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ACEITO
MOISÉS LEGISLADOR E PROFETA
VOLUME II
Categorias
Não Ficção, Religião, Teologia, Bíblia
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Sinopse

MOISÉS - Legislador e Profeta

Volume 2

CAPÍTULO – 1

A Lei Mosaica

Aqui achamos a introdução da solenidade relativa à doação da lei no monte Sinai (Horebe), a qual constituiu uma das manifestações mais notáveis da gloriosa glória de Deus, que esse mundo jamais presenciou. O povo israelita deveria se separar durante três dias, e a separação exigida para o ato da doação da lei, seria figurado liturgicamente no ato de o povo lavar suas vestes, da demarcação de limites na encosta do monte, para que ninguém ultrapassasse, a fim de que não fosse morto.

Portanto, Deus falaria de modo audível a todo o povo (Êxodo 19.9) “E disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando eu contigo, e para que também te creiam eternamente. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor”.

Ao amanhecer do terceiro dia houve trovões e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte e um forte sonido de trombeta, que fez todo o povo se estremecer. (Êxodo 19.18) “E todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente”. Moisés conduziu o povo para fora do arraial, até próximo da encosta do Sinai, e Deus lhes revelaria os dez mandamentos, os quais estão descritos em (Êxodo 20). O sonido de trombeta ia aumentando cada vez mais, e Moisés falava e Deus lhe respondia de dentro do trovão.

O Senhor chamou Moisés do cume do monte Sinai, para que subisse até Ele, a fim de que ele recebesse instruções para serem passadas aos sacerdotes e ao povo. Os sacerdotes israelitas deveriam se separar para que não fossem consumidos por Deus, e também, não deveriam subir o monte, bem como todo o povo, senão, apenas Moisés e Arão. Foi, portanto, através dessa forma, que todo o povo de Israel conseguiu apenas ouvir a voz do Senhor profetizar todo o conteúdo dos Dez Mandamentos. Pois, através da mediação de Moisés era que Deus falava com a nação de Israel, fato esse revelado, quando na Antiga Aliança.

O Cristão na Nova Aliança

Portanto, como apenas através de Moisés era que o povo deveria ouvir e obedecer, a fim de que fosse sustentada a Antiga Aliança; de igual modo, conosco é através de Jesus, pois, Ele é o Único mediador entre Deus e os homens na terra. Era exigida a devida consagração e santificação de todo aquele que se aproximava de Deus, para entrarem em aliança com Ele. Porquanto, maior responsabilidade se destaca e espera dos cristãos na Nova Aliança, porque edificam um pacto eterno com Deus, visto que não pode ser desfeito, nem anulado, portanto, assim, como os israelitas, ao seu tempo fizeram relativo à Antiga Aliança, que permitia tal possibilidade, porém, com uma diferença, que em seus termos não constava a promessa de vida eterna para os aliançados.

Por esse motivo é que o autor do Livro de Hebreus descreve um paralelo entre a condição dos cristãos nestes dois pactos, pelo que lemos no seguinte texto (Hebreus 12.14-29) “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou. Porque não chegastes ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, E ao sonido da trombeta, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram pediram que se lhes não falasse mais; porque não podiam suportar o que se lhes mandava: Se até um animal tocar o monte será apedrejado ou passado com um dardo. E tão terrível era a visão, que Moisés disse: Estou todo assombrado, e tremendo. Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; À universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel. Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus; A voz do qual moveu então a terra, mas agora anunciou, dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu. E esta palavra: Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para que os imóveis permaneçam. Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade; porque nosso “Deus é um fogo consumidor”.

Portanto, não existe nesse texto do Novo Testamento, qualquer evidência que nos influencie a pensar de tal forma: “Pois é, agora que já fui salvo pela graciosidade da graça de Deus, mediante a fé, posso cruzar os braços tranquilamente e apenas esperar o céu”. Pelo contrário, a receita cristã é seguir a paz e a santificação, fugir da contaminação de qualquer raiz de amargura, que não sejamos devassos, e nem profanos, pois, se à Antiga Aliança devia santidade, pelo que sujeitava o transgressor a terrível disciplina, por causa da sua transgressão; e, porquanto, maior disciplina não ficará sujeito àquele que profanar a Nova Aliança, cuja penalidade será eterna. Imagine que, se, a santidade foi exigida daqueles que acolheriam a lei do Senhor, quanto maior santidade não é exigida daqueles que acolhem o Espírito Santo, profetizado da Nova Aliança (João 14.26) “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”, que é quem inscreve a lei em nossas mentes e corações?

Os Dez Mandamentos

Certamente que a Lei não foi revelada como meio de salvação. Portanto, ela foi revelada a um povo já salvo (Êxodo 19.4; 20.2) “Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim. Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”, a fim de instruí-lo na vontade do Senhor, a fim de que pudesse realizar o propósito de Deus como “um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Êxodo 19.6) “E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel”. A revelação foi revelada não para dar vida, mas para instruir a vida, através da sabedoria de Deus (Êxodo 20.3-17) “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou. Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo”.

