O Tropicarma e o Lamparina
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Artes, Fotografia, Humor, Artes Gráficas, Artista Individual, Conceitual
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Sinopse

Livro experimental de fotografias, imagens e literatura

Noite. Se o pensar é inevitável, cá, entre nós e hoje, no exatamente do facto, reconheço a epoché da Flora crioula — coisa que transcende o mato, o quiminde, é Mátria. Eis meu pacto, meu acto. Ave Santa em Belo Mato! Penso, logo insisto num orbe de arribação. Salva-me, Spondias tuberosa arruda, árvore-santa, sorriso aberto, sombra-rica, arborosa! O ganzá, tamarana de vagem seca, me faz dançar. Cá nasci ao olhar oblíquo dos lajeiros abaulados, fartos de liquens — uma alegria de pedra nua, o lajeiros eriçavam-se, oferecem um ponto hesserdo onde deito-me para o céu, ou recosto-me às estrelas. Olho de lado. Lá longe, as luzes fluorescentes em postes argênteos, a urbe-taciturna e seu olhar totêmico, as ruas sombrias em paralelepípedos, as viela ataúdicas onde pés não pisam. Estar entre o cinza, o marrom e o vermelho é ser terroso, ser de Karamaron, caboclo versificante. A fauna-do-sim aqui me espreita, sabe quem sou — eu canto e o horizonte parece escutar-me; estes olhares consentem-me ser como sou — e eu danço e vejo-me neles. Ganzás às pernas, danço e canto, mezzo-encantado, mezzo-drummondiano. As copas dos umbuzeiros me acenam; há um silvo oriental no meio das copas, eu ouço! Há uma sinfonia glassiana em círculos, no meio das copas. Mesmo vírgulas e pontos não contem um mar, que é céu e sons! O lugar é o Tropicarma.

Características
Número de páginas 79
Edição 1 (2020)
Formato Quadrado (200x200)
Acabamento Brochura
Coloração Colorido
Tipo de papel Couche 90g

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Wellington Amancio da Silva

Inicialmente a editora concentrava-se na produção literária realizada no Nordeste do Brasil, especificamente à publicação de literatura inspirada no Modernismo de 1922.

Nos últimos anos expandimos nosso perfil editorial objetivando publicar autores contemporâneos especialmente da América Latina. A nós juntaram-se autores singulares cuja obra excepcional e original traz um renovo à literatura moderna.

Como editores, nossa visão literária transita, em suma, entre “Catatau” de Leminski e “Invenção de Orfeu” de Jorge de Lima, e sempre rememorando Mário de Andrade, Lêdo Ivo, Drummond e Bandeira, Haroldo de Campos, Herberto Helder, Guimarães Rosa e Borges.

Nossa meta é a cooperação entre autores e editores para a exaltação da Literatura.

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