente uma ideia de, em um provável livro a ser escrito, pôr a imagem de uma mulher nua parecia ser algo viável. Não sei o porquê, mas, mais uma vez tive a sensação de que não daria certo, principalmente porque fugiria ao tema no qual estava acostumado a escrever, poema que falavam coisas bem diferentes de nudez feminina. Eu escrevia muito sobre questões que cobravam respostas religiosas. Além disso, eu não tinha tantos poemas ou contos assim que pudessem servir como base, caso meu projeto fosse tematicamente sensual. Em, 2007, não tenho muita certeza do ano, passei a ser integrante da Comunidade Literária “Bar do Escritor” no Orkut. O grupo, certa vez, reuniu-se em um bar na Vila Madalena, em tal encontro eu não estava presente, pois não fiquei ciente de tal momento. Na segunda vez, marquei minha presença no Bar Mada, também nos Jardins, em São Paulo. A partir daí, houve outros encontros em saraus, sendo que um dos mais marcantes para mim, foi o Politeama Sarau Diversos, organizado pela poetiza Barbara Leite. Por já conhecer a poetisa Ivone Fs e a poetisa Flá Perez de alguns encontros do Bar do Escritor, sempre conversávamos a respeito de projetos literários.

Expliquei para a Ivone Fs., sobre o que me passava pela cabeça, ela tentou me ajudar com algumas ideias, o mesmo fez a Flá Perez. De repente, de forma individual, deixei bem claro para elas que havia me ocorrido a ideia de escrever um livro e por na capa o corpo nu de uma mulher, e ambas tiveram a mesma dúvida que eu tive logo quando comecei a elaborar tal ideia: “Meus poemas não combinavam com nudez.”.

Em 1997, eu havia feito uma exposição com meus poucos poemas e contos/crônicas no Parque Chico Mendes, Zona Leste de São Paulo. Minha primeira exposição literária. Tal lembrança me fez sorrir como se sorri aquele que tem uma grande ideia em momentos de apuros. Sim, uma Exposição, mas dessa vez não seria com os meus poemas e sim com poemas de outras pessoas, e material para isso eu tinha sobrando, onde? No Bar do Escritor. Resolvi convidar todos os membros da Comunidade para uma “Grande Exposição Literária”, mas quando me perguntaram qual seria o nome dela, gaguejei, eu ainda não havia pensado nisso... e agora?

Em mais um sarau, outra conversa com a Ivone Fs e a Flá Perez, alguns amigos delas estavam presentes e nada disseram a respeito, apenas ouviam o teor do assunto. Cheguei a pensar em desistir do projeto, mas eu já havia dado a ideia no Bar do Escritor, então nada de desistência, eu tinha que continuar e continuei...

A ideia maior foi separar os gêneros, seriam duas Exposições, uma masculina e outra feminina, sendo que daria mais atenção à feminina. Então comuniquei a todos da Comunidade, e deixei bem claro que o título seria revelado em breve, pois eu já tinha alguns elaborados, não eram nada atraentes, tão sem graça que até os esqueci.

Em 2008, comprometido em um relacionamento, antes de ter criado alguns títulos, conversei com minha namorada a respeito de meu projeto. Ela ficou contente por eu ter tal ideia. Numa conversa em seu portão, pois estava ao volante do carro da empresa onde trabalhava de forma terceirizada para a Bandeirantes, Companhia Elétrica de Guarulhos, quando perguntei a ela se teria coragem de pousar nua para a capa de um livro, caso eu o escrevesse. Ela riu e disse: “Você não teria ciúmes?”, Rimos e fui embora rumo à empresa, já era final de expediente.

No caminho, tentei encontrar algum nome que faria sentido para a Exposição feminina. Muitos títulos vieram, mas nada me agradava. Alguns foram: “Mulheres Independentes”, “Mulheres Poetas”, “Mulheres que Fazem”, “Mulheres que fazem tudo”... nada me atraia em tais títulos. Talvez por ter sido o último a ser pensado, o “Mulheres que fazem tudo” não saía de minha cabeça. E como um pensamento puxa o outro, tal fixação me fez perguntar em solilóquio, deixando meu parceiro no banco de passageiros com dúvidas a respeito de minha sanidade ao me ver falando sozinho, “Mulheres que fazem tudo?”, e o que elas fazem? Percebi que meu parceiro soltaria uma piada e de propósito dei uma freada no carro, ele deve ter percebido minha intenção ou ficado com medo. “Mulheres que fazem de tudo”... Isso mesmo! Elas fazem tudo hoje em dia. Lembrei-me de uma mulher morena com feição de mãe e deveres de pai, dirigindo um caminhão pipa em frente a empresa onde eu recolhia minhas ordens de serviços para serem executadas nas ruas. Lembrei-me de algumas motoristas de ônibus, táxis, metrô, professoras, advogadas, médicas, artistas de cinema e novelas, pintoras, donas de casa, fazendeiras, políticas, ativistas culturais e sociais... enfim, elas realmente já faziam de tudo. “Mulheres que fazem de tudo”. Não! Não era o título que eu esperava... Tinha que haver outro melhor... Perguntei-me então: Por que “Mulheres que fazem de tudo?”, a resposta me veio de uma forma que nem eu sei explicar: “Porque elas se despiram de muitas coisas.”.

