BRUXAS
E O MALLEUS MALEFICARUM
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Geografia E Historia, Não Ficção, Seitas e Heresias, Europa, Historiografia, Medieval
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Sinopse

Era uma época em que a crença nos maleficium: danos pro-vocados por meios ocultos, eram fatos corriqueiros. O homem co-mum vivia convencido de que a amante abandonada que conhecesse sortilégios poderia vingar-se, caso ele se casasse com outra. Uma mulher seduzida e enganada teria apenas que dar três nós num barbante no dia do casamento de seu antigo amado para que ele se tornasse impotente. Bastava que um pastor sussurrasse um encantamento por sobre um naco de pão, escondendo-o depois dentro de uma árvore, para afastar a doença e os acidentes de seu gado, enviando-os aos ani¬mais de seu vizinho. Se um apicultor conhecesse os sorti¬légios certos poderia atrair para sua colmeia todo o mel da região. E quem dominasse totalmente a arte da feitiçaria supostamente seria capaz de malefícios ainda maiores — podia por exemplo fazer um boneco de cera e enchê-lo de alfinetes para provocar a mor¬te de um inimigo.

Os supostos atos de malefício despertavam a rai¬va do povo, como indica a cena descrita pelo bispo Agobard. Documentos da época registram inúmeros inciden¬tes envolvendo linchamentos públicos promovidos por mul¬tidões contra pessoas suspeitas de prática de bruxaria, surrando-as, mergulhando-as seguidas vezes na água ou queimando- as em fogueiras. Mas embora vez ou outra o povo fizesse sua rude justiça por conta própria, havia mais supostos bruxos tole¬rados do que atacados, especialmente quando se pensava que fossem capazes de curar enfermos ou ajudar os aldeões a afas¬tar o demônio. Além do mais, naqueles dias, nem a Igreja nem as autoridades seculares perdiam tempo perseguindo bruxas. Embora muitos malefícios violassem a lei civil ou eclesiástica, havia bem poucos processos por tais ofensas antes do século XIV. Na verdade, circulavam rumores de que os próprios cléri¬gos estivessem envolvidos com a feitiçaria, ou ao menos com as práticas ocultas mais elevadas, conhecidas como rituais má-gicos; e já que os clérigos figuravam entre os poucos com capacidade para ler os antigos livros de magia, tais suspeitas eram compreensíveis. E o fato de que um bispo proeminente, um pilar da Igreja, interrompesse seus afazeres para salvar as vidas de quatro suspeitos de provocar tempestades, revelando tanta ponderação, era realmente um contraste marcante com o que o futuro traria a seguir.

Características
Número de páginas 183
Edição 1 (2017)
Formato A4 (210x297)
Acabamento Brochura
Tipo de papel Offset 75g
ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista, Radialista, Bacharel em Direito, Escritor, Tutor em EAD e Docente do Ensino Superior, possui mais de 1.000 títulos publicados. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.

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