SIMON,
O LIBERTADOR
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América Latina, Biografia, Historiografia, Civilização, Não Ficção, Geografia E Historia
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Sinopse

“Nós, que somos tão bons quanto você, fazemos de você nosso senhor e mestre.

Confiamos em você para defender nossos direitos e liberdades.

E se não: não”.

Cerimônia de coroação, Espanha

Eles o ouviram antes que o vissem: o som de cascos batendo na terra, firme como um batimento cardíaco, urgente como uma revolução. Quando ele emergiu da floresta banhada pelo sol, eles mal conseguiam distinguir a figura do magnífico cavalo. Ele era pequeno e magro. Uma capa preta esvoaçou sobre os ombros dele.

Os rebeldes olhavam para ele com desconforto. Todos os quatro estavam cavalgando para o norte, esperando encontrar um monarquista fugindo na direção oposta, longe da batalha em Boyacá. Três dias antes, os espanhóis haviam sido surpreendidos por um relâmpago dos revolucionários - descalços, de olhos arregalados - pululando sobre os Andes. Os espanhois corriam agora, espalhando-se pela paisagem como uma manada de veados assustados.

Aí vem um daqueles perdedores, disse o general rebelde. Hermógenes Maza foi um veterano das guerras de independência na América espanhola. Ele havia sido capturado e torturado pelos monarquistas, havia amadurecido uma fome de vingança. Ele esporeou seu cavalo, cavalgou para frente. Pare! ele gritou. Quem vai lá?

O cavaleiro pressionou a todo galope.

O general Maza ergueu a lança e gritou sua advertência mais uma vez. Mas o estranho apenas avançou, ignorando-o. Quando ele chegou perto o suficiente para tornar suas feições afiadas e inconfundíveis, ele se virou friamente para encarar o general rebelde. Sou eu! o homem gritou. Não seja um filho da puta idiota.

A mandíbula do general ficou frouxa. Ele abaixou a lança, deixou o cavaleiro passar.

Foi assim que Simon Bolívar entrou em Santa Fé de Bogotá, a capital do Novo Reino de Granada, na sufocante tarde de 10 de agosto de 1819. Ele passara trinta e seis dias atravessando as planícies inundadas da Venezuela; seis dias marchando sobre as neves vertiginosas dos Andes. Quando chegou à passagem gelada a treze mil e quinhentos pés de Páramo de Pisba, seus homens mal estavam vivos, mal vestidos, açoitando-se para reavivar sua circulação fracassada. Ele perdera um terço deles para congelar ou passar fome, a maioria de suas armas para enferrujar, todo cavalo até a hipotermia. Mesmo assim, enquanto ele e suas tropas desarrumadas cambaleavam pelos penhascos, parando nas aldeias ao longo do caminho, ele tinha reunido novos recrutas e suprimentos suficientes para ganhar uma retumbante vitória que com o tempo ligaria seu nome ao de Napoleão e Hannibal. Quando a notícia de seu triunfo se espalhou, acelerou as esperanças dos rebeldes e enviou uma picada fria de medo aos espanhois.

Seu quadragésimo sétimo e último ano terminou em pobreza, doença e exílio. Tendo dado a soma total de sua fortuna pessoal à revolução, ele morreu como um homem pobre e devastado. Poucos heróis da história receberam tanta honra, tanto poder - e muita ingratidão.

Características
Número de páginas 50
Edição 1 (2018)
Formato A4 (210x297)
Tipo de papel Offset 75g
ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista e escritor, é autor de diversos livros, a exemplo da “Cartas de Amor”, “Um Poema para Você”, “Versos Dispersos e Prosa Esparsa”, “Exemplos que Edificam”, Rádio Novela “Gavião Rasteira e o Zoológico do Inferno”, “Lições que não Esqueci”, “Anos de Roubalheira”, “O Encontro”, “Épicos”, “Política”, “Mandacaru, A Origem” e “Julio Cesar”, “Pascal”, “Nogueira” “Cartas de Tobias”. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.

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