Isso! “Mulheres Nuas”. Nuas de dogmas religiosos, preconceito machista, opressão política... mulheres que davam aulas, compunham e cantavam grandes músicas, garantiam a segurança pública e higiênica, participavam de projetos que visavam o bem estar de sua nação... isso mesmo, “Mulheres Nuas”.

Assim nascia o Projeto Literário Feminino “Mulheres Nuas”.

Março de 2008, comecei a solicitar nomes e textos das prováveis participantes do projeto. No início somente 17 poetisas se inscreveram. Após me enviarem suas biografias, textos imagens de rosto, juntei ao projeto e levei tudo para a administração do Poupatempo na Estação do Metrô Corinthians Itaquera. Depois de entregue, eu deveria aguardar no mínimo quinze dias para saber se seria aprovado ou não. Quinze dias, “quinze anos”, que ansiedade.

Logo que recebi uma ligação da secretária do Poupatempo, da amiga Silvia, para que eu comparecesse ao local para conversar, imaginei que tudo havia dado certo, caso fosse o contrário ela me falaria por telefone poupando-me a viajem, dito e feito, a notícia era boa. Entreguei em mão todos os textos para a Silvia e sua chefe Maria, para que elas os ampliassem devido terem sidos impressos em folhas A4.

Mas como nem tudo que reluz é ouro, a Maria, responsável pela liberação do espaço onde se realizaria a exposição, barrou o título “Mulheres Nuas”, alegando que muitas crianças poderiam comparecer no local e não seria nada bom, principalmente se estivessem acompanhadas de seus pais. “E agora?”, pensei, depois de tanto trabalho para encontrar um nome para o projeto, de repente um empecilho. “Podemos usar outro nome, por exemplo: ‘Mulheres em destaques”, disse-me ela com ar de inteligência, como se fosse seu o projeto. Senti certa barreira particular vindo dela, e logo confirmei minhas suspeitas, ela era religiosa e achara o título obsceno.

Resolvi aceitar, pois o importante era que eu havia conseguido um lugar para fazer a exposição. E não era um lugar qualquer, era um espaço onde grandes artistas expuseram suas obras. Eu estava me sentindo realizado com tudo aquilo. Após marcar a data de realização, avisei os membros do Bar do Escritor. Muitos ficaram eufóricos, contentes ao extremo, principalmente as poetisas. No dia 13 de abril de 2008, fui o primeiro a chegar ao local.

Dei alguns retoques e ouvi muitos parabéns dos funcionários do Poupatempo. Algumas fotografias foram tiradas com funcionários e leitores. Por motivos de compromisso, na mesma data da realização da exposição, tive que sair mais cedo e não pude esperar um grupo de amigos do Bar do Escritor formado pelos poetas: Barbara Leite, Maria Júlia Pontes, Carla Abreu, Cesar Veneziani, Anderson H., e a amiga Marina Franciulli.

No dia seguinte a visita foi das poetisas, Rita Medusa e Ivone Fs. Nos momentos em que todos eles compareceram ao local, registraram com fotos.

Os textos foram expostos em painéis de latão na cor preta com frente de vidro.

Até o momento da primeira exposição, ainda não tínhamos uma logomarca, foi aí que a amiga Marina Franciulli bastante criativa, nos brindou com um Flyer em cor azul, onde mostra uma mulher pousada com os braços abertos em paralelo ao chão e um pano sobrevoando sua cabeça. Um símbolo que caiu bem ao projeto por dar a sensação de liberdade à mulher.

O projeto estava dando certo. Depois da primeira exposição surgiu a segunda, esta fora de São Paulo, no Maranhão. Uma das participantes, Allanna Sanches Menezes, deu a ideia de expor os textos em uma Biblioteca da Universidade Federal UFMA em Imperatriz do Maranhão, onde acontecia o Salimp, na data de 1 a 4 de setembro de 2009. Assim o projeto que havia nascido em São Paulo começou a crescer pelo Brasil afora.

