Andarilhos Errantes
Código do livro: 431546
Categorias
Ética E Filosofia Moral, Não Ficção, Bem & Mal, Filosofia, Entretenimento
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Sinopse

Andarilhos Errantes

"Um livro louco, de um louco para loucos".

___

"Não estamos errando através de um vazio infinito? Não sentimos na face o sopro do vazio?" (Nietzsche, A Gaia Ciência)

Índice

Parte 1: Nem só de pão viverá o homem

Parte 2: A padaria do protervo

Parte 3: Breve lembrança

Parte 4: O hotel podrão

Parte 5: Prisioneiros do acaso

Parte 6: Mais um dia na existência

Parte 7: Um novo dia, um novo Adeus

Parte 8: A sina dos coveiros

Parte 9: A praça da igreja

Parte 10: O sentido da vida

Parte 11: A Segunda Vinda de Colombo

Parte 12, final: "Nota do futuro - ou introdução à Teoria Zero"

Prefácio

"O que é a vida humana? Um milésimo de distração, num segundo de ironia, dum minuto da existência".

Após vários anos de uma vida nas ruas do mundo, Rúlio e Hoca, dois Andarilhos Errantes, com histórias distintas, se encontram num banco de uma praça e travam um diálogo filosófico irônico, jocoso, direto e reto, em linguagem simples, facilmente compreensível a todos. Diversos são os assuntos: Ciência, Filosofia, 'para onde caminha a humanidade', 'qual o sentido da vida', 'amor, desprezo, solidão, otimismo, pessimismo, realismo', a exploração espacial e a colonização de outros mundos, entre outras coisas.

Este livro também reflete uma pequena experiência pessoal nas ruas entre os 16 e 17 anos de idade, numa primeira tentativa frustrada de sair da cidade pequena onde nasci para tentar a sorte numa cidade maior em busca de trabalho, com a intenção de cursar uma faculdade. Um pouco dessa história pessoal também está presente nas histórias de Rúlio, Hoca e Elisa e ainda no livro: Um Diabo Que Virou Mulher.

Contudo, essa não é uma autobiografia e muito menos um história pessoal, é uma reflexão sobre a humanidade e, ao mesmo tempo, um chamado às pessoas para observarem e refletirem que nem todos os Andarilhos, Mendigos, Moradores de rua, sem teto, são ignorantes, desocupados, drogados ou bêbados, como muitos preconceituosamente acham. São, sobretudo, humanos que merecem o nosso mais sincero respeito e compaixão.

Independente de como a pessoa se encontre em determinado momento da vida, especialmente, na rua da amargura, ela tem uma história de vida e, portanto, devemos antes de tudo dar o benefício da dúvida, ter um mínimo de Empatia e analisar as coisas antes de emitir alguma opinião e, sobretudo, procurar fazer algo de útil por aqueles que realmente precisam e querem melhorar.

Empatia de verdade não é se colocar no lugar do outro porque jamais se saberá o que de fato se passa no fundo do coração, da mente e da alma do outro. Empatia de verdade é, tendo completa noção de seus traços fortes e fracos, de suas gigantescas falhas e imperfeições, sem culpas, sem máscaras e sem julgamentos, sobretudo, sem querer parecer um santo ou guru, se desapegar totalmente de si, no momento da interação com o outro, para sentir o outro, sentir junto com o outro, procurando compreender o máximo possível a essência de suas dores, sentimentos e emoções, para depois, num outro momento, agir de maneira verdadeiramente construtiva e positiva e, dessa maneira, exercitar e aprimorar a amabilidade total junto com o outro, possibilitando, dessa forma, algum avanço no que entendo como a realização da Atividade Re-humanizadora em sua plenitude, na prática.

De fato, há muitas pessoas nas ruas que tentaram ser melhores, ter uma vida melhor, mas falharam. Falharam e, diante do desespero e das pauladas da vida, perderam todas as esperanças no mundo e na vida e não querem nada mais além de se embriagar e se drogar dia e noite até morrerem.