Por outro lado, todo o povo presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte a fumegar; mas, o povo, vendo isso, estremeceu e pôs-se à distância (Êxodo 20.18-20) “E todo o povo viu os trovões e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; e o povo, vendo isso retirou-se e pôs-se de longe. E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos: e não fale Deus conosco, para que não morramos. E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis”. Assim, todas as palavras de (Êxodo 20.2-17) foram proferidas inteligivelmente pelo Senhor a todos os israelitas, quando se encontravam de pé, à encosta do monte Sinai. Dessa forma, a lei, a qual era escrita por Deus nos corações e nas consciências dos homens, pelo que, ao longo dos tempos ela quase foi apagada, através da deformação pelo pecado.

O certo é que essa é uma lei celestial, do Deus Altíssimo, O qual é Soberano, desde a Eternidade passada, presente, futura, eterna nos céus, porque de tal forma o pecado deformou o caráter humano, porém, se olhando para si mesmo, o homem nada veria, pois é vazio da essência de Deus, pelo que se ele correspondesse fiel e perfeitamente aos mandamentos que lhes eram dados, como expressão da vontade e da natureza divina, certamente ajuizaria o caráter e a santidade da justiça de Deus. Portanto, devido sua ineficácia pela inabilidade humana, um exame não criterioso do significado dessa lei, embora perfeita, nada aperfeiçoou (Hebreus 7.19) “Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus”, porquanto, não se chega a conhecer o básico o qual nela está implícito, isto é, descrito no seu princípio em tão poucas palavras. Por isso que Jesus disse que não poderia, e nem deveria revogá-la, porque essa lei reflete em sua essência o caráter santo do próprio Deus.

Portanto, a lei proferida, inteligivelmente veio, não apenas apregoar contra o pecado no homem, mas vindicar a justiça e a santidade de Deus, revelando claramente que Ele não é homem, e que Ele não criou o homem pecador, porém, que o que há de diferente da natureza divina perdida no homem, deveu-se apenas à entrada do pecado no mundo.

Mas a lei aponta que o homem deve ser perfeito e santo como Deus que é perfeito e santo. Por isso, o homem é responsável perante o Senhor em ser aquilo que é conforme ele foi criado. Então, o Senhor proveu os meios necessários de salvação, perdão, mortificação da carne, através da morte vicária de Jesus, pela intervenção do Espírito Santo, como o dom da fé e da Sua Palavra revelada, a fim de que o homem seja liberto da lepra do pecado, e viver em santidade e justiça na presença de Deus. Dessa forma, sabemos que parte desse composto medicinal de cura do pecado foi-nos revelada junto à lei de Deus. Essa é uma excelente colocação, visto que a lei é a manifestação da força do pecado (1 Coríntios 15.56) “Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei”, claro que não porque seja a fonte cooperadora do pecado, mas devido à complexidade da malignidade do pecado que habita no homem, pelo que o leva a permanecer debaixo da condenação da própria lei, que lhe fora dada para o seu próprio bem, porém, não para o seu mal (Romanos 3.10-12) “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só”. Mas para quem já venceu o pecado, e já morreu para ele, por meio da fé em Cristo, a lei é boa, santa e espiritual, e o mandamento, santo, justo e bom (Romanos 7.12,14,16) “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa”.

A lei revela, portanto, o quanto o homem é pecador por natureza, e em contraste com isso, revela o quanto o Senhor Deus é santo e justo por natureza. A lei, portanto, revela: Não cobiçarás, e passamos a compreender pela fé que a cobiça pecaminosa não está em Deus e não é aprovada de forma alguma diante da Sua Santidade. A lei, então, revela ainda que a cobiça que está em nosso interior deve ser banida pela mortificação da carne, através do Espírito Santo de Deus.

