A SOCIEDADE DAS FUMAÇAS
Todas as chaminés partilhavam o mesmo céu.
Mas isso não significava que vissem a mesma cidade.
Havia chaminés antigas, orgulhosas das histórias que tinham testemunhado. Chaminés modernas, desejosas de mudança. Grandes chaminés industriais, habituadas a sentir-se indispensáveis. Pequenas chaminés domésticas, quase invisíveis aos olhos de quem observava a cidade de longe.
E havia os fumos.
Diferentes nas cores, nos cheiros, na intensidade e nas histórias que transportavam.
Quando esses fumos começaram a encontrar-se, também começaram as perguntas.
Quem pertence verdadeiramente à cidade? Quem decide o que deve mudar e o que merece permanecer? A maioria tem sempre razão? Podemos discordar sem nos tornarmos inimigos? O nosso valor depende da nossa utilidade? E até onde deve ir a tolerância quando alguém usa o medo, os rumores ou a divisão para encontrar o seu próprio lugar?
É nesse cenário que Fumete, Faísca, Velho Conduto, Forja, Pimenta, Alvura, Prisma, Tília, Branda, Âmbar e até a inquietante Sombra descobrem que construir uma sociedade não significa eliminar as diferenças.
Significa aprender a viver com elas.
Entre conflitos de gerações, guerras de cheiros, rumores, votações, medos e mudanças inevitáveis, as chaminés começam a perceber que ninguém observa a cidade inteira a partir do seu próprio telhado.
Com humor, ternura e reflexão, A Sociedade das Fumaças transforma uma cidade de chaminés numa metáfora das nossas próprias comunidades
| Número de páginas | 328 |
| Edição | 2 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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