"Um voto e manifesto de amor, luto e reencontro
Ela era pintora. Ele, enólogo — e poeta, por causa dela. Foi assim que começaram: um olhar demorado demais diante de um quadro, numa noite qualquer de vinho barato e tintas ainda úmidas. Setenta e três anos depois, ela o enterra, e escreve.
Neste livro, uma viúva percorre a vida inteira que construiu ao lado dele, guiada pelos antigos nomes gregos do amor — cada um com seu pequeno instante guardado: o **Eros** daquela primeira noite de galeria; a "Philia" das caminhadas de fim de tarde, onde contavam um ao outro os medos que não cabiam à mesa; o "Pragma" da mangueira plantada no quintal, que ainda dá sombra; o "Ágape" das mãos que seguravam o copo de água nas madrugadas de hospital; o "Amor Fati" de aceitar cada perda sem deixar de escolher a vida; o "Pothos" do lado vazio na cama, que o colchão ainda não aprendeu a aceitar; e, por fim, o "Eros" transformado — já não desejo de corpo, mas desejo de reencontro, em outra vida, sob outro céu.
No centro de tudo, um manifesto que ele escreveu e leu no dia do casamento, e que ela guarda, ainda hoje, como livro de cabeceira: a prova, em papel amarelado, de que cada palavra prometida foi cumprida até o fim.
Um livro para quem já amou o bastante para saber que os gregos, afinal, tinham vários nomes para uma coisa só.
| Número de páginas | 0 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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