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Livro R E T E X T U A L I Z A Ç Ã O

COMUNICAÇÃO, LITERATURA E LINGUAGENS

Por: José Flávio da Paz - Néstor Raúl González Gutiérrez (Orgs.) Denunciar

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Sinopse

Escrita digital na prática pedagógica interdisciplinar é o título do artigo, das autoras Ana Teresinha Elicker e Débora Nice Ferrari Barbosa, que abre esta terceira edição da obra Retextualização: comunicação, literatura e linguagens organizada pelos professores e pesquisadores: José Flávio da Paz e Néstor Raúl González Gutiérrez, ambos doutorandos em Estudos Literários no PPGEL - Programa de Pós Graduação em Estudos Literários da Universidade do Estado de Mato Grosso – Unemat – Campus Tangará da Serra-MT.

Este primeiro artigo, logo, o primeiro capítulo desta coletânea de resultados científicos destaca a importância do ato de ensinar através da metodologia de projetos, a qual requer a participação ativa dos alunos e demais profissionais envolvidos no processo, exigindo um real comprometimento das partes. Enfatiza ainda, o papel do professor que deve ter um papel fundamental na orientação e monitoramento das atividades, visto que a cada momento surgem novas e significativas informações e o aluno, muitas vezes, é o protagonista e o condutor de seu aprendizado. Ao organizar a prática pedagógica, o professor orientador necessita conhecer o Projeto Político Pedagógico, o Plano de Conteúdo da turma e o calendário escolar, além de definir, em conjunto com os alunos, o tema a ser estudado. Uma excelente reflexão para aqueles que estão envolvido diretamente com a formação cidadã e crítica daqueles que comporão os novos cenários sócioeducacionais e das transformações humanas e do seu meio.

No capítulo 2, a autora Caroline Vieira Rodrigues versa sobre os processos de ensinagens e aprendências de línguas. No seu artigo intitulado Aprendizagem de línguas e comunidades de prática: implicações pedagógicas, parte da visão de identidades humanas constantemente redefinidas pelas relações sociais, e apresentando reflexões acerca de como recursos linguísticos dos falantes também são redefinidos durante as práticas comunicativas nas quais se engajam. Para negociações de sentido nessas práticas, indivíduos angariam novos recursos e os mesclam com outros em seu repertório a fim de alcançar inteligibilidade, entre eles, recursos de diferentes línguas, participando assim de Práticas Translíngues definidas por teóricos como Canagarajah (2013), García & Wei (2014) e Wenger (1998) e tem como objetivo destacar como a aprendizagem de línguas a partir das interações sociais nas práticas translíngues dos sujeitos têm implicações para o ensino, ressignificando concepções de língua e comunicação entre professores e alunos para acomodar a múltipla participação dos falantes em comunidades de prática e seus usos linguísticos híbridos.

Ainda sobre os estudos da ensino e da aprendizagem da língua, o Capítulo 3, de autoria de Deise Leite Bittencourt Friedrich, intitulado O ensino de língua portuguesa no âmbito dos Institutos Federais: a postura do professor frente aos paradigmas curriculares e metodológicos, traz mais uma reflexão sobre o ensino de Língua Portuguesa, desta feita no âmbito dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, cujo estudo foi dimensionado de maneira a atender um perfil de formação técnica, voltada para a qualificação profissional que visa, sobretudo, o mercado de trabalho.

Nessa perspectiva, a pesquisadora constata que esse modelo de educação organiza a sua estrutura curricular em disciplinas técnicas, direcionadas a uma formação instrumental de acordo com o perfil de cada curso que integra essa rede de ensino, e disciplinas básicas, que são comuns a maioria dos cursos, principalmente, no Ensino Médio Integrado. Destaca também que a Língua Portuguesa, na condição de disciplina básica, abrange todos os níveis de ensino dos Institutos Federais – técnico integrado, subsequente, PRO-EJA, superior e pós-graduação stricto e lato sensu.

Desse modo, o seu artigo objetiva verificar como a postura do professor, diante dos paradigmas que moldam a estrutura curricular e os pressupostos metodológicos do ensino profissional e técnico, pode ser responsável por uma educação crítica, reflexiva e comprometida com a formação cidadã do aluno.

