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Livro BRAZIL

A VERDADE SOBRE O "DESCOBRIMENTO"

Por: ADEILSON NOGUEIRA Denunciar

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Sinopse

Não foi Pedro Alvares Cabral quem descobriu o Brasil, pois o Brasil já estava designado e marcado nos mapas que a coroa portuguesa possuia desde 1436, fixando André Bianco, desde 1448, a sua distância das ilhas de Cabo Verde em 1500 milhas.

Foram ainda navegantes portugueses que descobriram a América e até o testamento de João Ramalho, escrito nas notas do tabelião Lourenço Vaz, na vila de São Paulo, em 3 de maio de 1580, segundo o testemunho do frei Gaspar da Madre de Deus, que dele teve uma cópia, prova-o, pois, ali, Ramalho, na presença do dito tabelião, do juiz ordinário Pedro Dias e de quatro testemunhas, declarou que estava no Brasil há 90 anos, isto é, desde 1490, dois anos antes da ida de Colombo às Antilhas e dez anos antes da chegada de Cabral a Porto Seguro.

Mestre João, físico mor de d. Manoel, e cosmógrafo da frota de Cabral, que na sua interessante carta ao rei, escrita de Porto Seguro, registra o Cruzeiro do Sul e marca para o Brasil a latitude de 17 graus, diz, entre outras coisas interessantes, referindo-se à terra brasileira, que a terra onde chegara, já se achava traçada no mapa-mundi de Pedro Vaz da Cunha Bisagudo, afirmando-o categoricamente na seguinte passagem da carta: «quanto, senhor, ao sitio desta terra, mande vossa alteza trazer um mappa-mundi, que tem Pedro Vaz Bisagudo, e por ahi poderá ver vossa alteza o sitio desta terra, ainda que aquelle mappa-mundi não certifica si esta terra é habitada ou não: é mappa-mundi antigo e ahi achará vossa alteza escripta tambem a Mina...»

Portanto, o próprio cosmógrafo da frota de Cabral sabia, desde antes da viagem de 1500, que havia terra nesse rumo de sudoeste que a frota cabralina seguiu, como o sabia também Duarte Pacheco, o qual já nessa terra tinha estado em 1498.

Tudo isto vem provar que, se Cabral não descobriu o Brasil, também o não descobriram os pretensos descobridores Vicente Yanez Pinzon, Diogo de Lepe e Alonso Hojeda, aventureiros, que só chegaram à costa americana em 1499, não podendo tomar posse da terra brasileira porque o tratado de Tordesillas de 1494 não consentia em tal. As próprias instruções que o rei de Castela lhes deu em 1499, determinavam «que não tocassem nas terras de Portugal».

Triste, tristíssimo estado da nossa alma, vergonhosa condição da nossa inteligência!

Desta desídia coletiva, em que o menos culpado e o mais sacrificado é o povo laborioso e honesto, resultou a absurda situação em que nos encontramos.

Infelizmente, não atinamos, pela enésima vez, com o caminho que nos convém! Serão as leis inflexíveis da história que hão de nos encarreirar.

Nesta terra em que os homens livres parecem escravizados, em que tudo traduz o bafio de remoto passado e tudo é bolor, caruncho e poeira.

O estudo dos documentos portugueses e castelhanos constantes na Torre do Tombo, dos arquivos açorianos e espanhois provam de um modo incontestável que, desde 1435, ou antes, havia em Portugal conhecimento perfeito de terras americanas (o Brasil ou terra dos Papagaios com a sua posição determinada no mapa de Bianco e a sua distância de 1500 milhas entre as ilhas de Cabo Verde e o Cabo de São Roque precisamente marcada no mesmo mapa) e também que, desde 1475, as viagens dos portugueses para o ocidente já se realizavam, não tanto no empenho de procurar por aí o caminho para chegar à Índia, como no de «colonizar, de aproveitar as terras americanas e nellas commerciar, como se commerciava na costa africana e nas ilhas dos seus mares.»

A carta de doação a Fernão Dulmo, em 1486, e a confirmação do seu contrato com João Afonso Estreito, feita pela carta régia de D. João I, vem demonstrar de um modo cabal «a existencia de trabalhos de mór importancia relativos á America em que se não trata já da descoberta, mas da posse effectiva, da conquista, da occupação.»

A descoberta do Brasil foi um episódio na criação de um império comercial português que em menos de cem anos se estendeu para quatro continentes. Os portugueses estabeleceram estações costeiras na África Ocidental desde o início do século XV. Em 1499, Vasco da Gama voltou em triunfo a Lisboa desde sua viagem de época até a Índia em volta do Cabo da Boa Esperança. No ano seguinte, o Rei Manuel I enviou uma nova expedição para a Índia, de treze navios e 1.200 homens. Com a exaustão de Gama, o comando foi dado a um cortesão confiável chamado Pedro Álvares Cabral, com apenas trinta anos.

Cabral e seus homens avistaram a corcunda de Monte Pascoal na costa e navegaram no norte por três dias para encontrar um pouso perto do que é hoje Porto Seguro. Uma festa de reconhecimento marcou o desembarque no dia 21 de abril e a aportagem principal foi feita no dia seguinte, quando Cabral reivindicou formalmente o que ele chamou de Ilha de Vera Cruz para Portugal, ergueu uma cruz e realizou um serviço cristão para marcar a ocasião. (O território caiu para Portugal de qualquer maneira, sob o Tratado de Tordesillas de 1494.)

Depois de ficar mais oito dias, Cabral navegou de volta ao Atlântico para rodear o Cabo da Boa Esperança e chegar a Calicute na costa oeste da Índia. Atrás, ele deixou dois degredados, criminosos exilados, que adquiriram mulheres nativas e geraram a primeira população mestiça do Brasil, que, com o tempo, superaria em grande parte os índios. Uma expedição de seguimento de 1501, sob Gonzalo Coelho, com Americo Vespucci como cronista, explorou cerca de 2.000 milhas da costa brasileira e preparou o caminho para subsequentes assentamentos portugueses sistemáticos. Cabral, no entanto, não recebeu mais emprego. Ele se aposentou em sua propriedade rural até sua morte em 1520.

Categorias: Historiografia, Europa, Américas, Não Ficção, Geografia E Historia, Educação
Palavras-chave: brasil, descobrimento, histÓria, navegaÇÕes, portugal

Características

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Número de páginas: 49

Edição: 1(2018)

Formato: A4 (210x297)

Tipo de papel: Offset 75g

Reconhecimento

Sobre o autor

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ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista e escritor, é autor de diversos livros, a exemplo da “Cartas de Amor”, “Um Poema para Você”, “Versos Dispersos e Prosa Esparsa”, “Exemplos que Edificam”, Rádio Novela “Gavião Rasteira e o Zoológico do Inferno”, “Lições que não Esqueci”, “Anos de Roubalheira”, “O Encontro”, “Épicos”, “Política”, “Mandacaru, A Origem” e “Julio Cesar”, “Pascal”, “Nogueira” “Cartas de Tobias”. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.


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