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Livro RIO DE JANEIRO

HISTÓRIA DA PROVÍNCIA

Por: ADEILSON NOGUEIRA Denunciar

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Sinopse

É bem sabido, talvez, observar que o Brasil não era o lugar da literatura; na verdade, a ausência total foi marcada pela proibição dos livros em geral, e a falta de qualquer meio através do qual seus habitantes pudessem alcançar até o conhecimento do estado atual do mundo, ou o que estava passando por ele. Os habitantes estavam principalmente envolvidos em grande ignorância e orgulho, sua consequência usual; uma aquisição dos modos e cerimônias anexadas à pomposa observância de sua religião parecia ser considerada bastante adequada a todos os propósitos do sistema da sociedade. Uma instituição literária liberal de qualquer tipo em todo o estado, ou um estímulo para um homem de talento, seria procurada em vão. Uma gazeta, publicada duas vezes por semana, era a impressa na imprensa real, a única estabelecida; mas permitia ao povo que não conhecesse o estado de seu próprio país ou de outros.

Os mulatos eram uma parte da população muito mais saudável e robusta, sua mistura de constituição africana e brasileira parecia exatamente adaptada ao clima. Os negros provavelmente não foram usados com mais facilidade ali do que em outras colônias. No interior eles eram tratados muito melhor do que no Rio de Janeiro, onde, em alguns casos, muita crueldade foi praticada. Por uma ofensa insignificante, às vezes eram submetidos à acusação de dois ou três soldados, que os prendiam com cordas, e os espancavam da maneira mais insensível nas ruas, enquanto os levavam para o Calabouço, uma prisão para os negros, onde estavam destinados talvez para receber um castigo severo antes de serem libertados. Seus proprietários obtinham uma ordem do intendente geral da polícia, para um, dois ou trezentos cílios (chicotadas), de acordo com os ditames de seu capricho ou paixão. O castigo era administrado a esses pobres miseráveis por um de seus compatriotas, um robusto, selvagem, degradado negro. Um cavalheiro obteve uma ordem para a flagelação de um de seus escravos, com duzentos cílios. Seu nome foi chamado várias vezes pelo negro agonizante, ele apareceu na porta de um calabouço, onde os negros pareciam ficar confinados de forma provisória. Uma corda foi colocada ao redor de seu pescoço, e ele foi conduzido a uma grande área, no pátio adjacente; em torno do qual seus braços e pés estavam acorrentados, enquanto uma corda segurava seu corpo da mesma maneira, e outra, firmemente curvada em torno de suas coxas, tornava impossível o movimento de um só membro. O degradado negro começou a contorcer-se de forma muito mecânica, e, a cada golpe, que parecia cortar parte da carne, ele dava um gemido singular. As listras foram repetidas sempre sobre a mesma parte, e o negro carregou os cem cílios que ele recebeu neste momento com a resolução mais determinada. Ao receber o primeiro e o segundo traçado, ele chamou “Jesii” (seu proprietário), mas depois colocou a cabeça no lado do poste, sem pronunciar uma sílaba, nem pedir piedade; mas o que ele sofria era fortemente visível na trêmula agitação de todo o quadro. A cena estava profundamente afligida, e era de lamentar que o homem que era capaz de tal força devia estar em uma condição que o submeteu a um flagelo tão doloroso e degradante. Ele recebeu os outros cem cílios no terceiro dia, depois disso, foi colocada uma pesada corrente de ferro em sua perna e um ferro rebocado em volta do pescoço, do qual um tridente se levantou acima da cabeça, como ornamento, não seriam apêndices agradáveis com os quais prosseguir o seu trabalho habitual.

Categorias: Historiografia, Antigo, Américas, Não Ficção, Geografia E Historia, Educação
Palavras-chave: brasil, colÔnia, de, escravidÃo, historia, janeiro, rio

Características

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Número de páginas: 22

Edição: 1(2018)

Formato: A4 (210x297)

Tipo de papel: Offset 75g

Reconhecimento

Sobre o autor

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ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista e escritor, é autor de diversos livros, a exemplo da “Cartas de Amor”, “Um Poema para Você”, “Versos Dispersos e Prosa Esparsa”, “Exemplos que Edificam”, Rádio Novela “Gavião Rasteira e o Zoológico do Inferno”, “Lições que não Esqueci”, “Anos de Roubalheira”, “O Encontro”, “Épicos”, “Política”, “Mandacaru, A Origem” e “Julio Cesar”, “Pascal”, “Nogueira” “Cartas de Tobias”. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.


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