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ACEITO
BAHIA
HISTÓRIA DA PROVÍNCIA
Categorias
Recursos Naturais, Historiografia, Antigo, Natureza, Geografia E Historia, Educação
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Sinopse

SALVADOR, mais conhecida pelo nome de BAHIA, situada no lado leste, e perto da entrada da baía, (ou Bahia de Todos os Santos) é uma cidade arquiepiscopal, e foi a maior, mais comercial e florescente no Brasil, (exceto para o Rio de Janeiro), e é celebrada por ter sido a residência do governador geral; mas o governo, com o título de vice-realeza, foi transferido para o Rio de Janeiro no ano de 1703. Esta cidade foi o grande empório de todos os produtos de suas comarcas parcialmente povoadas. A província era designada, como a cidade, da palavra portuguesa para baía, da grande importância justamente anexada à sua bela baía, bem como o meio através do qual uma parte das produções das províncias circunjacentes eram exportadas. Tinha quase 6,5 quilômetros de comprimento, de norte a sul, incluindo o subúrbio de Victoria, na extremidade sul, e o de Bom Fim, no norte, dividida em duas partes desiguais, altas e baixas; a maior situada sobre uma eminência, e a outra na base oeste de ambas sem qualquer regularidade. A última era denominada Praya, em consequência de se estender ao longo da praia, e não tinha mais do que uma rua em todo o seu comprimento; na parte central da qual existiam cinco que não excediam duzentos e cinquenta passos. Ali ficava a sede do comércio, contendo as lojas dos comerciantes e muitos armazéns espaçosos, denominados trapiches, para a recepção de açúcar, tabaco, algodão e outras exportações; também um depósito geral para farinha, grãos e leguminosas, onde eram distribuídas ao povo. A cidade baixa era dividida em duas paróquias, cujas igrejas foram dedicadas a Nossa Senhora, com os títulos de Pilar e Conceição. A última era um bom edifício com a frente em pedra europeia, ricamente decorada por dentro. Perto daí ficava o estaleiro e o arsenal marinho. A Cidade Alta ficava em terreno elevado e desigual, aproxima-se da parte inferior, sendo extremamente íngreme.

Os vales e hortas, ou casas de campo, nas suas proximidades, bem como as várias árvores de verdura eterna, deram animação à beleza nativa do cenário circundante.

As casas eram construídas com janelas. Sedas, de várias formas, com copas e cortinas bordadas, eram muito numerosas e convenientes para ascender às ruas íngremes, atendidas com grande trabalho dos escravos. As frutas eram muito deliciosas, em particular as laranjas, as melancias de água e as maçãs de pinheiros que eram expostas à venda por escravas negras, que também estavam ocupadas na disposição de doces feitos com grande perfeição.

Esta parte da cidade era dividida em seis paróquias, com as igrejas de Nossa Senhora de Victoria, São Pedro, Santa Anna, Santo Antonio, Santíssimo Sacramento, ou Passos, e São Salvador, a catedral.

Existia uma casa de misericórdia, com seu hospital para a cura dos pobres, um recolhimento para órfãos brancos, e um grande número de capelas, muitas das quais, assim como as igrejas, esplêndidas; apareciam em todos os lugares para serem os únicos objetos públicos que englobam a consideração peculiar do governo e do povo; e ali, como em todos os outros lugares, os respeitáveis paroquianos entravam em capas curtas de carmesim e outras cores nas ruas descobertas, implorando às igrejas, com uma longa varinha e uma mala bordada, com a figura de nosso Salvador sobre ela, nas mãos deles.

Os negros sempre tinham dias e domingos indulgentes, sem restrições, com os costumes e os amuletos rudes, peculiares ao seu país natal. Na Bahia, eles geralmente se reuniam na praça, na cidade alta, e frequentemente selecionavam um entre os outros dignos com o título de chefe e recebiam toda a homenagem concedida a um chefe em seu próprio país. Ao longo de alguns meses, ocorreu uma revolta geral entre eles, em que proclamaram o conde de Arcos seu príncipe e ameaçaram a destruição do resto dos brancos. Eles começaram suas operações antes de serem conhecidas pelo governador, e estavam realizando um circuito sangrento em torno da vizinhança da cidade, matando todas as pessoas brancas reunidas nas diferentes hortas. No entanto, foram cercados muito cedo pelo Conde de Arcos, à frente da força que ele pode reunir, e muitos perderam suas vidas por essa atroz e sangrenta tentativa, cujos objetivos teriam atingido. Foi horrível, pois teriam assassinado cada pessoa branca no lugar. Em consequência disso, as ordens foram emitidas pelo governo: que os negros através do estado descontinuassem suas assembleias públicas em feriados e domingos.

Características
Número de páginas 42
Edição 1 (2018)
Formato A4 (210x297)
Acabamento Brochura
Tipo de papel Offset 75g
ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista, Radialista, Bacharel em Direito, Escritor, Tutor em EAD e Docente do Ensino Superior, possui mais de 1.000 títulos publicados. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.

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