Dessa forma, os dez mandamentos, ora, declarados em Êxodo, são um tipo de sintetização da lei moral, pelo que até poderíamos nominá-los de lei suprema da organização de um Estado definido, a qual é normatizada ao longo de toda a Bíblia, através da distinção minuciosa desses dez mandamentos: 1. “Não terás outros deuses diante de mim”, era terminantemente proibida qualquer sorte de superstição (politeísmo e ateísmo); 2. Proíbe qualquer tipo de adoração a ídolos, imagem de escultura, como qualquer criatura da terra ou dos céus, ou em cima nos céus, ou embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; qualquer representação em imagens do próprio Deus, como no deserto, o bezerro de ouro, que seria os deuses que haviam libertado Israel da escravidão no Egito; 3. Proíbe o ato de tomar o nome de Deus em vão, ou seja, carregar o nome do Senhor, de se pertencer a Ele, e não viver à altura de tal vocação; 4. Ordena a santificação do dia de sábado, como um dia separado em cada sete, para celebrar a Deus como Criador; 5. Ordena a honra devida aos pais; 6. Proíbe toda forma de assassinato, ficando subentendido o dever de se esforçar, a fim de preservar a vida do próximo; 7. Proíbe o adultério, em toda sua forma de fornicação; 8. Proíbe toda a forma de furto; 9. Proíbe toda a falsidade, considerada como falso testemunho para prejudicar o próximo; 10. Proíbe a cobiça, principalmente a que é dirigida aos bens do próximo. Observa-se, porém, que apenas o quarto e quinto mandamentos não tratam de proibições, como os demais outros. Acredita-se que deva ser devido à forte tendência da inclinação natural no homem de praticar o que é contrário à vontade de Deus. Daí sua expressão disposta em mandamentos. Portanto, qualquer expressão disposta da natureza decaída do pecado deve ser tratada e vencida, a fim de que se pratique viver tudo o que está ordenado na Lei, para haver um padrão perfeito de retidão, baseado na pureza divina.

Se, observando para o que somos e entre o que a lei exige, nós podemos ser conduzidos, em especial, no caso de haver um trabalho de convencimento do pecado através do Espírito Santo de Deus.

Pela lei devemos crer que Deus é nosso Criador, nosso Pai, e nosso Senhor e que Ele deve receber de cada um de nós a devida honra, temor, amor, reverência e glória. A Lei ensina também que justiça e retidão é regozijo para Deus, e que injustiça e mau caráter é abominação, porquanto, entristecerá Seu coração. Então, aprendemos pela lei que toda nossa vida será gasta buscando retidão. Portanto, se buscar apenas exibir retidão exterior, essa jamais segue retidão interior, não faremos nenhuma obra legítima de justiça, pureza e santidade. Através de uma análise do seja correto e abonado por Deus, Ele nos fortalecerá e nos capacitará para tal propósito, porque, o Senhor nos chamou para viver em retidão.

A Lei não nos foi revelada para ser avaliada pelo ponto de vista legalista, isto é, como se em nós mesmos pudesse haver habilidade e condição de cumprir perfeitamente todos os seus preceitos em todo o tempo que se chama hoje. Talvez fosse como se achássemos motivos para crer em nós mesmos haja qualquer razão como que para nos gloriarmos pelos preceitos santos, bons e justos da Lei Divina.

Pelo contrário, pois, quando a consideramos do modo correto, e não legalista, então, compreendemos que a Lei nos humilha, quanto à sua condição, diante de nossa natureza terrena, e da visão corrompida pelo pecado. A primeira visão, em se contrastando a nossa conduta relativa à retidão da Lei, aponta-nos o quão distante estamos de uma vida que seja conforme a vontade de Deus; a segunda visão, seu cenário nos inclina a crer que não somos merecedores de sermos chamados de filhos de Deus, embora que ainda justificados por Cristo Jesus, pois, apesar de o Senhor haver conquistado para nós esse direito, porquanto, ainda continuamos não merecedores do título, pelo que todo o mérito é do Salvador Jesus e nenhum mérito a nós, pertence, visto que somos pecadores errantes e tropeçantes em muitos dos preceitos relativos à Lei de Deus (Tiago 3.2) “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo”.

Quando, pois, comparamos o nosso poder com aquele que é exigido pela Lei, analisamos a sua complexidade diante da incapacidade para atender com perfeição àquilo que se exige de nós. A real consequência e a sua utilidade necessária, pois, o exame minucioso da Lei, é o de refletir em nós, incapacidade em nossa própria capacidade, embora que possa mover a nossa mente e consciência a refletirem a carga da nossa culpa, diante do juízo de Deus, a qual já associou ameaças disciplinares à transgressão da Sua vontade.

Conscientes, pois, dessa aplicação, através da lei, não há nenhuma plataforma de segurança, senão nos voltarmos para a longanimidade e a misericórdia de Deus, e confiar inteiramente que Ele já perdoou os pecados, e que esqueceu nossa culpa e condenação pela confissão depositada no altar sacrificial de Cristo, pelo favor de Sua obra intercessora, como nosso Único Sumo-Sacerdote. Pois, justificados pela fé e santificados pelo Espírito Santo, como praticantes das Suas ordenanças, assim seja o coração purificado de toda má consciência. Portanto, a nossa confiança deve estar inteiramente em Cristo, e em nada mais além, nem mesmo na própria Lei, pois, nesse sentido nada poderá fazer por nós, senão confirmar a nossa culpa em razão dos nossos pecados.

(Hebreus 7.19) “Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus”.

