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Apoteótico: os maiores carnavais de todos os tempos - 1992
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Arte Folclórica, Não Ficção, Artes e Entretenimento, Artes
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Sinopse

“A Estácio vai falar de São Paulo?” foi a pergunta mais ouvida entre os compositores da vermelho e branco quando o carnavalesco Mário Monteiro anunciou o enredo “Pauliceia Desvairada”, uma homenagem aos setenta anos da “Semana de 1922”, a Semana de Arte Moderna, que revolucionou a história cultural do Brasil. “Como vamos fazer um enredo maluco desses?”. Um tema paulista e complexo, que necessitava, segundo eles, de um “tratamento carioca”. O samba-enredo da Estácio, de autoria de Djalma Branco, Déo, Caruso e Maneco, que até a véspera do carnaval, era um ilustre desconhecido, tornou-se um sucesso na Avenida, graças à intervenção de Mário Monteiro, que, mesmo contra a vontade de alguns, fez valer a sua vontade, por entender que esse samba poderia render, como rendeu, muito na Passarela do Samba. Em um tempo em que não havia a Cidade do Samba, as escolas se viravam como podiam para montar seus barracões. Várias delas ficaram desalojadas após um incidente no Pavilhão de São Cristóvão inviabilizar aquele espaço para uso. Era lá que boa parte das agremiações preparava seu carnaval. Chegou-se a cogitar transferir os desfiles para junho, o que levou a reações contrárias, como de Renato Lage (“Carnaval é carnaval, Junho é mês de festa junina”) ou bem-humoradas, como afirmou Rosa Magalhães (“Eu, por exemplo, não vou aguentar esperar até junho. Se não tiver desfile, vou sair rodando o quarteirão tocando corneta”). Você sabia que a ideia de Relato Lage e Lílian Rabello, carnavalescos da Mocidade, era fazer um enredo tendo como referência uma atração do Walt Disney World Resort e que o sonho dos compositores e sambistas da escola no tricampeonato os fizeram pensar em “Sonhar não custa nada… ou quase nada”? “E o campeonato?”; “Não custa sonhar”, respondeu Lílian. Carnaval que marcou a estreia de Lucinha Nobre como primeira porta-bandeira, com apenas 15 anos, substituindo Babi, que estava grávida de Arlindinho e consagrou Selminha Sorriso, na Estácio de Sá, que dava a volta por cima após dois carnavais em que chegou a desfilar sem mestre-sala e, no outro, por conta de uma fantasia super pesada, recebeu notas muito baixas, vendo sua escola, o Império Serrano, ser rebaixada. Tão logo a Viradouro anunciou seu enredo, “A magia da sorte chegou”, a própria sorte parecia ter abandonado a escola, que viu a cobertura de sua quadra desabar, o local onde preparava suas alegorias ser interditado e seu principal carro alegórico, das geleiras, pegar fogo em pleno desfile. “A escola será conduzida por uma força maior e um cheiro forte de perfume inebriará as pessoas. Será uma emoção muito forte e até mesmo os jurados vão chorar”, acreditava Max Lopes, carnavalesco da Viradouro, antes do desfile. Não é coisa de biruta, a história é fato”, afirmou Rosa Magalhães, referindo-se a seu enredo “Não existe pecado abaixo do Equador”, que marcaria sua segunda passagem pela verde e branco de Ramos, que seria coroada por uma série de títulos. Joãozinho Trinta, que nem televisão tinha em casa, viu Anísio impor um enredo falando sobre a TV, uma forma da Beija-Flor levar um “tema popular” para a Avenida, segundo o patrono da escola. E você já imaginou ter 60.000 convidados em seu casamento? Pois foi isso que fez um casal de componentes, fundadores da Tradição. O Império Serrano, após ser rebaixada em 1991, levou para a Avenida um samba valente, que dizia que só demente não via que o Império era patente e que, se você soubesse ler, bastava ler seu livro. Por falar em samba, um dos mais belos sambas-de-enredo da história, “Águas claras para um rei negro”, que dizia que um rei libertaria, de fato, os negros de toda servidão e da falsa liberdade e quando esse milagre acontecesse, enfim um Brasil novo nasceria, todas as raças se fundiriam em verde e amarelo. O sol brilhará/Surge a estrela guia/E sobre a proteção da lua/Canta Viradouro/Que a sorte é sua”, cantava o público das arquibancadas, comovido com a falta de sorte da Viradouro, que viu queimar, em plena Avenida, o mais belo carro alegórico daquele carnaval. A maior polêmica daquele carnaval, no entanto, foi a passagem de um casal, inteiramente nu, com o corpo coberto por purpurina, durante o desfile da Beija-Flor, fato que determinaria a demissão de Joãozinho Trinta da escola de Nilópolis. O genial carnavalesco, por sua vez, resolveu culpar um band-aid americano que, segundo ele, havia se desprendido: “Eu não tenho culpa se os japoneses estão certos ao dizerem que os produtos americanos não valem nada”. A certeza da conquista do título, o chamado “sapato alto”, fez com que muitos componentes da Mocidade entrassem na Avenida mudando a letra do samba-enredo da escola: “Eu vejo a lua no céu/A Mocidade ser tri...”. A Estácio de Sá, que antecedeu a passagem da Mocidade pela Avenida, começou a perceber que algo de especial acontecia antes mesmo do início de seu desfile, quando viu o público das arquibancadas gritar “É campeã”. Luciana Sargentelli, que havia perdido o posto de rainha de bateria para Monique Evans, sambou tanto que nem percebeu que seu pé estava ensanguentado por conta de um corte sofrido em um dos espelhos que serviam de base para o local em que desfilou. Bicho Novo, um dos primeiros mestres-salas da história do carnaval, vibrava com o primeiro título da sua Estácio de Sá: “Tinha certeza de que não morreria sem ver a vitória da minha escola”. O título da Estácio de Sá é daqueles que transformam a apuração em algo meramente protocolar, porque nada, nem ninguém teria força suficiente, nem coragem para mudar algo que o povo consagrou, como já havia ocorrido em 1982, com o Império Serrano; 1988, com a Vila Isabel e veria acontecer em 1993, com o Salgueiro. Essas e outras dezenas de outras histórias estão nas páginas do livro “Apoteótico: os maiores carnavais de todos os tempos – 1992”.

Características
ISBN 978-17-105-8085-3
Número de páginas 207
Edição 1 (2019)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g
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