O Capítulo 4, traz como título uma reflexão sobre Desvios ortográficos em publicações de grupos de compra e venda da rede social Facebook, as autoras Elaine Porto Chiullo e Natália Cristine objetivam com a sua produção investigar e classificar os desvios ortográficos de origem fonético-fonológica decorrentes de falhas originadas no processo de estimulação do desenvolvimento da consciência fonológica na escrita de usuários adultos em publicações de grupos de Compra e Venda da rede social Facebook nas regiões de Rolim de Moura e Porto Velho – Rondônia. O referencial teórico é construído a partir de autores que tratam da natureza do sistema de escrita, do desenvolvimento consciência fonológico, da ortografia e das categorias de erros ortográficos, a saber: Cagliari (1989), Scliar-Cabral, (2003), Zorzi (1997), Soares (2018). A análise dos dados permitiu as pesquisadoras concluir que os desvios de escrita ortográfica decorrem da tentativa de estabelecer uma relação possível entre sons e letras com apoio na oralidade e na inadequada generalização de regras da ortografia, revelando, assim, o esforço cognitivo do escrevente adulto na organização da sua escrita. Embasados pelos estudos de Barton e Lee (2015) e Bortoni-Ricardo (2005), apuraram também a hipótese de que o ambiente informal e de afinidade proporcionado pelos grupos sociais do Facebook encoraja as pessoas à interação escrita, mesmo sem o pleno domínio das regras língua padrão.

No Capítulo 5, a literatura brasileira surge, a partir do artigo sob o título de Terra Encharcada: um diálogo entre a literatura e a história, de Francisco Américo Martins Moraes que procura realizar um estudo do romance de expressão amazônico da região Norte do Brasil, cujo intitulo é Terra Encharcada, publicado em Belém do Pará, em 1958, por Jarbas Gonçalves Passarinho, que fora político e coronel odiado do Regime Militar (1964-1985). As bases teóricas dos seus estudos apontam para os pensamentos de Antonio Candido (1981 e 2000) e outros autores. Seu objetivo é demonstrar o diálogo entre a ficção literária e a história, comportando-se esta última como elemento extrínseco ou mote no processo de construção imaginativa do romance em foco.

O Capítulo 6, cujo título é O advérbio indo além do prescrito pela gramática tradicional, de autoria de Francisco Gomes da Silva, Rosângela Maria Bessa Vidal e Josinaldo Trajano da Costa retoma as reflexões sobre a língua e se propõe a descrever e analisar o comportamento morfossintático dos advérbios temporais usados em notícias cotidianas nos portais de notícia G1 e UOL, veiculadas no segundo semestre do ano 2018.

Os autores estacam que, a finalidade desta produção não se limita a demonstrar a ocorrência de diferenças de usos dos mencionados advérbios não só no tocante ao seu posicionamento nas sentenças, mas, sobretudo, comprovar que tais elementos não se inserem apenas em uma classe gramatical homogênea, mediante o que apregoa a gramática tradicional em suas descrições normativas e, dessa maneira, desconstruir este entendimento.

Pôde-se constatar que, nesta pesquisa se consideram os advérbios temporais não-oracionais em posição inicial, medial ou final das estruturas. Estas posições são analisadas em função da forma adverbial, no intuito de expor a influência desse motivo na variação do posicionamento. Sua fundamentação teórica parte do pensadores como Martelotta (1994), Neves (1999) e Costa Nunes (2009), além de outros que também revelam o comportamento variável de advérbios temporais.

A cientista da educação, Jane Lúcia Ferreira de Souza Silva colabora, no Capítulo 7, com o artigo intitulado A ludicidade como proposta de desenvolvimento integral, cujos resultados decorreram da prática da ludicidade no cotidiano das salas de Educação Infantil, e, por meio dos jogos e das brincadeiras se tornaram parte fundamental e essencial para a infância, a qual não se limita apenas aos jogos e brincadeiras. O seu artigo compreende a Educação Infantil como local de aprendizagem e desenvolvimento integral da criança, onde não o seu foco não se limita apenas ao ato de cuidar como é historicamente vista pela sociedade.

