Representatividade e Boicote
Código do livro: 249156
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Sinopse

Infelizmente, hoje em dia, uma obra literária pode ser estudada e classificada a partir de vários aspectos, como o texto de Jaime Lima insinua. Mas aqui vamos nos deter principalmente no aspecto social. Nem sempre aquele livro que é recordista em vendagem pode ser classificado como uma obra perene.

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Segundo o próprio Antônio Cândido, podemos falar tanto de uma crítica literária (*coisa que não existe mais no Brasil) quanto de uma sociologia da literatura e, de certo modo, é este segundo aspecto que mais deveria nos interesse neste debate, no sentido de uma sociologia da literatura que não propõe especificamente a questão do valor estético de uma obra mas interessa-se pela origem social dos seus autores, pela relação entre as obras e suas ideias, a influência da organização social, política e económica.

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Como ainda não tenho o poder de vendas de um Chico Buarque, jamais me prestaria ao papel de bajular o Temer para garantir recursos da Lei Rouanet para publicação de um livro, para colocar a minha irmã no Ministério da Cultura, para a minha sobrinha receber 1,9 milhão para produzir discos que ninguém consegue entender, para minha namorada receber 800 mil para produzir um show que poucos souberam, para meu genro receber 996 mil para fazer batucada para os alienados pularem no Carnaval de Salvador, ou para eu ter um filme com um título bem pernóstico ou meu livro traduzido para o coreano com dinheiro público, por isso venho aqui esmolar ao invés de agradar gente que finge produzir e financiar arte. Podemos falar na realidade de uma relação dialética: sociedade vs arte.

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Como escritor (ainda) clandestino, continuarei lutando pela Literatura Brasileira, ao invés de ficar me repetindo e reclamando da falta de investimentos - como um periquito verde e amarelo que para sempre será um periquito verde e amarelo. Mas como eu, como um velho broco, não posso deixar as coisas seguirem erradas assim. Meus leitores e comedores de livros, muito cedo, aprenderam a não acreditar em palanques nem em editais de cultura.

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E depois de ter sido eliminado de uma pré-seleção em um edital cultural por causa do conteúdo do meu novo livro (*os organizadores não querem temas delicados como racismo e violência contra negros em Salvador), intitulado "Tarja Preta", resolvi "esmolar" virtualmente para reunir recursos para a edição deste livro que, na verdade, seria um romance atemporal sobre esta Bahia contemporânea, racista e preconceituosa. Mas nem isso funcionou, pois as pessoas preferem financiar festinha de cachorro do que promover um livro.

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Sob vários aspectos podemos pensar a literatura de hoje como um “instrumento” da política, um instrumento que utiliza os meios de comunicação para produzir resultados políticos e sociais. Contudo, aconselho a qualquer um que queria publicar um livro: TORNE-SE FAMOSO ANTES! Muitos escritores tiveram suas obras censuradas por terem sido usadas como instrumento de denúncia política e em épocas de proibição da liberdade de expressão, e, infelizmente, as coisas não mudaram muito, pois muitos editores acreditam que certos livros podem ser usado para propagar certas mensagens e chamar os indivíduos à luta.

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Se, contudo, a literatura é uma forma plausível de representação do real, esta se distingue da política pelo seu discurso e pela forma de abordagem e compreensão da realidade social e histórica. Na literatura a realidade é criada ou recriada, inventada ou reinventada, imaginada, fantasiada, através de metáforas, alegorias, linguagem simbólica mas nem por isso a literatura, neste caso, deixa de contribuir para desvendar aspectos das relações sociais e de poder. Por meio da literatura somos levados a nos relacionar imaginariamente com a realidade histórica. Entretanto, enquanto a política ocupa-se do real, a “literatura política” ocupa-se com o possível. Mas faltam leitores. E isso é o mais triste!

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Elenilson Nascimento

Jornalista, autor, ex-professor

Licenciado em Letras e

Colunista da “Literatura Clandestina”

11/01/2018

Características
Número de páginas 160
Edição 1 (2018)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Colorido
Tipo de papel Offset 75g

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Fale com o autor
Jaime Lima

JAIME L.S.FILHO

Graduado em Letras - habilitação Português-Literatura - pela FERLAGOS (Fundação Educacional da Região dos Lagos situado na cidade de Cabo Frio,RJ) no período de 2000-2003.

O livro "Mil Léguas: Referências & Autonomias" (12ª edição - 2021) se encontra a venda desde 2009 no site do clube dos autores. Eis o link:

https://clubedeautores.com.br/book/202470--Mil_Leguas#.VrhrMVgrLIU

EMAIL PARA COMENTÁRIOS/ CRITICAS/SUGESTÕES -

Twitter - @jaime_lsf

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P.S - Procuro um editor para revisar meu livro; outras editoras para patrocinar meu livro; um diretor de cinema para fazer um curta metragem sobre meu poema "Mil Léguas" que por acaso dá título ao meu livro pois esse poema tem um teor político que tem tudo a ver com o momento que o Brasil está passando; pretendo através do site do clube dos autores para quem por acaso estiver lendo esse meu perfil - sensibilizar algum programa de televisão para fazer uma entrevista comigo pois tenho estória para contar; e que alguma revista ou jornal faça uma matéria a meu respeito com base na minha biografia literária.

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