No reino de Estarfé, o poder não se mede em coroas, mas em ferro, trigo e segredos. É um pacto de ferro, selado sobre o túmulo ainda fresco de uma esposa morta, que lança duas meninas sob o mesmo teto: o castelo Ellington, erguido à beira de uma floresta tão antiga que nunca teve nome e que respira sob as fundações como um bicho adormecido.
Amelie, seis anos, tem olhos verdes como jade e ama a liberdade acima de tudo; vê o que ninguém mais vê — o verde que brota nas rachaduras, um cervo branco de olhos pretos à orla da mata. Jamile, oito anos, chega com a pele escura como terra fértil, olhos cor de orquídea e um coração que a mãe ensinou a forjar em ferro. Uma é fogo e vento, a outra é terra e sombra. Prometidas por um contrato que nenhuma assinou, descobrem que cada uma guarda o que falta à outra.
Entre corredores frios e uma corte que mente com a boca e trai com o corpo, as duas crescem aprendendo a ler o castelo — e a desconfiar dele. Por que a mãe de Amelie morreu? Por que os velhos criados somem, as flores somem, as histórias somem? E por que uma criada guarda uma carta na manga e olha três vezes para trás ao amanhecer?
Quando uma terceira menina entra em cena — Lumina, que vê o que os outros deixam cair sem perceber —, forma-se um triângulo raro: três formas de enxergar o mesmo mundo invisível. Juntas percebem que o verde não cresce sozinho, e que algo antigo respira sob tudo, esperando por olhos capazes de vê-lo.
Esta não é uma história de respostas. É uma história
| Número de páginas | 220 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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