Desse modo, o objetivo é descrever e discutir como a ludicidade é significativa para o aprendizado e desenvolvimento das crianças deste segmento de ensino. Para tanto, foi realizado um estudo bibliográfico e documental sobre o tema proposto com o objetivo de elucidar a questão levantada, utilizando como base teórica o pensamento de Vygotsky (1984), Huizinga (1996), Brougère (2010) e documentos que garantem o direito a educação para a infância, referenciando e valorizando a criança como ser histórico e social.

O pesquisador e poeta José Eduardo Martins de Barros Melo e a professora e pesquisadora Maria Elizabete Sanches, ocuparam o espaço destinado ao Capítulo 8 desta obra e colaboraram com o artigo intitulado A construção da imagem em Cida Pedrosa, acreditando que há no mundo contemporâneo uma tendência quase unânime de se estabelecer uma linha limítrofe entre as artes e ao mesmo tempo, a partir dessa linha, mergulhar nas relações entre elas. Diz Étienne Souriau que em qualquer arte, o artista força a matéria a manifestar seu sonho, mas isso apenas quando esse sonho já tiver desposado da matéria, que no caso específico de Cida Pedrosa, se manifesta no olhar e na concepção da imagem como tal.

Neste sentido, as reflexões dos autores se fundamentam nas bases da discussão herdada do pensamento de Mikhail Bakhtin no que concerne à concepção dialógica e polifônica dos estudos da linguagem. Perceber e estudar estes rumos é tarefa inadiável ao investigador da contemporaneidade, seja no campo das artes ou do comportamento social como um todo.

Este artigo é consequência dos estudos que desenvolvemos sobre a poesia de Cida Pedrosa, referência da escritura da mulher na literatura pernambucana, cuja cidadania literária está vinculada ao Movimento dos Escritores Independentes de Pernambuco de 1980.

O objetivo, a partir de referenciais teóricos levantados nas obras do pensador russo Mikhail Bakhtin e do francês Étienne Souriau é revelar como sua linguagem é um construto de emoções que se imbricam no espaço entre o diálogo das diversas formas de expressão artística, notoriamente as formas literárias e plásticas e o cenário íntimo do eu a partir de um olhar observador, que recorta da exterioridade o universo imagético da arte.

Dessa maneira, os escritores discutem como em Cida Pedrosa se manifesta uma poesia de marcações visuais, que se apresenta ao leitor como invariante de uma nova perspectiva da voz feminina diante do universo caótico que nos rodeia, numa sucessão de quadros polifônicos capazes de atrair pela beleza plástica dos versos que são construídos com a força do fazer literário do nosso tempo e de nossa paisagem íntima.

O Capítulo 9, sob o título A presença de Dürer em João Guimarães Rosa – mimesis em versos, de Josiane Bonaldo apresenta os resultados de estudos em Ave, palavra (1970), particularmente nos vinte e seis poemas da série "O Burro e o Boi no Presépio (Catálogo Esparso)", João Guimarães Rosa compõe ecfrases de telas que tematizam o nascimento de Jesus. Em específico no poema XXIII, que dialoga com a tela Adoração dos Reis, de Albrecht Dürer (1504), há uma discussão ética sobre a relação poesia-pintura na tradição ocidental e cristã, recolocando o debate sobre o ut pictura poesis na Modernidade e invertendo-o, no sentido de que a poesia constrói uma analogia da representação visual, porém torna plausível a produção de novas significações, de tal modo que sua palavra seria, então, o instrumento de criação artística que possibilita uma espécie de metamorfose semântica, sendo o elemento que traz a noção de algo novo em relação às interpretações possíveis na história de recepção da tela.

Dessa forma, a linguagem roseana será interpretada a partir dos clássicos conceitos da mimesis enquanto produtora de conhecimento de Aristóteles, de larga tradição no Renascimento, e do conceito de ecfrase de Filóstrato, pois se faz emergir da arte a motivação da sua linguagem para a construção do catálogo, é enquanto palavra poética que funda a novidade de leitura.

No Capítulo 10, o Ensino da arte por meio de mediação tecnológica na educação básica: desafios emergentes, de Lidiana da Cruz Pereira Barroso e Cíntia dos Santos Souza Gonçalves aborda o ensino da Arte no Ensino Médio com Mediação Tecnológica. A discussão está em torno do conhecimento como ponte para a consciência crítica, a valorização da cultura local e as produções humanas. A pesquisa investigou de que forma é desenvolvido o ensino da Arte no Ensino Médio com Mediação Tecnológica na educação do campo em Rondônia, bem como, verificou-se os recursos utilizados na prática pedagógica do docente de Arte do Ensino Médio Com Mediação Tecnológica e os desafios encontrados para ensinar e aprender nessa modalidade de educação.

