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Jacinto Terto (Antônio Francisco de Lima), natural de Serra Talhada, no sertão de Pernambuco, é poeta, compositor e escritor. Funcionário aposentado do Banco do Brasil, escolheu Petrolândia/Jatobá para fixar residência e construir sua família. Sob o pseudônimo Jacinto Terto, construiu uma obra que transita entre a poesia, a música, o conto e a crônica, tendo como matéria-prima a vida, a memória, o amor, o sertão e as inquietações do pensamento. Sua escrita revela o encontro entre diferentes universos: a força e a simplicidade da experiência sertaneja dialogam com referências da mitologia grega, da filosofia e da tradição literária. Em seus versos, aparecem o amor e a paixão, os sonhos e as perdas, a natureza e o tempo, mas também a indignação diante das injustiças, da omissão e das contradições da vida em sociedade. Jacinto Terto cultiva o gosto pela palavra, pela sonoridade dos versos e pelas formas tradicionais da poesia, especialmente o soneto, sem se limitar a elas. Alterna o lirismo amoroso com a reflexão filosófica, a narrativa com a sátira e a contemplação com a crítica social. Há em sua poesia um sertão que ultrapassa a paisagem: é lugar de origem, memória, identidade e olhar sobre o mundo. Entre rios e secas, barcos e tempestades, deuses e homens, sonhos e desencantos, o poeta transforma experiências e observações em linguagem. Este livro reúne parte dessa trajetória e apresenta ao leitor a voz de Jacinto Terto, uma voz que procura, através da poesia, compreender o que permanece e o que passa, aquilo que o tempo leva e aquilo que a palavra consegue guardar.
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