Nas profundezas da Amazónia, onde o barro guarda o sangue de quem a desafiou e o leite das seringueiras cura os sonhos de liberdade, desvenda-se a epopeia esquecida dos verdadeiros construtores do Acre.
A história abre com o testemunho e a memória viva de Bento Ferreira da Silva, um centenário que presenciou a viragem dos séculos, as grandes cheias e as batalhas que moldaram a fronteira do Brasil. Fugindo da seca devastadora do Ceará com a sua família, Bento atravessou o país rumo ao "Eldorado de Leite". Contudo, longe da fartura prometida, encontrou na selva uma rotina brutal sob a tirania do sistema de aviamento, a exploração dos coronéis da borracha e a ameaça contínua das doenças e da opressão.
Quando o território do Acre é arrendado ao consórcio internacional Bolivian Syndicate e as fardas bolivianas tentam subjugar os homens e mulheres da mata, o desespero transforma-se em revolta. Com a chegada do destemido agrimensor gaúcho Plácido de Castro, os seringueiros anónimos — armados apenas de terçados, espingardas velhas e uma teimosia visceral — unem-se numa insurreição épica que mudará o destino da região para sempre. Entre combates sangrentos como a tomada de Xapuri e o cerco de Puerto Alonso, Destino dos Bravos mergulha nas tragédias, laços familiares e sacrifícios daqueles que recusaram ajoelhar-se.
Uma narrativa avassaladora, emotiva e visceral sobre coragem, dignidade e a conquista de um território moldado à custa de vida e resistência.
| Número de páginas | 612 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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