LISBOA, 1509. Perseguido por heresia em uma época de intolerância religiosa, Diogo Álvares é forçado a abandonar a mulher, a terra e os sonhos, lançando-se numa jornada incerta rumo ao Novo Mundo. A travessia é um suplício de fome, sede e tempestades que termina em um naufrágio na costa da Bahia.
Capturado pelos tupinambás, Diogo presencia o horror do canibalismo e aprende que sua sobrevivência dependerá mais da astúcia do que da força. O que começa como cativeiro transforma-se em ascensão improvável: ele se torna contrabandista de pau-brasil, derrota o inimigo de seus captores e renasce como Caramuru, conquistando o respeito de Taparica, morubixaba dos tupinambás, que lhe entrega a filha, Catarina Paraguaçu, em casamento.
Mas toda ascensão tem um preço. Entre a fúria sanguinária dos caetés, inimigos mortais dos tupinambás, e a cobiça da Coroa Portuguesa pelas riquezas da terra recém-achada, Caramuru descobrirá que o maior perigo não está no mar nem na selva, mas na disputa pelo poder sobre um mundo ainda por nascer.
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Poucas figuras atravessam a história do Brasil com a força mítica e o silêncio documental de Caramuru. Náufrago, intérprete, mediador, guerreiro e patriarca, Diogo Álvares ocupa um lugar fundacional na formação do Brasil, um homem situado no ponto em que o mundo indígena e a expansão europeia colidem. Dele descendem dezenas de famílias que moldaram a história colonial e, segundo a tradição, milhões de brasileiros carregam hoje seu sangue.
| Número de páginas | 262 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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