Por: Elenilson Nascimento & Anna Carvalho
Esta é a estória de um poeta laureado, de um poeta e profeta num casaco de couro marrom chamado Frederico. Um jovem e poeta e punk que morria de uma misteriosa tristeza e solidão. Um Napoleão em andrajos que criou um padrão de autodefesa em sua vida, na qual não acreditava no amor, na tabela de salário mínimo, no acerto de contas com o fórum íntimo das suas questões mais íntimas, na informatização da justiça divina, nas soluções milagrosas do governo, no pavão misterioso, no Papai Noel, nas orações com pagamento adiantado em igrejas evangélicas, na franquia de qualquer serviço sob sua tutela, nas filas quilométricas dos bancos, nos encontros íntimos nos estacionamentos escuros e no Viva o Povo Brasileiro, do João, (...) pois poetas são como as moscas e as vespas. Mexer com os poetas é como mexer num enorme vespeiro. Até que alguém o toca na multidão e todas as outras vespas aparecem, voando por todos os lados e em todas as direções.
Livros com menos de 70 páginas são grampeados; livros com 70 ou mais páginas tem lombada quadrada; livros com 80 ou mais páginas tem texto na lombada.
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04/06, 13:50 h
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Portanto, amigos leitores e ledores, o papel de todo escritor é higiênico: limpar as cabeças. Engajado. Mas, ao mesmo tempo, totalmente livre. Quanto mais o homem se mecanizar, mais necessidade terá de voltar à educação. Do contrário, será devorado. Assim: NHÓC. (E. Nascimento) >>> Leiam a resenha de “Clandestinos” aqui: http://literaturaclandestina.blogspot.com/2010/06/lancamento-de-clandestinos.html |
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04/06, 13:49 h
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Portanto, nós escritores somos românticos e "abestados" em ver a arte que sai da gente como um espasmo involuntário de uma dor ao assinar como um projeto da alma esse livro chamado de “Clandestinos”. E metaforizando aqui no site da própria editora, utilizando de cinismo e, muitas vezes, até nos revelando por completo e nos expondo com letras e verbos que soam injustos ou até dúbios, como o verbo "dar" quando é dito pela boca do Caetano. |
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04/06, 13:48 h
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Nossa aptidão em escrever essa história tem neurônios incompatíveis aos refrões monossilábicos do pagode pós-moderno e foi decisiva na busca pela inspiração que pairou sobre os nossos olhares, e sobre esse admirável objeto de sedução que é a literatura. Sim, o livro continuará com dinâmico impacto o universo de nossas possibilidades. Em apologia à literatura, e, portanto, literária, cansamos dessa oligarquia paterna e patriarcal de “homens” metidos a colocarem reclusas aos seus escravos “feudais”. |
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