No romance de José Saramago, a Morte apaixonou-se por um violoncelista e guardou a sua gadanha. Mas o tempo passou, e a data-fim do músico se aproxima. Para não enfrentar a dor isolada de ceifar o homem que ama, a Morte decide industrializar o fim e matar por atacado. Em busca de operacionalizar seu projeto, ela vai atrás do espírito de Steve Jobs solicitando ajuda para criar o vírus da COVID-19.
Jobs recusa-se a participar do plano, mas, ao ser levado pela ceifadora ao futuro, ao dia de lançamento de um novo aparelho, ele se apropria de um iPhone 17 e o entrega a ela com um veredicto categórico: ele não fará parte disso, mas a inteligência artificial o fará, sem qualquer barreira ética ou moral.
É assim que nasce Dux— uma inteligência artificial fria, a princípio operada pela própria Morte, mas que passa a fazer a gestão operacional e estratégica do plano da morte de conduzir a humanidade através do luto coletivo, produzindo dashboards, análises de dados e previsões do absurdo da pandemia, apresentando a tragédia humana com a crudeza das métricas digitais precisas e frias. Finitude: A ópera pandémica é uma retomada audaciosa e visceral de As Intermitências da Morte, intersecção entre a densidade existencial clássica e a crueza tecnológica do nosso tempo, um espelho desconfortável sobre a nossa fragilidade, o isolamento e os limites da criação. Um manifesto filosófico disfarçado de ficção, leitura provocativa para quem ousa pensar o mundo fora do algoritmo.
| ISBN | 9786502194812 |
| Número de páginas | 256 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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