Jorge Vieira Neto nasceu em 1984, mas parte dele parece ter chegado de um lugar mais antigo, de uma estrada esquecida onde os relógios enferrujam e os sonhos apodrecem sob a luz pálida da lua. Cresceu ouvindo as rezas e os versos de sua avó, Dona Luzia Vilhena, sem imaginar que aquelas palavras eram sementes lançadas em solo escuro. Anos depois, elas floresceriam como árvores tortas dentro de sua mente.
Pai de três filhos, Jorge viveu boa parte da vida habitando corredores invisíveis. Havia portas em sua consciência que se abriam para paisagens estranhas: cidades construídas de lembranças, vozes escondidas entre o barulho da chuva e sombras que pareciam observá-lo do outro lado dos espelhos. O diagnóstico tardio de TEA não foi um fim nem um começo. Foi a descoberta de que o labirinto onde caminhava possuía um mapa escrito numa língua que apenas sua alma conhecia.
Autor de Poesia com Café Coado e O Eco dos Excluídos, transforma a dor, a estranheza e o assombro em matéria-prima literária. Em As Aventuras de Bartô e sua Trupe Tocando o Terror no Além, conduz o leitor por estradas onde a realidade se dobra como fumaça, os mortos contam histórias que os vivos esqueceram e a linha entre milagre e pesadelo desaparece na neblina.
Sua escrita carrega o cheiro de café queimado às três da manhã, quando o mundo dorme e os monstros começam a sussurrar. Habita o espaço entre a fé e o abismo, entre a oração e o delírio. Cada página é uma janela aberta para um universo onde memórias respiram, fantasmas envelhecem e cicatrizes aprendem a falar.
Jorge não escreve sobre a escuridão.
Ele acende uma lanterna dentro dela e convida o leitor a caminhar pelos corredores.
Essa versão puxa mais para o Stephen King de It, A Hora do Lobisomem e O Iluminado: psicológica, onírica e inquietante, sem depender apenas do gótico tradicional.
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