Essas pessoas, perdidas no vício das drogas, já totalmente incapazes de raciocinar minimamente direito, precisam urgentemente da atenção humanitária de todos, sobretudo, da atenção psicossocial e a compulsoriedade das autoridades e das leis vigentes, infelizmente. Mas, no entanto, há pessoas que apesar de todas as tragédias, injustiças, e até mesmo das bebidas e das drogas, que querem sair de tal umbral e melhorar.

Na realidade, nenhuma pessoa, por mais louca que seja e por mais que diga em contrário, foi parar na rua porque quis, por alegre, por achar bonito, sempre há um problema, uma história, uma desgraça por trás de tudo. Há exceções, claro, como Diógenes Laércio de Sinope (412-323 A.C), o cão, O Cínico, lá na história para trás e alguns outros por motivos estritamente filosóficos e cientes das consequências.

Contudo, a maioria das pessoas que estão nas ruas só querem que os seus direitos 'lindamente' postos na Carta Universal dos Direitos Humanos e nas leis vigentes sejam cumpridos! A maioria das pessoas nas ruas, querem estudar, trabalhar, ter uma casa, viver bem, ou seja, querem ser ajudadas e querem melhorar.

Os governos e os mega ricos (1% dos humanos que detém 99% das riquezas da Terra), que se acham donos das cidades, dos países e do Planeta, que tem condições de fazer algo para valer, não fazem nada ou muito pouco, porque só pensam em si mesmos, em Ter mais e mais, acumular mais e mais, e o pouco que fazem pela sociedade e pelas pessoas carentes, pelos moradores de rua só o fazem para tirar fotos para suas propagandas políticas populistas e demagógicas nas redes umbrais sociais! Essa que é a verdade.

Em suma, o objetivo deste livro é discutir Filosofia, Ciência, Sentido da Vida, Bem, Mal, Além, o futuro da humanidade, as relações entre as pessoas, os problemas individuais e coletivos, mas, também, é chamar a atenção das pessoas, através das histórias dos Andarilhos Rúlio, Hoca e Elisa, para refletirem sobre a situação da mega bolha do abismo social de miséria, injustiças e abusos criminosos gerado pelo acúmulo de riquezas e refletir sobre os pobres do mundo, especialmente, sobre os que praticamente não tem nada além da companhia de um cachorro, um gato ou de outros Andarilhos e que tentam, de toda maneira, sobreviver à dura vida nas ruas, muitas vezes, passando uma vida inteira solitários e morrendo sozinhos.

Ou seja, este livro também é um chamamento para que as pessoas reflitam sobre seus conceitos e preconceitos em relação aos pobres do mundo, especialmente, sobre os 'Moradores de Rua', os abandonados do mundo e tenham mais Empatia, Compaixão, Respeito e Humanidade em relação aos que se encontram nessa triste situação e que nada mais tem a perder.

Dados da ONU*, anteriores à Pandemia do Coronavírus, estimam que existiam mais de 800 milhões de pessoas em situação de abandono, sem teto, pelas ruas das cidades em todo o Planeta Terra. Nos EUA, potência mundial, nação próspera, haveria quase 500 mil pessoas nas ruas, no Brasil esse número passaria de 222 mil pessoas nessa situação. Registre-se que, segundo a OMS, também há mais de 200 milhões de animais de rua, especialmente, cães e gatos, muitos, companheiros dos mendigos, andarilhos, moradores de rua, sem teto.

O problema só se agrava em face da mega bolha do abismo social, causada pelo acúmulo absurdo, criminoso e hediondo de riquezas, onde menos de 1% dos humanos detém 99% das riquezas do Planeta. Além da evidente má vontade política dos governos e dos que tem condições de fazer alguma coisa pelas pessoas e pelos bichos em situação de rua mas não fazem nada ou muito pouco, a dificuldade das instituições, ONG´s e associações humanitárias nacionais e mundiais para fazer uma contagem mais precisa do número total dessa multidão de gente e de bichos nas ruas, também prejudica a elaboração e a realização de políticas públicas consistentes.

Resumindo: no Pós-pandemia, é possível que haja mais de 1 bilhão de seres humanos abandonados e "invisíveis", junto de pelo menos meio bilhão de bichos abandonados, igualmente "invisíveis" pelas ruas em todo o Planeta Terra.