Humilhai-vos perante o Senhor

Não é de se admirar que prontamente a Lei Mosaica, avança com o dever de se buscar apenas Deus (Êxodo 20.3) “Não terás outros deuses diante de mim”, portanto, de não confiar em nenhum outro deus adorado pelos homens, ou criado pelas suas consciências, sob o perfil de esculturas de uma cultura local ou regional; começa ainda pelo dever de separar o nome do Senhor, dando-Lhe a devida honra, reverência, temor, e atendendo o culto de adoração que Lhe é devido, claro que, regularmente, pelo menos três vezes por semana, e pela suspensão de todo e qualquer outro tipo de atividade ou interesse pessoal e, que não, o de glorificar o glorioso nome de YAHWEH (1 Pedro 5.6-7) “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”.

Observamos que, quatro dos primeiros dez mandamentos, descrevem esses deveres para com Deus, e que, de fato, o alvo seria aparelhar Israel a prestar não apenas adoração verdadeira ao Senhor, porém, qualificá-lo a viver vida santa e a cumprir o seu dever para com o seu próximo descrito nos últimos seis dos dez mandamentos da lei Divina.

Portanto, a fim de gerar ânimo, junto à legitimidade e prática da Lei, que temos para com ela, foi que o Senhor associou penalidades ao (2º e 3º) mandamentos, mas, o (4º) mandamento trata sobre uma recompensa, pois, respectivamente, demonstra que a transgressão da lei traria juízos e penalidades, mas, que, sua obediência, bênçãos e recompensas. Por outro lado, a lei não foi dada apenas para nosso entendimento de quem é Deus, e de quem nós somos nesse contexto, porém, também, além do mais, para ser verdadeiramente praticada.

Por isso, que a Lei enumera uma listagem de bênçãos e de maldições (Deuteronômio 28.1,15) “E será que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra... Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor teu Deus, para não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão”, atestando que a conduta moral de Deus, não pode suportar a iniquidade, e o Seu amor infinito à retidão, pelo qual o Senhor não pode deixar de recompensar a todo aquele que pratica Sua justiça.

Quando Jesus afirmou que não veio revogar a Lei e os profetas Ele confirmou esse princípio de Deus em penalizar a injustiça, porquanto, em recompensar a prática da justiça. Embora que, não de forma legalista e precipitada, pois ao julgar, jamais aparta a graciosidade da Sua graça, longanimidade, bondade e misericórdia.

Então, alguém que busca cumprir os mandamentos como mero pretexto religioso por causa da penalidade ou ainda por amor a recompensa, jamais poderá atingir o objetivo deliberado por Deus, porque é impossível a guarda da lei com o espírito reto, se não se amar Deus acima de todas as coisas (Deuteronômio 6.4-5) “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças”. Portanto, direcionado por amor ao Senhor, pelo verdadeiro desejo de viver para Deus, de honrá-Lo renunciando a própria honra pessoal é que se recebe graça da parte do Senhor, a fim de que andemos conforme o que é exigido pela lei. Semelhantemente, a Bíblia resume toda a lei no amor a Deus e ao próximo (Mateus 22.36-40) “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”, e resume ainda mais, dizendo que o cumprimento da lei é o amor (1 Coríntios 13.13) “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”, ou seja, apenas, quando amamos a Deus e Sua Soberana Vontade é que podemos guardar e cumprir os Seus mandamentos, e tal cumprimento provará que de fato, amamos YAHWEH, enfim, como citado anteriormente, na sua prática, isso será quase que impossível, no caso de não amarmos a Deus.

Entretanto, quando Jesus diz, que se O amarmos, guardaremos os Seus mandamentos (João 14.15) “Se me amais, guardai os meus mandamentos”, e que aquele que tem os seus mandamentos e os guarda, esse é o que O ama (João 14.21) “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”, parece que Jesus se referia muito mais ao dano do que à própria causa, ou seja, o cumprimento da lei será resultante de amarmos a Deus, de fato, não exatamente sua causa, mas como lembrança, impossível é guardar a lei, sem, contudo, amarmos antes a Deus. Portanto, dos Dez mandamentos, seu quadrante inicial, descreve os deveres do homem para com Deus. Assim, a Lei moral de Deus é absoluta e eterna. Ela não muda, conforme o próprio Deus é imutável (Números 23.19) “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria? ”.

Porém, Jesus, não modificou a lei moral, mas revelou o seu sentido mais interior (Mateus 5.17) “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir”.

Características
Número de páginas 136
Edição 22 (2019)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g
Fale com o autor
Pastor Geovaldo Barroso

Geovaldo Barroso, bacharel em segurança pública, pastor evangélico, casado com a pastora Moza Barroso, vice-presidente da CC Cristã Terra Nova, Bacharel em Teologia, Faculdade Teológica Alfa e Ômega (FATAL-BA), líder da Escola Bíblica Teológica a Distância (EBTAD). Eusébio-CE-Brasil.

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