A terceira Exposição aconteceu no CDC, Tide Setubal em São Paulo. Zona Leste, Em seguida vieram várias, inclusive duas organizadas no Estado do Paraná por Sônia Sonia Cancine e Iriene Borges, em Cidades diferentes.

Logo no início das exposições, resolvi parabenizar as participantes com um certificado de participação. Ao desenhá-lo, o levei para uma gráfica e fiquei surpreso com o valor cobrado, na época a matriz custaria R$40.00 e cada impressão R$ 15.00. Resolvi encomendar o serviço, mas eis que de repente recebo uma notícia muito preocupante da empresa onde trabalhava, demissão em massa. Adiei a encomenda até que eu começasse a receber o salário desemprego, e ao receber a primeira parcela voltei à gráfica. Logo no primeiro mês a situação começou a apertar, desempregado e sem perspectiva alguma de um novo emprego, quase desisti da encomenda completa, eu poderia encomendar a metade e depois a outra parte, mas alguma coisa me mim dizia para continuar. Certo dia a poeta Barbara Leite entrou em contato comigo via celular e quis saber como eu havia conseguido os certificados se eu estava desempregado.

Então eu expliquei tudo e ela ficou brava comigo. Disse que tomaria providências para que todas as meninas do projeto participassem com uma quantia para ajudar a pagar a gráfica, e foi assim que muitas delas ajudaram.

A poeta Carla Abreu também teve um papel muito importante no projeto, ao saber que a amiga Marina Franciulli havia elaborado o Flyer para a exposição, ela encomendou em uma gráfica a sua reprodução em papel cartão para ser distribuído entre os participantes do Sarau Politeama no momento em que fora entregue os certificados.

Apesar dos momentos de alegrias durante todo o momento de exposições, tivemos também dois motivos para ficarmos tristes... as ausências de duas poetas maravilhosas. Primeiramente a escritora Heloisa Galves, criadora da marca infantil Além da Lenda, em seguida a poetisa e artista plástica Angela Oiticica O falecimento de ambas fez com que um projeto de livro, com 12 participantes, ficasse parado, pois não havia em nós motivação para dar continuidade. Depois de passar o choque e nos conformarmos com a situação, resolvi seguir o que havia parado, e foi então solicitado da poeta e participante da exposição, Larissa Marques, a produção do primeiro livro dedicados a elas, 1ª Antologia Literária Feminina “Mulheres Nuas”, Editora Utopia.

Assim o projeto segue até a 9ª exposição, e esperamos que volte a caminhar com toda a força de antes...

Aqui tenho a agradecer os amigos que colaboraram para que o projeto desse certo.

O primeiro veículo de comunicação utilizado para a divulgação foi a Comunidade Bar do Escritor criada pelo amigo escritor Giovani Ieminii. Agradeço também ao escritor Cristiano Deveras pelo imenso apoio com elogios às meninas e suas obras. À Iriene Borges, Sônia Sonia Cancine e Allanna Menezes que contribuíram com exposições feitas em suas cidades.

Tem muita gente para ser agradecida... Desculpem-me as que esqueci o nome agora, mas assim que encontrar alguns registros deixarei aqui o nome de todos. Principalmente das participantes...

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...SEGUE ALGUNS NOMES DE PARTICIPANTES DAS EXPOSIÇÕES.:

...Allanna Menezes, Barbara Leite, Sônia Sonia Cancine, Rosangela Primo, Maria Ligia Ueno, Cristhina Rangel, Rita Medusa, Angela Oiticica, Heloisa Galves, Ivone Fs, Ana Cristina Martins, Larissa Marques, Iriene Borges, Flá Perez, Lili Ribeiro, Érica Cristiane, Maria Júlia Pontes, Marcia Mattoso, Regina Zamora, Jessiely Pinheiro, Betty Vidigal, Li Nardi, Clau Assi, Mônica San, Ruth Cassab Brolio, Mariângela Padilha, Rosa Cardoso, Camila Carolina Bonfim,

Alana Nunes...

