Meu Mundo À Parte
Asperger
Código do livro: 381146
Categorias
Psicologia Social, Psicologia Cognitiva, Psicologia Clínica, Psicologia, Biografia e Testemunho, Autoajuda
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Sinopse

Neste livro ficará bem evidente o aspecto biográfico em suas linhas, mas o intuito é mostrar a realidade de vida pela perspectiva de alguém com a Síndrome de Asperger. Trazendo a narrativa dos fatos pelo olhar de quem os viveu e que sentia tudo com a intensidade e o desgaste interior atípico causado pelos fatores inerentes ao espectro do autismo. Evidenciando também às vantagens intelectuais proporcionadas pela síndrome, sem deixar de mostrar aos que se encontram em uma situação similar, e todos que os cercam, o quanto podemos e somos capazes de superar os muitos entraves restritivos dos portadores do TEA.

A leitura é de um pragmatismo acentuado, haja vista que a objetividade é algo, bem característico no aspecto de comportamento dentro do espectro. Tenho a pretensão de prosseguir com outros volumes seguindo a mesma linha, mas trazendo à luz mais riqueza de detalhes e novos fatos. Conto com o feedback dos leitores para melhoria deste texto, e nas próximas edições e publicações de temática similar.

Nunca foi fácil, muito pelo contrário sempre é mais difícil para nós Aspies, ter que viver em um mundo cujas relações interpessoais, são regidas por um formato voltado para pessoas neurotípicas. O que faz sentir-nos como se não fossemos deste planeta, ou nascemos em um tempo errado. Sentimos que somos diferentes, mas não sabemos o porquê nem o como. Acredito que apenas vemos o mundo, a vida e as relações por outra perspectiva.

O que estou querendo dizer é que não temos problemas em conviver com o diferente, só não sabemos bem como fazer isso. Não temos a pretensão de nos opor às outras pessoas, nem mesmo de ter um lugar de fala especial, diferenciado, nem reivindicar aceitação como se fossemos uma minoria desprezada com desejo de revanche. Muito pelo contrário, somos reais e estamos por toda parte, só queremos estar com vocês sem a exigência de ter que nos passar pelo que não somos para sermos aceitos.

Temos empatia pelas outras pessoas, mas não sabemos demonstrar, temos sentimentos, mas não são fáceis de serem notados em nós. Gastamos muito tempo tentando nos adequar ao padrão neurotípico do bom convívio (Bom dia, boa tarde, boa noite, olá, oi tudo bem? Como tem passado?) nada disso é muito natural para nós, entretanto mesmo que mecanicamente, aprendemos rápido e usamos estas expressões desajeitadamente, sem muita naturalidade, cumprimos as regras do convívio social dentro do possível. Em alguns momentos dê-nos um desconto, em especial quando não percebermos que estão falando conosco, ou quando em um ambiente cheio de pessoas ficarmos calados como se não houvesse mais ninguém à nossa volta além dos nossos próprios pensamentos.

Queremos e fazemos questão de conviver com outras pessoas, só não sentimos falta quando não estamos no meio. Não sentimos muita necessidade de estar perto, saber que existem já basta! Quando a vida nos proporciona encontros, não nos preocupamos com o quanto de pessoas ou de tempo passamos juntos, mas com a qualidade do tempo. Temos assuntos de interesses muito restritos que nos roubam quase que toda a nossa atenção, mesmo quando estamos em meio às pessoas.

Somos tão sinceros que falamos coisas intimamente verdadeiras, em lugares e momentos inoportunos para a maioria das pessoas, mas estamos dispostos a nos sujeitar ao juízo de valor que nos é imposto pela sociedade, só para manter nossa integridade e transparência, é mais confortável para nós, sermos bem verdadeiros, objetivos e realistas.

Não criamos cenários fictícios com muita facilidade, as coisas ditas de forma indireta são complicadas demais para nós, é cansativo, o esforço que desprendemos tentando compreender o mundo e as pessoas à nossa volta. Se nos disser algo, fale o mais direto e pontual possível, seremos eternamente gratos por todo pragmatismos dedicado a nós em um diálogo. Uma experiência marcante na minha vida foi o período que vivi no processo te tirar a minha carteira de habilitação para carro e moto (AB). É nítida em minha memória a indignação por ter tirado vinte e nove pontos em um teste valendo trinta pontos simplesmente porque uma das questões tinha duplo sentido (um tipo de pegadinha), hoje nesta questão e em outras talvez eu não cometesse o mesmo erro, pois, apesar de não perceber sarcasmo ou duplo sentido na fala das pessoas com muita facilidade, observo muito e aprendo. Quando me contam de forma objetiva o significado de uma metáfora, dificilmente me esqueço, caso a mesma seja mencionada em outro momento. No caso do teste do DETRAN, respondi de forma literal e fui induzido ao erro em uma questão.

Não nos ofendemos facilmente, é sério, não nos incomoda quando são diretos conosco, desde que sejam verdadeiros. Por favor, não nos enganem, quando descobrirmos, mesmo que tardiamente, será muito decepcionante, pois, confiamos muito, tanto quanto somos confiáveis.

Encerro esta introdução, com a explicação de alguém que representa muita gente com o TEA, estamos tentando, e fazendo o melhor de nós para entender o mundo à nossa volta e nos fazer entender também. Somos como povos de línguas diferentes convivendo em um mesmo território. No entanto, somos aplicados em aprender o idioma neurotípico, ainda que não percamos o nosso sotaque meio mecânico. Obrigado por ter adquirido esta obra, e por me permitir entrar pelas janelas da sua alma com um pouco de nós e do nosso mundo especial.

Características
ISBN 978-85-918-5331-1
Número de páginas 70
Edição 3 (2021)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Polen

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