A Fazenda Maria Preta, propriedade do rude Severo Correia de Souza, foi um microcosmos de relações complexas entre as gentes e o clima sertanejo. O gado que pastava sob o olhar vigilante dos vaqueiros e escravizados que sofriam as agruras do cativeiro são a representação da principal atividade lucrativa do sertão entre a Bahia e Sergipe na segunda metade do século XIX. A lida diária era uma dança entre o sol inclemente e a verdura dos tempos chuvosos.
Os homens, mulheres e crianças que compunham o grupo de escravizados da fazenda são o retrato do escravismo no sertão e a evidência insofismável da presença. Que o vento sertanejo carregue essas palavras além do tempo, para que os que vierem depois de nós saibam que ali, entre os espinhos e as veredas, existiu um lugar chamado Maria Preta, onde as histórias se entrelaçaram como os galhos secos das juremas e a vida pulsou com a força indomável do sertão.
| ISBN | 9786500884722 |
| Número de páginas | 144 |
| Edição | 1 (2024) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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