Eu só queria o de sempre: o sol quente batendo nos ombros, as risadas misturadas ao som das ondas, o cheiro de rabanada na cozinha da minha voinha e aquelas tradições que transformavam cada verão em um refúgio sagrado. Dezembro sempre chegava com uma sensação de recomeço disfarçada de férias. E, naquele ano, tudo parecia igual aos outros ou pelo menos eu achava que era.
Mas a vida tem um jeito estranho de mudar sem fazer alarde. Foi numa tarde comum, entre um banho de mar e uma conversa distraída sobre boletins escolares, que ele apareceu. Como se sempre tivesse feito parte daquele cenário do céu alaranjado, do cheiro de sal, da areia quente sob os pés. Só que não. Ele era novo. E o novo, às vezes, assusta.
Naquele instante, algo dentro de mim se moveu. Como se o tempo tivesse parado só pra me fazer notar que o previsível já não bastava. No lugar onde tudo seguia um roteiro conhecido, o inesperado encontrou espaço.
Foi ali, à beira-mar, que um verão virou memória.
E uma memória virou amor.
Mesmo sabendo que, mais cedo ou mais tarde, a gente teria que voltar pra São Paulo.
Mesmo sabendo que certos sentimentos não cabem em malas, mas insistem em viajar com a gente.
| Número de páginas | 249 |
| Edição | 1 (2025) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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