Escrever é dar de beber às palavras e às ervas daninhas. É aceitar que, neste mundo egoísta e mal frequentado, somos todos um pouco estrangeiros — náufragos tentando abrir guarda-chuvas enquanto as ondas já nos batem no pescoço. Não nos sentimos em casa, e os animais astutos sempre souberam disso antes de nós.Este livro nasce do espanto e da vigília. Nasce do olhar de outro mundo que nos rega em silêncio, sob os olhos invisíveis de anjos estranhos que compartilham das nossas expectativas. Aqui, a vida se renova enquanto envelhecemos, e tudo o que nos resta oferecer é o que temos: terra, água, pedras e o cuidado com estes poemas que, até ontem, eram desconhecidos.Entre os peixes que olham o céu sem entender e os barcos que sonham vazios em terra firme, estas páginas são um convite para resistir aos sonhos. Quem sabe se vai chover? Quem resistirá ao sorriso e ao sono vigiado? Não há inspiração exata, apenas a urgência de registrar o mistério de estarmos vivos.Dos meus poemas desconhecidos, cuido eu. E agora, entrego-os a você, leitor invisível.
| Número de páginas | 47 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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