Muitas cidades são erguidas sobre a terra, mas Campos do Jordão foi forjada nas nuvens. Em O Canto das Alturas, a Serra da Mantiqueira deixa de ser um mero acidente geográfico para se revelar como uma entidade viva e soberana, testemunha silenciosa da bravura, da esperança e da dor humana.
Esta não é uma cronologia fria de datas e fundadores, mas a biografia poética de uma montanha. A narrativa épica conduz o leitor por uma jornada imersiva dividida em sete cadernos, partindo das lágrimas da princesa indígena Amantikir e das fogueiras nômades, avançando pela poeira dos caminhos abertos a golpes de facão pelos valentes tropeiros.
Com uma prosa rica e sensorial, sentimos o frio cortante da era dos sanatórios, quando o ar puríssimo da serra era a única cura possível para milhares de pessoas. Testemunhamos o milagre do aço com a construção da Estrada de Ferro, a transformação da paisagem que forjou a requintada "Suíça Brasileira", e a consagração da estância como o maior altar da música erudita do continente.
Porém, a verdadeira alma do livro repousa sob a névoa. Entrelaçando história, lendas sombrias e poesia, a obra dá voz àqueles que o tempo tentou esquecer. É uma homenagem definitiva e emocionante aos operários, enfermeiras, imigrantes e trabalhadores comuns que construíram a cidade com as próprias mãos. Um tributo monumental sobre o gelo, a cura, a arte e a memória.
| Número de páginas | 108 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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