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Jardim Obscuro

Poesias criadas nos cárceres da imaginação

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Sinopse

Os textos aqui descritos, foram construídos em instantes de pura melancolia:

Andava confuso às escuras, por caminhos desconhecidos e aparentemente sem fim. As noites sombrias extirpavam das profundezas da minha alma todo o bem estar, e injetavam a todo minuto doses fortes de tristezas, loucuras e pensamentos depressivos. Atormentado por vozes persuasivas vindas sempre ao cair da noite, caminhava pelos cantos dos tristes cômodos sem objetivo algum. Queria desabafar toda essa angústia para um simples e atento ouvido, mas a solidão já tinha entrado pela porta da frente de minha casa, e assim estava sozinho e esquecido. Nesse mundo obscuro e repleto de incertezas, despachava todos os meus sentimentos em uma simples folha de papel. Por horas, às vezes por uma noite toda, me recolhia em um canto atrás do armário, e escrevia tudo que se passava com uma intensidade fulminante. Enquanto gastava a tinta azul em um papel cinza claro, juro a vocês que em frações de minutos, via claramente refletido nas paredes sujas da cozinha, sombras em formatos irregulares, que me vigiavam e zombavam de forma enérgica dos textos que escrevia.

Por vezes pensava que estivesse louco, e por mais absurdo que pudesse parecer, a própria loucura sussurrava em meus ouvidos, entre sorrisos falsos e zumbidos. A tristeza era tão bela e formosa, trazendo ao corpo um exuberante vestido negro, com as alças em tom verde musgo. Ela pôs a mão em minha face e então pude notar um rosto amargurado e cheio de cicatrizes. Não poderia mais encara-la. Era algo tão mórbido. Fechei os olhos por no máximo dois segundos, e quando os abri, pude vê-la indo embora em passos precisos e bem lentos, atravessando como por encanto a parede. Continuei a escrever. Não poderia parar enquanto a noite não morria. Em meus ombros, senti os dedos gélidos com seus toques sensíveis. Ao virar-me, me espantei com as feições da gigantesca depressão! Não possuía olhos, somente enormes buracos negros que pareciam me chamar. Engraçado que os seus dentes eram perfeitos e brancos como a neve. Permaneci imóvel por todo o tempo em que esteve presente. E com um leve sorriso cínico me dirigiu a palavra em um breve relato de tom amigável:

- Não tema a mim rapaz. Estou do seu lado e prometo que sempre estarei.

A noite deu o seu último suspiro. Levantei do chão exausto e com bastante sono. Guardei a caneta e as folhas na gaveta do quarto. Fui para a sala e abri a velha porta. Saí em passos cadenciados e avistei colhendo as flores mortas em meu jardim: A tristeza, a loucura e a depressão. Esses antiquíssimos seres já se intitulavam como membros fiéis de minha família. Não tive escolha, e atualmente habitamos todos juntos nesse imenso jardim obscuro.

Categorias: Poesia, Realismo Fantástico
Palavras-chave: depressão, loucura, solidão, tristeza

Características

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Número de páginas: 78

Edição: 1(2013)

Formato: A5 148x210

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Couche 150g

Reconhecimento

Sobre o autor

Mini
Alexsandro Menegueli Ferreira

Comecei a escrever em meados de janeiro, no ano de 2002, com a incumbência de relatar fatos do cotidiano, autobiográficos e fatos de um mundo próprio de fantasias intensas. Pulei sem temor algum, nas profundezas mais remotas de um oceano enigmático, e trouxe de lá: um apanhado de vivências únicas... Vivências obscuras...Fui lançando todas as palavras em um modesto livro de cabeceira, e moldando assim uma obra profunda, e verdadeiramente nascida das minhas entranhas. Nesse ano de 2013, pude enfim pôr o livro para fora de casa... Deixando-o livre. Absolutamente livre, para poder voar pelos vastos horizontes. Ainda esse ano, irei lançar o meu segundo livro: Além das Montanhas. Que abrigará poesias enveredadas para caminhos felizes, caminhos onde os raios solares brilharão constantemente. E o meu terceiro livro: A Bordo da Pequena Barca. Ainda está em formação, mas, sairá ainda esse ano, se tudo der certo. Nele, habitaremos por mundos sombrios e macabros! Avistaremos constantemente, a morte sorrateira, com a sua lâmina reluzente nas enrugadas mãos.


Comentários - 2 comentário(s)


ulisses sebbrian
Alexasandro, tudo bem! Parabéns pelo livro e sucesso. Divulguei no meu Twitter @ulissesssebrian para todos saber de sua obra. Também marquei com 5 estrelas e divulguei no Face book . É de suma importância para esse país tão vasto e diverso. Mais uma vez sucesso. Sou escritor e meus livros estão nesse site. 3 Click no livro pra ler http://migre.me/dVxbN Meu blog. http://truquedevida.blogspot.com.br/ Felicidades e sucesso
Sábado às 15:38

Valdon Nez
Intensamente profundo. Percebe-se o mergulho obscuro que teve que habitar para jorrar tais melancolias no papel. Isso é literatura, isso é vida, isso é o ser humano... Meus parabéns. Eu também publico por aqui.
Quinta às 04:14

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