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RELAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES JÁ REALIZADAS:

1ª Exposição Mulheres Nuas" Poupatempo Corínthians Itaquera SP

Participação com poesias - Exposição Organizada Por Paulinho Dhi Andrade

2ª Exposição "Mulheres Nuas"Biblioteca UFMA Imperatriz do Maranhão

Participação com poesias - Exposição idealizada por Paulinho Dhi Andrade - Organizada por Alanna Sanches

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3ª Exposição"Mulheres Nuas"CDC Tide Setubal São Miguel Paulista SP

Participação com poesias - Organização Paulinho Dhi Andrade

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4ª Exposição "Mulheres Nuas" Biblioteca do Paraná

Participação com poesias - Exposição Idealizada por Paulinho Dhi Andrade - Organizada por Iriene Borgese e Liliane Jochelavicius

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5ª Exposição "Mulheres Nuas"- SALIMP

Participação com poesias - Exposição idealizada por Paulinho Dhi Andrade - Organizada por Alanna Sanches

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6ª Exposição "Mulheres Nuas"- São Miguel Paulista SP 18 a 20 de 2010

Participação com poesias - Exposição organizada por Paulinho Dhi Andrade

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7ªExposição"Mulheres Nuas"- Centro Cultural Guaianazes Lajeado – SP

Participação com poesias - Exposição organizada por Paulinho Dhi Andrade

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8ª Exposição"Mulheres Nuas"- Biblioteca Vicente Paulo Guimarães SP 19 março de 2010

Participação com poesias - Exposição organizada por Paulinho Dhi Andrade

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9ª Exposição "Mulheres Nuas"EMEF Pe. Emílio Miotti SP 18 março de 2010 Participação com poesias - Exposição organizada por Paulinho Dhi Andrade e Aline Nardi

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BIOGRAFIA do AUTOR

Paulo César Batista Bomfim

(Paulinho Dhi Andrade)

Por: Ruy de Oliveira

Filho do frentista Ruy Silva Bomfim e da empregada doméstica Eunice Batista Bomfim, ambos baianos, ficou órfão de pai aos 6 anos de idade. Aos sete entrou para uma escola estadual, onde se tornou repetente logo no 1° ano escolar por duas vezes. Após passar para o 2° ano escolar teve o mesmo problema. Na verdade o garoto não prestava muita atenção às aulas, e o motivo parecia ser a fome que o atormentava constantemente. Pois numa casa onde uma família com 6 crianças em que todos passavam fome devido não haver nem mesmo pão velho para comer, ficava difícil para se manter atento a qualquer atividade.

Paulinho e seus irmãos apanhavam muito do padastro e de alguns parentes que se achavam no direito de repreendê-los com agressões físicas. Aos 11 anos, em 1979, mudou-se para a Zona Leste de São Paulo, especificamente para a cidade de São Miguel Paulista. A princípio odiou tudo aquilo. Pois São Miguel Paulista era praticamente o oposto da cidade de Embu das Artes, sua cidade natal. Aos poucos foi se habituando ao novo bairro.

Aos 15 anos durante um curso de pintor letrista em uma escola profissionalizante do governo, recebeu do diretor um exemplar do livro "Coração de onça" da coleção vaga-lume por ter sido o aluno que mais freqüentou a biblioteca num período de quatro meses. A partir daí Paulinho começou a se interessar mais pela leitura, chegando a produzir seus primeiros poemas. E a leitura lhe foi bastante útil fazendo com que o mesmo se interessasse por muitos outros títulos tais como: ciências ocultas, filosófica, religiosas, psicológicas e artes em geral.

Desde a mais tenra idade já demonstrava aptidão para o desenho artístico tornando se autodidata no ofício passando assim a desenhar retratos de pessoas famosas da época tais como: Menudos e Michael Jackson vendendo seus desenhos para os colegas da escola estadual Pedro Viriato Parigot de Souza onde estudava desde 1980.

Foi aos treze anos que o menino que já dava problemas na escola devido ao seu gênio e mau comportamento, teve seu primeiro contato com entorpecentes. Aos 17 foi parar na FEBEM por duas vezes num espaço de dois meses por ter cometido assaltos a mão armada nas ruas de São Miguel Paulista. Dentro da unidade da FEBEM, teve um tremendo choque ao conhecer dois garotos que após uma curta conversa ergueram suas camisas e mostraram-lhe suas barrigas cheias de bolhas d’água com algumas formigas encolhidas como se fossem fetos em bolsas de placenta. Os policiais que os haviam pegos os deitaram em um formigueiro para fazê-los confessar onde estava a arma que supostamente usaram para cometer um assalto.

Aos dezoito anos após algum tempo usando entorpecentes, resolveu parar de vez e começou a praticar esporte. Durante cinco anos praticou Kung-fu chegando a receber medalha de prata em um campeonato municipal. Durante essa época casou-se com Miriane Carolina de Aragão, tendo com a mesma, três filhos; Camila, Caio e Karina. Seu casamento desde cedo passou a ser conturbado, pois os gênios de ambos não eram compatíveis. Foram quatro separações num período de 15 anos, e uma delas durou cerca de quatro anos. Foi durante essa separação de quatro anos que Paulinho conheceu uma amiga que logo se tornou sua nova namorada tendo com a mesma um relacionamento de dois anos.

