CONCEPÇÕES E PERSPECTIVAS DE EDUCAÇÃO
UM ESTUDO DO CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – CEEJA – DOURADOS/MS
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Não Ficção, Educação
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Sinopse

CONCEPÇÕES E PERSPECTIVAS DE EDUCAÇÃO: UM ESTUDO DO CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – CEEJA – DOURADOS/MS

Apresentar ao leitor a obra “Concepções e Perspectivas de Educação: um estudo do Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos – CEEJA – Dourados/MS” elaborada pela professora Ana Maria da Trindade Rodrigues Rauber a partir da Dissertação de Mestrado em Educação realizado na Universidade Católica Dom Bosco, é para nós um grande desafio. Nela a autora reflete seu profundo conhecimento e envolvimento com a história da escola e de sua experiência numa realidade na qual a educadora, por opção profissional e política, está envolvida e comprometida há mais de vinte anos.

A autora apresenta os resultados de uma pesquisa qualitativa realizada junto aos estudantes e professores do CEEJA. Pessoas com ricas e diferentes identidades, gênero, histórias de vida, desejos e sonhos para compreender a perspectiva de educação dos/das estudantes. A autora busca analisar a perspectiva de educação dos estudantes e a concepção de educação dos professores.

Buscar entender os motivos que levam pessoas, jovens e adultos, com responsabilidades sociais e familiares, trabalhadores que já participam do mundo do trabalho, pessoas que trazem histórias com experiências escolares, muitas vezes marcadas pela evasão e/ou repetências no ensino regular. Os dados da pesquisa de campo possibilitaram a autora compreender que os estudantes escolhem o CEEJA porque a proposta pedagógica possibilita realizar a matrícula por disciplina e em qualquer época do ano, dando-lhes a possibilidade de escolher os dias, horários e os turnos em que podem frequentar as aulas. A organização do tempo e do espaço escolar proposto pelo CEEJA representa para muitos estudantes, uma oportunidade viável de dar continuidade aos estudos na educação básica.

Ana Maria demonstra em sua obra profundo conhecimento sobre história das precárias condições de acesso e permanência das classes populares na escola. Isto exige redimensionar os tempos e espaços escolares para romper com a cultura supletiva e compensatória que, por muito tempo, caracterizou a EJA no Brasil. A autora também conduz instigantes discussões e provocantes reflexões sobre os desafios que se colocam à sociedade e à escola para superar as causas sociais que produzem e mantém o analfabetismo no Brasil.

O estudo sobre o CEEJA apresenta dados instigantes e reflexões que podem contribuir com os docentes para estabelecer interlocuções entre os saberes dos estudantes e os saberes escolares ainda marcados pela concepção tradicional e tecnicista. Os dados que o livro apresenta com muita propriedade uma concepção pedagógica libertadora/emancipatória de educação.

Sem pretender trazer receitas ou soluções mágicas para os tantos problemas que se apresentam àqueles que fazem o dia a dia dos tantos espaços/tempos em que a EJA acontece, a autora alerta também sobre o risco de se cair no ativismo. Assim, para abordar alguns pontos da reflexão curricular, que podem contribuir com o debate, porém, sem pretender esgotá-lo.

Não preciso antecipar que a obra de Ana Maria chama atenção sobre os desafios para a necessária efetivação de uma política nacional de combate às raízes estruturais que o geram e mantêm o analfabetismo no Brasil. Penso como a autora, essa ação poderá representar um avanço em relação à situação atual em que será possível garantir investimentos significativos no ensino público, com a mobilização recursos e energias para, com um amplo processo de discussão e participação da sociedade na formulação de políticas públicas para garantir o direito de todos à alfabetização, à escolarização e à continuidade do processo educativo, bem como uma política de valorização dos profissionais do magistério e de incentivo à pesquisa em alfabetização.

Em suma, o/a leitor/a tem em mãos um livro que contribui não apenas para compreender de forma crítica a Educação de Jovens e Adultos na perspectiva da concepção de Paulo Freire, para quem a educação deve ser ato de amor coletivo e solidário, não algo imposto, uma troca, em que ninguém educa ninguém e ninguém se educa sozinho. Como processo dialógico e reflexivo de trocas entre pessoas sobre a realidade existencial que envolve professor e aluno, mediatizados pelo mundo. O livro oferece pistas concretas para a temática no âmbito escolar e alerta sobre o papel do educador que não se restringe a apenas ensinar conteúdos que envolve um movimento dinâmico e dialético entre o fazer e o pensar a partir da realidade e busca nas ciências elementos para compreender mais profundamente a realidade para intervir na sua transformação. O livro também serve de alerta quanto à necessidade de atenção na formulação de políticas públicas para a construção de estratégias que sustentem esses jovens e adultos na escola, sob a coordenação e a responsabilidade do Estado, com ações conjuntas, com a participação de universidades para a formação de educadores, centros de pesquisa para a produção teórica e intervenções teóricas e pedagógicas.

Características
ISBN 978-85-916765-4-5
Número de páginas 348
Edição 1 (2014)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Tipo de papel Couche 150g
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