As contribuições deste artigo são gerar reflexões sobre o ensino da Arte por meio de tecnologia digital para comunidades do campo com qualidade.

A pesquisa desenvolvida pelas autoras foi do tipo descritiva com abordagem qualitativa, com análise bibliográfica e documental, com aportes teóricos em documentos nacionais da legislação educacional vigente, como: LDBEN (Lei nº 9.394/1996), PCN(1998), BNCC(2019) sobre o ensino da Arte na escola, pensadores com Gil (1999) que fundamenta a pesquisa descritiva, Zagonel (2012) que discute o ensino da Arte significativa, Moran (2015) que discute relação da tecnologia e educação na contemporaneidade.

Os resultados apontam que o ensino da Arte por meio de tecnologia implica em uma educação que abrange novos modos de ensinar/aprender e de práticas pedagógicas engajadas à formação crítica e conscientizadora dos educandos para a democracia social e melhoria de vida das pessoas nas comunidades onde estão inseridos.

O Capítulo 11, de título A insensibilidade humana e a subjetivação narcisista nos contos História de Amor 17, de Daniel Pellizzari, e Uma vela para Dario, de Dalton Trevisan, de autoria de Jaíne Beatriz de Almeida Tavares e Luan Paredes Almeida Alves analisa os contos citados e objetiva mostrar que ambas as narrativas representam posturas, relações e ações bastante desumanizadas. Partimos do pressuposto de que essas posturas, relações e ações elaboradas pelos contos apontam para o que poderia acontecer na sociedade contemporânea, essa na qual estamos inseridos.

Dessa maneira, os autores tratam, em um primeiro momento, de caracterizar o que entendemos por sociedade contemporânea a partir de autores como Bauman (2004) e Caniato (2010). Em seguida, realizam a análise dos contos, propriamente, observando como se constituem os personagens e como se relacionam.

Concluem que, os contos, mostram ao leitor do que é capaz o ser humano que habita uma sociedade em que o materialismo e o narcisismo são os valores mais cultivados.

O Capítulo 12, sob o título Por meio da percepção dos povos indígenas do Laje Velho Guajará-Mirim/RO, das pesquisadoras Luciana Oliveira Monteiro e Josimeire Santos da Mata traz uma reflexão sobre o problema da Educação Ambiental praticada na comunidade indígena do Laje Velho de Guajará-Mirim/RO, pautando-se em duas questões: quais os movimentos sócios ambientais para a preservação ambiental-política-histórica desse espaço que se localiza a comunidade indígena? E como se devolve o trabalho de Educação Ambiental e política nesta localidade?

Visam, portanto, esclarecer praticas não muito convencionais para o ambiente indígenas e enfatizam as boas práticas já existentes. Além de alcançar objetivos como: relacionar como se configura o processo de Educação Ambiental no momento histórico-político na Terra Indígena do Laje Velho de Guajará-Mirim-RO, identificar a abordagem sócio ambiental na comunidade indígena do Laje velho; discriminar às políticas públicas pertinentes como princípios norteadores no trato das questões ambientais e escrever a retrospectivas históricas do Povo Indígena do Laje Velho para melhor compreensão dos princípios norteadores com os pressupostos da Educação Ambiental.

O Capítulo 13 também traz uma reflexão ecopedagógica, no sentido lato do termo, com ênfase na literatura moçambicana, com o título Caminhos das águas de Anúbis: a criança e o ancião no conto O rio das Quatro Luzes, os autores Marcos Aparecido Pereira, Epaminondas de Matos Magalhães e Marinei Almeida analisam o conto O rio das Quatro Luzes, de Mia Couto que gira em torno da temática de uma criança que deseja morrer. Sustentam os seus estudos em Bachelard (2018) que ajuda a compreender a simbologia das águas do rio que conduzem à viagem derradeira desta vida. Acrescentam os pensamentos de Durand (2014) os quais auxiliam na compreensão de como o homem cria maneiras de lidar com a certeza do fim. A morte e a condição humana são os temas de estudos e o leitor, seja do artigo do conto em estudo, é impelido ao aprofundamento de suas próprias experiências relacionadas à temática e convidado a aprimorar sua compreensão do mundo infantil e da morte.

