Escrever sobre quem amamos e admiramos é como tentar desenhar o vento: uma tarefa delicada, mas que se faz sentir no fundo da alma. Prefaciar "Menina Rosa", este terno livro de poesias infantis da minha grande e querida amiga Denise Rosa, é mais do que uma honra; é um presente que guardo bem junto ao coração.
Conhecer a Denise é compreender que a poesia não é apenas algo que ela escreve, mas a forma como ela respira. Desde menina, quando virava o caderno ao contrário na sala de aula para rabiscar versinhos sem sequer saber que aquilo era arte, ela já trazia o olhar atento dos poetas. Enquanto outras crianças preferiam as brincadeiras comuns, Denise preferia brincar com as palavras, tecendo fantasias e sentimentos com a delicadeza de quem trabalha com artesanato — suas "mãos de fada", que esculpem mimos no dia a dia, são as mesmas que aqui esculpem versos.
Mas a beleza deste livro tem raízes profundas. A sensibilidade latente de Denise foi regada, ainda na infância, pelo amor de sua saudosa mãe. A dor da partida precoce de sua grande incentivadora transformou-se, ao longo dos anos, em uma saudade luminosa. Ao olhar para o céu e ver sua "estrelinha", Denise transformou a ausência em presença, e a tristeza em gratidão ao Criador. Este livro é também o cumprimento de um legado de afeto, fé e empatia transmitido de mãe para filha.
Em "Menina Rosa", Denise, nos convida a calçar os sapatos da infância. Com a alma despida de vaidades e transbordando pureza...
| Número de páginas | 146 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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