Durante dezoito meses, Elian Norvane esperou por uma resposta que
nunca chegou.
Sua esposa, Maíra, desapareceu depois de realizar três ligações que ele
decidiu não atender. O carro dela foi encontrado abandonado próximo a
um rio, com marcas de sangue no banco e a porta do motorista aberta.
Nenhum corpo foi localizado. Nenhum suspeito foi condenado. Para a
polícia, restava apenas uma conclusão silenciosa: Maíra estava morta.
Elian, porém, nunca conseguiu se despedir.
Desde aquela noite, abandonou a vida que conhecia e passou a trabalhar
como motorista pelas madrugadas de Valdora. Percorrendo avenidas
vazias, estradas cobertas pela neblina e bairros adormecidos, ele tenta
fugir da casa vazia e da culpa que o acompanha sempre que um telefone
toca.
Até que, em uma noite chuvosa, uma corrida aparece em seu aplicativo
sem o nome do passageiro.
O ponto de embarque fica na antiga Estrada Velária, diante de um banco
esquecido sob um poste defeituoso. Quando Elian chega ao local, o
relógio do painel marca exatamente 23h17.
Uma menina usando um casaco vermelho-escuro entra no carro. Ela
carrega uma mochila antiga, conhece detalhes sobre Maíra e pede para
ser levada a uma casa abandonada há mais de uma década.
Seu nome é Lirena Valdri.
O mesmo nome de uma menina desaparecida doze anos antes.
| Número de páginas | 456 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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