PAX ROMANA
A JUSTIÇA DOS CÉSARES
Categorias
Europa, Direito Educacional E Legislação, Civilização, Não Ficção, Geografia E Historia, Direito
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Sinopse

“Eles disseram que não eram mais que modestos senadores em uma república tranquila. Eles buscavam mais que a paz.”

(TÁCITO)

No interesse geral para estudar a PAX ROMANA, o termo paz da sociedade, no direito romano, é conveniente enfatizar alguns aspectos em particular. O significado histórico da experiência romana e de cada um dos elementos essenciais que a moldaram devem ser entendidos em uma dimensão temporal dupla, passado e futuro, na medida em que era herdeiro de experiências anteriores e, por sua vez, transmitiu suas próprias (re) elaborações.

Parte dessa experiência foi a construção de um grande império que promove, recria e usa um antigo tecido mediterrâneo, construído ao longo dos séculos, com a participação de inúmeras sociedades (fenícios, cretenses, gregos, etruscos, etc.) ela sobrepôs uma centralização até então desconhecida com práticas de subordinação, coerção e exploração, em todas comunidades e aldeias ao longo das margens do Mediterrâneo. Tudo isso confere um interesse especial nas relações desta prática que inicialmente parece ser completamente contraditória com a pax romana, embora, como veremos mais tarde, inclui o uso de diplomacia e outros regulamentos pacíficos.

Roma também deixou um vasto legado que transcendeu ao próprio Mediterrâneo e do qual, até hoje, reconhecemos (linguagem, normas legais, religião, arte, cultura em geral, etc.). Tudo isso permite o conhecimento de ideias e circunstâncias que regularam e sustentaram as relações de alguns grupos com outros - internamente e externamente – conferindo-lhe um grande significado e transcendência.

Etimologicamente, Pax é o nome de uma ação do gênero da raiz “pak” = para corrigir uma convenção, para mediar acordo entre duas partes. A partir dessa raiz, outros termos também derivam como paca, pacifista, pacto, etc. Além disso, assume-se que todas as línguas são herdeiras deste termo: paz, paixão. A paz inglesa (peace) tem seus antecedentes etimológicos, no pax-acis romano. Também deve-se notar que o significado de paz não foi restrito para o uso do termo pax-cis, mas seu campo conceitual é amplo, e perfilado com a ajuda de outros substantivos e conceitos.

A literatura sobre a pax, no entanto, não tem sido tudo isso o que pode ser imaginado e parece que, na ausência de uma definição, o conceito de "Paz" teria feito a historiografia mover-se em alguma ambiguidade não resolvida, escolhendo identificar o conceito de paz com a ausência de guerra, associado à dinâmica de política externa, diluindo significados presentes em outros campos sociais. Finalmente, a riqueza desses significados sobreviveu até hoje, de tal forma que funciona como desejo, saudade, etc. para tornar-se uma categoria analítica. A pax provavelmente apareceu no mercado doméstico e local com significados limitados para acordo entre as partes.

No entanto, como se tivesse acompanhado as vicissitudes de Roma, teve diferentes instâncias de acordos entre diferentes atores. Assim, deve ter se adaptado às novas realidades marcadas no Lácio, na conquista da península italiana, na Mediterrânea e no novo estado definido pelo imperialismo, mas também teve que incluir disputas internas e litígios, especialmente guerras civis.

Características
Número de páginas 44
Edição 1 (2017)
Formato A4 (210x297)
Acabamento Brochura
Tipo de papel Offset 75g
ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista, Radialista, Bacharel em Direito, Escritor, Tutor em EAD e Docente do Ensino Superior, possui mais de 1.000 títulos publicados. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.

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