É evidente que a coisa fica muito pior quando refletimos sobre a mega bolha de abismo social, miséria, injustiças e abusos criminosos, que joga pelos menos metade da população mundial, quase 4 bilhões de seres humanos, em situação de pobreza e extrema pobreza, beirando a rua da amargura, e essa multidão de gente, sem querer, acaba puxando todo o resto para baixo, isto é, a outra metade da humanidade, quase 4 bilhões de viventes, como a pessoa que está se afogando no rio quando puxa a outra para o fundo), metade essa, dividida em classes de trabalhadores comuns assalariados, média baixa, média alta, alta e mega ricos.

Os que estão embaixo se afogando na miséria do mundo, sem querer, puxam os que estão em cima junto para o fundo, é um reação em cadeia à longo prazo!Afinal, quando há um grande contingente de pessoas sem trabalho, abandonadas pelas ruas, sem perspectivas de futuro melhor, sem esperança de dias melhores, isso gera uma fortíssima tensão na mega bolha de abismo social, pobreza, miséria e a infla mais ainda com a violência e todos os tipos de problemas que devoram as cidades no mundo todo e, claramente, diariamente, o movimento das coisas mostra que, cedo ou tarde, tais problemas que só aumentam dia a dia, farão essa bolha explodir e aí será um Pandemônio brutal, o caos total.

De fato, diante de tanta miséria, injustiça e abusos criminosos, é só uma questão de tempo para que essa mega bolha do abismo social exploda e detone tudo em toda a parte. Até, é importante destacar, embora, atualmente, haja alto teor de histeria em diversas correntes de pensamento catastrofistas atuais, muita fake news, muita 'pós-verdade', muita baboseira e teorias da conspiração, cada dia aumentam os rumores sobre planos dos que acham que mandam no Planeta, para uma drástica diminuição da população da Terra e que Pandemias piores que a do Sars-CoV-2, guerras e crises econômicas, crises fabricadas, serão uma constante daqui (2022) para frente. Contudo, como diria Stephen Hawking: "Enquanto há vida, há esperança".

Enfim, este singelo livro, Andarilhos Errantes, trata disso tudo e de diversos outros temas da Existência abordados pela Filosofia ao longo da história da aventura humana na Terra, de maneira simples, para todos entenderem. É a tarefa hercúlea de transformar o que é complexo em algo simples, perfeitamente compreensível à todos. Esperamos ter realizado essa tarefa a contento dos que nos lerem.

"Diante da Imensidão Cósmica Interestelar, da Incomensurabilidade da Vida e da Inefabilidade da Existência, ainda somos meras partículas de poeira cósmica pensantes", também afirmará o curioso Andarilho Rúlio. Um alerta para toda a humanidade e ao mesmo tempo, uma reflexão sobre o que somos como indivíduos e coletividade, tudo, redundando num rápido mergulho ao fundo da alma humana, é o que pretende esse texto.

___

Emerson Rodrigues

E-Kan

Características
ISBN 9798429296609
Número de páginas 210
Edição 1 (2022)
Formato A4 (210x297)
Acabamento Brochura s/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g

Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br

Fale com o autor
Emerson

Filósofo Realista/Autor/Editor de Mídias, há 20 anos na estrada escrevendo de maneira livre e realista sobre Brasil, Povo, Mundo, Filosofia, Extrafísica e outras coisas. 10 Livros Publicados de maneira independente.

Lista atualizada:

- Andarilhos Errantes (2022)

- A.C.O: Ampliação da Capacidade de Observação + texto bônus. (2022)

- Lutando como um Leão pra não morrer como um Veado (2022, NOVO)

- Do WikiLeaks a Lava Jato: a corrupção que mata (2022)

- João Thomaz e Panda: duas crônicas insólitas (2022)

- Teoria da Humanidade Zero (+ VISADO)

- Raul Seixas & A Filosofia. A Arte de Ser um Maluco Beleza

- As Redes Umbrais Sociais

- Um diabo que virou mulher

- Como os ricos corruptopatas e os políticos politicopatas roubam impunemente?

Emerson também assina como E-Kan, que é a abreviatura de Eghus Kaninnri. Para saber mais sobre o autor e ler diversos outros textos, acesse o Blog Realismologia.

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