Vera Lúcia havia feito uma operação para retirar um tumor da cabeça, e após a cirurgia a mesma passou a ter dores constantes no local da operação, sendo que nem mesmo os médicos conseguiam lhe ajudar a amenizar tal incômodo. Paulinho talvez por ter sofrido muito na vida havia se tornado um tanto cético em relação a milagres, mas como sua namorada e toda sua família possuía crença religiosa, o mesmo resolveu fazer uma promessa por ela. Ele foi caminhando da cidade de São Miguel Paulista até a cidade de N. S. Aparecida do Norte, onde rezou e acendeu velas cumprindo sua palavra para que a enxaqueca que tanto incomodava sua namorada tivesse um fim. A família de Vera Lúcia ficou admirada com tamanha coragem e demonstração de carinho que Paulinho demonstrou à Vera Lúcia, principalmente vindo de alguém que vivia dizendo não ter religião ou qualquer afeto religioso. O interessante em tudo isso é que a dor de cabeça de Vera Lúcia realmente teve fim.

Após sete anos de abstinência, Paulinho voltou a usar drogas constantemente. Atraído pelo submundo do crime, Paulinho quase acabou com a própria vida devido ao uso demasiado de cocaína e álcool. Em 2000 foi internado em uma clínica psiquiátrica por cinco meses, voltando a usar drogas assim que se viu livre novamente. Foi durante essa internação que conheceu o psiquiatra Dr. Roberto, que o presenteou com um livro de Albert Camur, "O estrangeiro" e "A peste". Passou a consumir tanta droga que se endividou com traficantes. Talvez a única maneira que o mesmo encontrou para saldar tais dividendos foi trabalhando para os mesmos.

Após sua quarta "Overdose" e várias internações na ala psiquiátrica do hospital Santa Marcelina no bairro de Itaim Paulista, aceitou ser internado em uma clínica evangélica na cidade de São Vicente litoral paulista. Não suportando o regime da mesma, pois achava ridículo louvar a um Deus que supostamente o havia abandonado, ameaçou cometer suicídio. Acabou sendo excluído do local. Após duas semanas em, 25 de janeiro de 2004, aceitou visitar o Instituto Phoenix, uma clínica de recuperação para dependentes químicos em Bragança Paulista, interior de São Paulo, e acabou ficando por lá mesmo num período de sete meses. Após tal período de tratamento Paulinho deixou de usar drogas. Wagner, o dono da clínica demonstrou não ser apenas um empresário, mas sim um grande amigo de Paulinho, pois o mesmo demonstrou-se grande admirador de seus trabalhos literários.

Inúmeras pessoas fizeram e fazem parte da vida de Paulinho Dhi Andrade, tais como: O jornalista Luís Mário, o artista plástico e escultor Juarez Martins, o ator e diretor de teatro Cristiano Vieira, seu irmão caçula Sidney Bomfim, ator e artesão, cujos bonecos (mamulengos), estão espalhados pelo Brasil a fora. Cida Santos, escritora e socióloga. Sacha Arcanjo, grande organizador de eventos culturais na Zona Leste de São Paulo. Zulú, cantor e compositor, Cauê Bonifácio, grande ator de teatro, professor de história e geografia. Aluizio Alves Filho, grande escritor carioca. A excelente professora de literatura dona Eliana, grande admiradora de seus poemas. O professor de literatura Gilberto e sua esposa Carmelita. O escritor Alessandro Buzo e o crítico literário Jonilsom Montalvão. E modéstia parte, eu, Ruy de Oliveira.

Paulinho Dhi Andrade teve muita influência dos livros adquiridos em sebos. Boa parte de seus poemas refletem um aprendizado anti-religioso, talvez até anticristão. Não pelo fato de não crer em um Deus, mas sim por não aceitar certos critérios religiosos impostos por "pseudos-santos" que se acham iluminados por uma luz divina. Há quem o considere discípulo de NIETZSCHE, outros o consideram louco. Eu particularmente o considero original.

O escritor carioca Aluizio Alves Filho e a escritora Cida Santos o compararam ao dramaturgo Plínio Marcos. Paulinho tem como favoritos os poetas e escritores, Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Nietzsche, Schopenhauer, Albert Camur e ele mesmo.

