NOITE SEM LUA
- REFLEXÕES DE VIDA -
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Sinopse

A noite sem lua é para o pensamento o mesmo que um mundo sem atmosfera. Vêem-se milhões de astros e luzeiros; mas o homem interroga-os e eles nada dizem. A lua, sim, essa amável companheira da terra, unicamente feita para as delícias do homem, rasga as cortinas do espaço, e ao clarão da sua luz divina, revela-nos tanta coisa que não é possível deixar de ver a verdade e de agradecer a Deus o seu infinito amor.

Quem pode em consciência acreditar que, sendo Deus onipotente e necessariamente bom, e tendo em mente fazer a felicidade do homem, fizesse-o moralmente tão imperfeito e fisicamente tão miserável? Que importa que, para iludir esta triste verdade venha a impostura teocrática dizer-nos que não é nesta vida transitória, onde tudo é precário, que o homem deve buscar o seu destino e felicidade, mas sim na vida futura e eterna, prometida à alma? Quem não vê nisto uma solução contrária ao que nos dita a razão e a consciência? Pois Deus, onipotente, carece de meios indiretos para fazer o nosso bem, de modo que o homem só na outra vida possa alcançar a ventura desejada, depois de ter aqui sofrido por tempo indeterminado males inauditos? E, ainda obtida a felicidade futura, quem o livra da terrível realidade do passado?

Colocado entre o passado e o futuro, ou entre a mocidade e a velhice, assemelha ao caminheiro, que, no fim do dia, sentado, pensativo, à beira da estrada, lembra-se do que deixou e sente-se incerto do que vai achar. Começa então a vida íntima, isto é, a vida em que ele se vê frente a frente consigo mesmo e com Deus, que lhe fala na consciência (maximus intra me Deus est).

Lançando uma vista sobre o passado, de quantas culpas ele se não acusa? E olhando para a eternidade, que temores o assaltam, pensando na vida de além túmulo. Até aí ele vivera só para si, fora das leis divinas e humanas; agora conhece que o fim do homem no mundo é muito diverso do que ele pensara, e que cada indivíduo é um elo da infinita cadeia da humanidade, destinada a formar uma família universal, de que Deus é o pai comum.

Saciado do mundo, e vendo que o mundo não foi feito para a alma, vai buscar refúgio no céu, como fez o grande ambicioso que, depois de ter perturbado por tantos anos a paz da Europa; vestiu a túnica do monge e foi encerrar-se no mosteiro de São Justo. Nesta vida de expiação o surpreende a velhice e à velhice sucede a decrepitude, em que o homem acaba por ser considerado um ente importuno e inútil, de que os outros desejam desapegar-se.

Mas que fenômenos admiráveis na vida deste ente privilegiado, que com o seu gênio assombra a si mesmo. O bruto se rebela, e ele o doma; os elementos se conjuram, e ele os vence; a natureza esconde os seus segredos, e ele os descobre; o céu quer subtrair-se ao seu conhecimento, e ele ousa medir-lhe as distâncias, calcular os tamanhos, acompanhar a marcha dos corpos, alcançar aqueles que lhe estão fora da vista, e conhecer a harmonia de todo o universo.

Características
Número de páginas 25
Edição 1 (2020)
Formato A4 (210x297)
Tipo de papel Offset 75g
ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista e escritor, é autor de diversos livros, a exemplo da “Cartas de Amor”, “Um Poema para Você”, “Versos Dispersos e Prosa Esparsa”, “Exemplos que Edificam”, Rádio Novela “Gavião Rasteira e o Zoológico do Inferno”, “Lições que não Esqueci”, “Anos de Roubalheira”, “O Encontro”, “Épicos”, “Política”, “Mandacaru, A Origem” e “Julio Cesar”, “Pascal”, “Nogueira” “Cartas de Tobias”. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.

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