Este livro é uma obra híbrida, que mistura contos e ensaios. As narrativas ficcionais (contos) retratam “o crime que compensa”: a perseguição às religiões afro-brasileiras e a espetacularização da fé promovida pelo dominionismo cristão. Histórias de terreiros invadidos, de guias demonizados em cultos televisionados. Racismo religioso transformado em espetáculo mercantil. Os contos são a porta de entrada para ensaios críticos, onde o autor - com base na Constituição Federal de 1988 - disseca este racismo religioso que demoniza e menospreza a religiosidade do negro. A obra enfrenta de frente a história do embranquecimento da Umbanda para ser aceita no cenário religioso nacional. As ações para afastá-la de sua raiz africana, de negar o sacrifício ritual e de travesti-la com valores eurocristãos, tornando-a palatável. O autor defende a proposta de dessincretização: a retomada orgulhosa da africanidade negada, mas aceitando o tempo necessário para esta consciência desabrolhar em cada “banda” da Umbanda. Culto aos santos católicos é possível, fora do congá, em altar católico, sem misturar fundamentos. Por fim, a obra traz sua tese política mais contundente: a proposta de que todos os praticantes das religiões afro-indígenas se reconheçam como integrantes de uma mesma classe, historicamente perseguida, que precisa se organizar politicamente, de forma suprapartidária, para a construção de uma representatividade parlamentar própria, com poder, voz e respeito no Congresso Nacional.
| Número de páginas | 104 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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