Em 1990 fez um curso por correspondência para aprender a linguagem técnica de desenho artístico e publicitário, curso este que lhe deu maior intimidade com a arte e o propiciou a trabalhar na área de propaganda visual. Em 1992, apaixonado por "Agatha Christie" fez um curso de Detetive Particular, mas nunca exerceu a profissão. Por outro lado, aprendeu algumas técnicas de investigações, principalmente o fator psicológico de um criminoso. Daí em diante, se interessou muito mais por romances policiais e acabou escrevendo dois contos de cunho detetivesco, "Quem matou dona Izaura?" e "A casa de Helena”.

Em 1999, com material suficiente para produzir um livro de contos, Paulinho endividado até o pescoço, teve que contar com a ajuda de amigos para pagar a editora. Seus amigos que trabalhavam no mesmo Hipermercado juntaram "latinhas" para que ele reciclasse e assim conseguisse pagar o editor. Na época ele ainda estava separado de Miriane Carolina, mesmo assim a mesma o ajudou com uma pequena quantia que possibilitou a produção de 300 livros com 60 páginas, intitulada: "A tragédia dos mentirosos". Em 2003, fez um curso de literatura portuguesa e brasileira por correspondência num período de dois anos.

Paulinho Dhi Andrade é muito agradecido à sua ex-esposa Miriane Carolina, a seu irmão Sidney Bomfim e à sua irmã Rosemeire Bomfim por tê-lo ajudado a se livrar das drogas. A ajuda foi tão valida que até mesmo o cigarro ele deixou de lado. Parou de fumar no dia 02 de janeiro de 2005.

Até o dado momento, a vida de Paulinho Dhi Andrade vem sendo abalada pela depressão. O isolamento tornou-se constante em sua vida. O fato de não poder mais beber ou usar outro tipo de alucinógeno o faz ficar em casa, sem poder participar nem mesmo de pequenas festas infantis. O acumulo de perdas e dores emocionais o fizeram ter medo da própria vida. Certa vez eu o encontrei chorando sentado em um banco de uma praça e lhe perguntei qual o motivo das lágrimas. O mesmo me respondeu com outra pergunta: "Se você tivesse duas opções, chorar ou matar alguém, qual delas você escolheria?" Respondi que preferiria matar alguém. Ele então me olhou bem nos olhos e se levantou. Em seguida foi embora me deixando sozinho na praça, era uma quinta-feira e o tempo estava nublado. Essa foi a última vez que o vi, nunca mais nos encontramos. A última notícia que tive dele foi através de uma amiga nossa. Fiquei sabendo que o mesmo estava detido em uma delegacia de policia por ter agredido dois policiais militares após ter discutido com sua ex-esposa Miriane. A mesma havia ficado assustada com a discussão e chamou uma viatura. Segundo a versão de Paulinho, um dos policiais o ofendeu chamando-o de "negrínho safado", isso foi o suficiente para que os policiais militares tomassem prejuízos nas mãos de um homem que não aceita de forma alguma ter sua raça ofendida. Paulinho foi autuado e assinou dois artigos, um por agressão e outro por desacato.

Apesar de não ter uma religião, e não aceitar certos critérios religiosos, Paulinho Dhi Andrade possui um bom coração, pois o mesmo está sempre fazendo algo pelo próximo. Está sempre disposto a ajudar os menos favorecidos. Certa vez eu estava em meu pequeno barraco sem nada para comer, quando ele chegou trazendo às costas uma cesta básica de tamanho médio. Seus sapatos estavam cobertos de lama. Ele despede o garoto que lhe mostrara onde eu morava dando-lhe uma moeda e entra sem cerimônias. Cumprimentamo-nos e começamos um dialogo formal e amistoso. Tomamos café fresco feito por ele, pois se tinha uma coisa que ele não gostava era do meu café. Segundo ele, somente sua filha Camila Carolina sabia fazer café melhor que o seu. Rimos muito disso. Depois ele foi embora de baixo de uma garoa fina deixando sobre a mesa uma quantia suficiente para eu comprar gás de cozinha que já estava acabando e um pequeno bilhete onde estava escrito: "FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMIGO". Era 02 de abril de 2005.

Ruy de Oliveira, ex-morador da favela Pantanal no Itaim Paulista, foi encontrado morto em seu barraco numa cama feita com tijolos de barro. Foi constatado que o álcool enfraquecera seu coração e arruinara seu fígado. No local foram encontrados muitos livros de suma importância filosófica e poética. O texto biográfico de Paulinho Dhi Andrade foi encontrado dentro de um exemplar de "A tragédia dos mentirosos". Ao lado de sua cama havia uma garrafa de plástico com uma pequena quantidade de bebida alcoólica Morreu alguns dias antes de completar 37 anos de vida, no dia 23 de março de 2006, dia que Paulinho Dhi Andrade aniversariava..


