APOLOGIA
DOS DIÁLOGOS DE PLATÃO
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Drama, Filosofia, Mensagens, Bem & Mal, Epistemologia, Ética E Filosofia Moral
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Sinopse

Em que relação a Apologia de Platão está à defesa real de Sócrates, não há meios de determinar. Certamente concorda em tom e caráter com a descrição de Xenofonte, que diz na Memorabília que Sócrates poderia ter sido absolvido "se em qualquer grau moderado ele tivesse conciliado em favor dos acusadores", e que nos informa em outra passagem, sobre o testemunho de Hermógenes, amigo de Sócrates, de que não desejava viver; e que um sinal divino recusou permitir que ele preparasse uma defesa, e também que o próprio Sócrates declarou isso desnecessário, com o fundamento de que durante toda a sua vida ele estava se preparando para aquela hora. Pois o discurso respira em todo o espírito de desafio, e o estilo solto e desprovido é uma imitação da "maneira costumeira" na qual Sócrates falou na Ágora e entre as mesas dos cambistas. A alusão no Críton pode, talvez, ser aduzida como uma prova adicional da precisão literal de algumas partes. Mas, em geral, deve ser considerado como o ideal de Sócrates, de acordo com a concepção de Platão sobre ele, aparecendo na maior e mais pública cena de sua vida, e no auge de seu triunfo, quando ele está mais fraco, e ainda seu domínio sobre a humanidade é maior, e sua ironia habitual adquire um novo sentido e uma espécie de tragédia diante da morte.

Resumem-se os fatos de sua vida, e os traços de seu caráter são trazidos como por acidente no curso da defesa: a maneira de conversar, o aparente desejo do arranjo, a ironia implícita, resultam em uma obra de arte perfeita, que é o retrato de Sócrates.

No entanto, alguns dos tópicos podem ter sido realmente utilizados por Sócrates; e a lembrança de suas próprias palavras pode ter tocado nos ouvidos de seu discípulo.

A apologia de Platão pode ser comparada, em geral, com os discursos de Tucídides, nos quais ele encarnou sua concepção do caráter elevado e da política do grande Péricles e que, ao mesmo tempo, fornece um comentário sobre a situação dos assuntos do ponto de vista do historiador. Assim, na Apologia há uma verdade ideal e não literal; muito é dito que não foi dito, e é apenas a visão de Platão da situação. Platão não era, como Xenofonte, um cronista dos fatos. Ele não aparece em nenhum de seus escritos para ter observado com precisão literal. Ele não deve, portanto, ser complementado da Memorabília e Simpósio de Xenofonte, que pertence a uma classe inteiramente diferente de escritores.

A Apologia de Platão não é o relato do que Sócrates disse, mas uma elaborada composição, tanto quanto, de fato, como um dos Diálogos. E talvez possamos até mesmo entrar na fantasia de que a defesa real de Sócrates era muito maior do que a defesa platônica vez que o mestre era maior do que o discípulo. Mas, em todo caso, algumas das palavras usadas por ele devem ter sido lembradas, e alguns dos fatos registrados devem ter realmente ocorrido. É significativo que Platão tenha dito estar presente na defesa, como também diz que esteve ausente na última cena no Fédon. É fantástico supor que ele quis dar o selo de autenticidade a um e não ao outro? Especialmente quando consideramos que essas duas passagens são as únicas em que Platão faz menção de si mesmo. A circunstância de que Platão seria uma das suas garantias para o pagamento da multa que ele propôs tem a aparência de verdade. Mais suspeito é a afirmação de que Sócrates recebeu o primeiro impulso para sua vocação favorita de interrogar o mundo a partir do Oráculo de Delfos, pois ele já devia ser famoso antes de Chaerephon consultar o Oráculo, e a história é de um tipo muito provável que tenha sido inventada. No geral, chegamos à conclusão de que a Apologia é fiel ao caráter de Sócrates, mas não podemos mostrar que nenhuma frase tenha sido falada por ele. Respira o espírito de Sócrates, mas foi lançado de novo no molde de Platão.

Características
Número de páginas 53
Edição 1 (2017)
Formato A4 (210x297)
Acabamento Brochura
Tipo de papel Offset 75g
ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista, Radialista, Bacharel em Direito, Escritor, Tutor em EAD e Docente do Ensino Superior, possui mais de 1.000 títulos publicados. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.

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