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Livro ÁFRICA ISLÂMICA

EM MOEDAS

Por: ADEILSON NOGUEIRA Denunciar

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Sinopse

Onde o sul declina em direção ao sol poente, fica o país chamado Etiópia, a última terra habitada nessa direção. Lá o ouro é obtido em grande quantidade...

-Heródoto, As Histórias, Livro 2 (450 a.C.)

As inscrições em latim nas moedas com imagens, bem como nas moedas sem imagens que começaram mais tarde, são extremamente difíceis de decifrar. O mais antigo, por exemplo, tem DVSTVSDVSETAVSNONE, que pode ser expandido para DeUS TuUS DeUS ET AliUS NON EST: “Deus é seu Deus e não há outro”. O alfabeto é uma mistura de letras latinas e gregas, sendo as últimas minúsculas, algumas vezes maiúsculas. As mesmas palavras podem ser abreviadas de maneiras diferentes.

As primeiras moedas árabes do norte da África e da Espanha se dividem em três séries que foram lançadas nas duas décadas desde a captura de Cartago até 715. Uma delas compreende moedas com imagens imperiais bizantinas e inscrições religiosas muçulmanas em latim, mas sem data nem nome. Uma segunda série inclui moedas sem imagens com inscrições em latim. Este grupo tem o nome AFRICA para Ifriqiya, província romana e árabe, centrada na moderna Tunísia, e tem datas equivalentes a 703 a 715 de nossa era. A terceira série tem principalmente uma estrela com sete ou oito raios no lado que chamamos de anverso, com inscrições que incluem o nome da província SPANIA para a Espanha, ou melhor, Iberia na terminologia moderna. As moedas espanholas têm datas equivalentes a 712 a 714. Como todas as moedas foram emitidas pelos árabes com inscrições em latim, elas são chamadas de moedas árabe-latinas como uma espécie de abreviação numismática. Posteriormente, um problema foi produzido na Espanha e na África de 716 a 718, com inscrições em árabe e latino em cada moeda. Depois de 718-19 (100 héjira), todas essas moedas foram substituídas por moedas puramente árabes, muito parecidas com as do resto do califado. No ano 101 (719-20), existem dinares árabes de Ifriqiya com um pequeno disco grosso como escritos romanos e árabes-latinos anteriores, e outros com um amplo disco fino como os dinares de Damasco, indicando que naquele ano, finalmente, trabalhadores da região foram enviados a Ifriqiya para assumir a casa da moeda ou mostrar aos comerciantes locais como fabricar espaços em branco.

Categorias: Moedas & Medalhas, Antigo, África, Geografia E Historia, Educação, Antiguidades E Colecionáveis
Palavras-chave: história, islãmica, moedas, numismática

Características

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Número de páginas: 49

Edição: 1(2019)

Formato: A4 (210x297)

Tipo de papel: Offset 75g

Reconhecimento

Sobre o autor

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ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista e escritor, é autor de diversos livros, a exemplo da “Cartas de Amor”, “Um Poema para Você”, “Versos Dispersos e Prosa Esparsa”, “Exemplos que Edificam”, Rádio Novela “Gavião Rasteira e o Zoológico do Inferno”, “Lições que não Esqueci”, “Anos de Roubalheira”, “O Encontro”, “Épicos”, “Política”, “Mandacaru, A Origem” e “Julio Cesar”, “Pascal”, “Nogueira” “Cartas de Tobias”. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.


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