Comentários - 37 comentário(s)


Carlos Alberto Bonifácio
Muito obrigado, Paulinho Dhi Andrade.
Quinta às 17:11

Paulinho Dhi Andrade
Muito obrigado aos amigos leitores que vem colaborando nas compras dos exemplares da Segunda Antologia Literária Feminina "Mulheres Nuas".
Terça às 09:08

Paulinho Dhi Andrade
Carlos Alberto Bonifácio, grande abraço e muito obrigado pelas palavras.
Quarta às 23:00

Carlos Alberto Bonifácio
Parabens pela iniciativa. Se tds tivessem essa msm conciencia diminuiria muito o sofrimento de muita gente
Sexta às 12:40

Paulinho Dhi Andrade
Parabéns a todas as Mulheres que compõem todo o Universo. Beijo enorme no coração de cada uma.
Quarta às 14:29

Paulinho Dhi Andrade
Muito obrigado por comentar, Thayane. Tudo de bom. Beijão.
Segunda às 22:57

Thayane Bomfim
Parabéns a todas as poetisas pelo projeto e aos organizadores. Sucesso com o trabalho. Parabéns a todos.
Quinta às 17:09

Paulinho Dhi Andrade
Conheçam o Blog: Exposição Literária Feminina "Mulheres Nuas": www.mulheresnuas01.blogspot.com.br
Quinta às 15:59

Paulinho Dhi Andrade
Amigos, conheçam a página da Antologia no Facebook: https://www.facebook.com/livromulheresnuas/?fref=ts
Quinta às 15:54

Paulinho Dhi Andrade
Sim, Cesar, desde o começo você acompanha o projeto. Lembro, você e o poeta Anderson H., acompanharam as poetas Barbara Leite, Maria Julia Pontes e a Carla, e também a criadora do Flyer "Mulheres Nuas", Marina Franciulli. A primeira exposição literária foi em abril de 2008, Poupatempo de Itaquera-SP. Muito obrigado, meu amigo.
Quinta às 08:03

Cesar Veneziani
Acompanho o projeto desde o nascedouro e parabenizo seu idealizador e organizador, o Paulinho Dhi Andrade, pela iniciativa!!!
Quinta às 07:48

Paulinho Dhi Andrade
Muito obrigado, Sergio Donadio. Também o parabenizo por tantas obras escritas em tão pouco tempo de vida. Grande abraço e tudo de bom.
Quarta às 22:31

sergio donadio
parabéns pela iniciativa, cumprimentos a todas as participantes, sucesso na empreitada! um grande abraço
Quarta às 22:26

Paulinho Dhi Andrade
Prezada amiga Carmen, muito obrigado por nos parabenizar. Saiba que também a parabenizamos pela sensibilidade à leituras. Grande beijo e tudo de bom.
Quarta às 21:59

Carmen Oliani
Parabenizo o Autor e Poetizas que muito acrescentam a literatura. Agradeço a oportunidade de participar da solidariedade do projeto.
Quarta às 21:24

Paulinho Dhi Andrade
Venho aqui agradecer mais uma vez o carinho e o respeito de cada um dos leitores que nos parabenizaram, eu e as autoras, pela obra publicada. Muito obrigado.
Quarta às 20:14

Paulinho Dhi Andrade
Sidney, sinto-me lisonjeado por tais palavras. Sei que há muitos por ai que fazem o mesmo ou até melhor. Mas nada do que faço, faço sozinho, sempre há alguém me ajudando. Muito obrigado e tudo de bom.
Terça às 23:44

Sidney Batista Bomfim
A sensibilidade de um idealizador de projetos que valoriza o talento humano, me faz acreditar na melhora do nosso mundo. Haja visto que existem milhares de pessoas talentosas e, somente uma alma sensível para perceber. "Mulheres Nuas" revela em prosa e verso, a força da mulher. Que sua atitude se multiplique e que tantas outras maravilhosas mulheres possam registrar a força e beleza feminina também, em prosas e versos.
Terça às 21:59

Paulinho Dhi Andrade
Muito obrigado, Somaia Gonzaga. Tudo de bom. Beijão.
Terça às 21:27