A sexualidade humana foi tema de estudo abordado no Capítulo 14, cujo título atribuído foi Educação sexual na escola: desafios, ocasião que os autores Marcos Felipe Chiaretto e Mário de Oliveira Neto discutem sobre educação sexual na escola, cuja reflexão e aplicação sempre foi uma proposta desafiante. Isso porque as transformações são constantes numa instituição escolar, sendo que o educar para a equipe de professores (as) pode ser prazeroso e ao mesmo tempo desconcertante na medida em que a diversidade se constitui em um vetor a ser considerado, implicando em mudanças paradigmáticas. Mas de que forma os temas referentes à sexualidade e à educação sexual têm sido abordados nas escolas com vistas ao enfrentamento de desafios que possam ser transformadores de entendimentos e ações.

Desse modo, este artigo tem como objetivo apontar para alguns desafios da Educação Sexual na escola nos dias de hoje.

A temática sobre tecnologia e educação foi retomada no Capítulo 15, pela professor e pesquisadora Maria José Alves de Assunção que, com o artigo intitulado Tecnologias digitais de comunicação e informação: o Blog como estratégia educacional, objetiva investigar o uso de ambientes virtuais de aprendizagem, tais como as possibilidades de uso pedagógico dos blogs, e como se dá à apropriação dessa tecnologia pelos 28 alunos do 3º período da licenciatura em Pedagogia/Séries Iniciais.

A pesquisa traz ainda, contribuições sobre a utilização de blogs na educação e servirá de incentivo a posteriores investigações sobre sua utilização na educação.

O Capítulo 16, dos autores Ronilson de Sousa Lopes, Francisco Marcos Rodrigues da Costa e Cláudio Lopes Negreiros, sob o título: É preciso transcrever o mundo: repensando o ato de ler com Paulo Freire, tem por objetivo demonstrar a importância do ato de ler, segundo o escritor Paulo Freire, que vê o ato da leitura de mundo como precedente da leitura do texto escrito.

Nesse sentido, segundo os pesquisadores, os ambientes de ensino devem valorizar os conhecimentos do universo dos educandos, uma vez que o professor não é o único possuidor do saber. A partir dessa perspectiva, o discente se torna sujeito do conhecimento vai desvelando o mundo e ao mesmo tempo transformando a realidade, a partir da reflexão e da ação.

O Capítulo 17, intitulado A literatura mítica na escola: ações educativas com a Filosofia no IFAM Campus Lábrea, de autoria dos pesquisadores Ronilson de Sousa Lopes, Cláudio Lopes Negreiros e Edimilson de Sousa Macedo, apresenta conceitos de mitologia enquanto narrativa que trata da gênese do universo, das plantas, do homem e dos demais seres existentes na natureza, visando explicar a realidade; destacam a importância deste saber enquanto gênero literário para a compreensão do aluno em sala de aula, bem como, apresentam as características de sua estrutura, a maneira que os estudiosos os divide e, reforçam que este saber enfrenta, muitas vezes, a desqualificação por a tratar como inverdade.

No penúltimo Capítulo, o artigo O ensino de Filosofia em Renata Aspis e Silvio Gallo, dos pesquisadores Ronilson de Sousa Lopes, Luciana Oliveira Monteiro e Soraya Rebouças de Siqueira objetiva descrever, por meio de estudo bibliográfico, a proposta do ensino de filosofia elaborada pelos pensadores Renata Lima Aspis e Silvio Gallo, bem como compará-la com a visão do filósofo existencialista Jean Paul Sartre e com as noções de educação bancária do educador Paulo Freire.

Destacam ainda que, a disciplina de filosofia consiste em uma atividade de criação de conceitos, não de forma bancária, mas ao contrário, como forjadora de “autonomia intelectual” do adolescente e jovem do ensino médio.