Somaia Gonzaga
Belíssima iniciativa!
Sábado às 19:15

Paulinho Dhi Andrade
Sim, caro amigo Paulo Miranda, um time excelente de talentosas poetisas unidas, como sempre, em prol de alguma coisa. Mostrando-se verdadeiras mulheres sem preconceitos, tanto na literatura quando na atitude. Fico feliz por saber que muitas pessoas percebem isso nelas. Muito obrigado, meu querido. Tudo de bom.
Quarta às 21:23

Paulinho Dhi Andrade
Mariangela Padilha, desde o início participando do Projeto. Agora nos dando a honra de sua participação na 2ª Antologia. Só tenho a agradecer seu apoio e sua total confiança na nossa capacidade de lutar por algo. Muito obrigado, minha querida. Continue escrevendo. Continue com a gente.
Quarta às 21:17

PAULO MIRANDA BARRETO
Uma notável iniciativa do escritor Paulinho dhi Andrade!! Um time excelente de talentosas poetisas unidas em prol de uma nobre causa. Fabuloso trabalho! Recomendo a leitura.
Quarta às 20:43

Mariangela Padilha
Eu aproveitei cada segundo do retorno que obtive com todas as exposições e estou muito orgulhosa em participar do livro. Obrigada Paulinho! Comprem! É muito bom incentivar projetos de literatura, ainda mais quando irão ajudar ao hospital do câncer! Eu vou comprar o meu!
Quarta às 19:50

Paulinho Dhi Andrade
Vanessa Thais, muito obrigado pelas palavras. Eu também fico muito contente por tê-la no projeto junto com as outras 22 ilustres poetisas. Mais uma vez agradeço. Muito obrigado e tudo de bom.
Terça às 01:16

Vanessa Thais Delmondes Fonseca
Foi um grande presente poder participar de um projeto tão lindo. Sou grata pelo convite e por estar ao lado de poetisas maravilhosas. Uma honra enorme! Obrigada Paulinho!
Segunda às 19:52

Paulinho Dhi Andrade
Sinceramente, Paula Batista Bomfim, é gratificante ajudar o próximo e ao mesmo tempo mostrar o lato artístico que corre nas veia. Muito obrigado por sua atenção e carinho. Tudo de bom.
Segunda às 18:50

Paulinho Dhi Andrade
Muito obrigado, Rosemeire Batista, por nos parabenizar. Desejo tudo de bom a você e seus familiares.
Segunda às 18:47

paula batista bomfim
É muito interessante ter uma leitura agradável e ao mesmo tempo ajudar um hospital onde há pessoas que não pediram para estar lá. Parabéns às poetisas que fizeram um trabalho tão rico de emoções.
Sábado às 19:45

Rosemeire Batista Bomfim
Parabéns pelo projeto. Parabens para as poetisas e organizador.
Sexta às 22:23

Paulinho Dhi Andrade
Muito obrigado, Maria Claudina Lourenço. Fico muito honrado com sua participação na Antologia. Continue escrevendo.
Terça às 16:23

Maria Claudina Lourenço
Paulo vc como sempre generoso! Fiquei orgulhosa de poder participar deste belíssimo projeto. Bjs milll no coração!
Terça às 10:56

Paulinho Dhi Andrade
Carla Moura, bem sei o trabalho que você está tendo para fazer parceria com o Instituto ONCOGUIA de combate ao câncer de mama, onde doaremos o lucro das vendas dos exemplares da 2ª Antologia Literária Feminina "Mulheres Nuas". Muito obrigado por participar do livro e por lutar em prol ao combate do câncer. Tudo de bom a você.
Domingo às 23:28

carla moura
É muito gratificante fazer parte dessa antologia,principalmente pela causa em que ela esta´empenhada, divulgar literatura feminina. Agradeço ao Paulinho pela linda oportunidade e desejo que esse livro tenha muito sucesso.
Domingo às 22:50

Paulinho Dhi Andrade
Giselle Sato, suas palavras muito me alegraram. Saiba que não estou sozinho nesta caminhada, muitas escritoras, incluindo você, estão comigo. Muito obrigado e um beijão no seu coração.
Domingo às 21:07

Paulinho Dhi Andrade
Muito obrigado pelo carinho. Grande beijo no coração.
Domingo às 18:22

Giselle Sato
É muito bom fazer parte de um projeto que além de divulgar a arte está contribuindo com uma causa importante, fazer da poesia a ferramenta que possibilita tantas ações é obra do nosso Paulinho Dhi Andrade, um ser humano incrível com o coração do tamanho do mundo. Agradeço muito esta oportunidade e que o livro venda bastante, a sementinha floresça e venham muitos outros em prol de causas tão justas.
Domingo às 11:54

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