Fechando esta terceira edição, o Capítulo 19 traz o título de O escolhido: entre O Bem e o mal, uma análise da obra Sertões de sangue do autor Romulo Nétto, de autoria das pesquisadoras Simoni Rodrigues dos Santos e Rute Carvalho Rodrigues e do pesquisador e escritor Isaac Newton Almeida Ramos. O artigo elucida os elementos formais do romance contemporâneo, a partir da obra Sertões de Sangue do autor Romulo Nétto e focaliza a possibilidade da existência de pontos convergentes e de confronto em relação ao “pacto fáustico”.

Para referenciar tais concepções propuseram uma analogia com a obra Grande Sertões: Veredas de Guimarães Rosa, no intuito de estabelecer as semelhanças entre as narrativas. A pesquisa foi desenvolvida por meio de um estudo comparativo bibliográfico, análises e interpretações de livros e artigos científicos que enfatizam o assunto pesquisado.

Diante do exposto, os autores pretendem apresentar duas linhas de leituras que polarizam o debate crítico centrado no romance de Romulo Netto, a saber: as questões sociais e a contraposição ao maniqueísmo recorrente na obra, que problematizam os conflitos existentes entre o Bem e o Mal, a resignação do homem e a configuração de poder que constituem as narrativas.

Finalmente, não nos restam dúvidas que o objetivo desta iniciativa, mais uma vez, foi alcançado exitosamente.

Assim, temos a satisfação de, pela terceira vez, entregar a comunidade acadêmica uma coletânea resultante de pesquisas teórico-práticas que, sem sobra de dúvidas colaborará com as áreas de COMUNICAÇÃO, LITERATURA E demais LINGUAGENS.

A RETEXTUALIZAÇÃO aconteceu novamente!! Boa leitura!!

José Flávio da Paz e

Néstor Raúl González Gutiérrez,

Organizadores

Categorias: Poetry, Livros E Leitura, Literatura Infantil, Educação de Filhos, Crítica Literária, Artes e Entretenimento
Palavras-chave: comunicaÇÃo, e, linguagens, literatura

Características

Cover_front_perspective
Número de páginas: 298

Edição: 3(2019)

ISBN: 978-85-928-7230-4

Formato: A5 (148x210)

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 75g

Reconhecimento

Sobre o autor

Mini
José Flávio da Paz e Néstor Raúl González Gutiérrez (Orgs.)

Habilitado para o Ensino de Língua Portuguesa-UNIFAP; Bacharel em Letras-LIBRAS-UFSC; Cursando Letras-Espanhol-FAEL; Especialista em Arte, Educação e Tecnologias Contemporâneas-UnB; Psicopedagogia Institucional-UNICID; Educação Inclusiva-UNICID; Língua Portuguesa e Literatura Brasileira-FACEL; Linguística e Formação de Leitores-FACEL; Comunicação, Cultura Organizacional e Tecnologia-FACEL; Metodologia do Ensino em Língua Portuguesa, Literatura e Artes-FAVENI; Gestão do Trabalho Pedagógico (Administração, Inspeção, Orientação e Supervisão)-FAVENI; e, Ambiental e Geografia do Semiárido-IFRN. Mestre em Letras-UNIMAR; Mestre em Estudos Literários-UNIR. Doutorando em Estudos Literários-UNEMAT. Membro da AINPGP - Associação Internacional de Pesquisa na Graduação em Pedagogia (Brasil); Membro da Red Iberoamericana de Docentes (Espanha); ANDEA - Associação Nacional de Dificuldades de Ensino e Aprendizagem (Brasil); AJCS - Association des Jeunes Chercheurs en Sémiotique (França) e Red Federal de Poesía (Argentina). Escritor amador de poesia e crônica tendo participado de antologias e concursos literários de âmbito nacional e internacional. Recebeu o Título de Membro Fundador Vitalício e Imortal, ocupante da Cadeira nº 001/ALB/RN da Academia de Letras do Brasil; Título Honorífico de Cidadão Macapaense pela Câmara dos Vereadores de Macapá e Menção Honrosa do Grupo FacedeébanoOficial em parceria com a ONG MovitAÇÃO. Atualmente é Professor do Magistério Superior das disciplinas de Língua Portuguesa e Linguística, lotado no Departamento de Letras Vernáculas da Universidade Federal de Rondônia - UNIR. [email protected]


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