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Sempre gostei muito de estudar, de ler e escrever. Posso afirmar com certeza que essas três coisas dizem muito mais sobre mim que qualquer outra afirmação. Tenho um lado espiritual independente e que me faz buscar dentro de todas as formas de vida um motivo para embasar a minha fé em algo que dê sentido à existência humana.
Escrevo desde pequeno, talvez desde os meus primeiros anos de vida, quem sabe eu já não escrevia antes, lá na barriga da mamãe. Para mim, escrever é bem mais que uma simples terapia, é me apaixonar constantemente pelo que faço. Quando começo um texto, se me apego ao que estou fazendo, eu sei que ali está nascendo uma parte de mim.
O meu primeiro livro eu fiz aos onze anos, quando escrevi várias poesias à mão e fiz um livreto com a página vermelha, e o fim desse livreto foi trágico: minha priminha rasgou. Morte do primeiro filho – meu livro. Segundo livro – ele está vivo – se chama Jeremy, uma fabula que escrevi entre treze e quatorze anos de idade. Na época eu jurava que sabia fazer maravilhas com um cavalo chamado Wizard e com uma Princesa chamada Bella Dama. Escrevi meu primeiro romance aos 15 anos, chamado Em Algum Lugar e, depois o meu segundo, chamado Para Toda a Eternidade, aos 16 anos. Que pena! Meu primeiro romance foi pro cafundó do Judas quando o disquete do meu computador queimou e o meu segundo – que só sobrou o prólogo e alguma coisa aqui outra lá – eu perdi quando meu computador queimou. Fala sério! Que triste. Se soubesse o tanto que demorei pra escrever esses livros vocês iriam chorar comigo, mas como disse Paulo Coelho certa vez, textos para serem bons não precisam ser talhados anos e anos, e sim inspirados por nós mesmos, leve o tempo que levar.
Quem disse que eu parei de escrever? Jamé! Continuei rabiscando meus textos, poesias, pequenas histórias, uma ou outra coisa está publicada no recanto das letras e outras permanecem em meus arquivos. Em 2009 tive a grande chance de participar de uma Antologia de Poesias, Contos e Crônicas, organizada por Luiza Moreira, onde recebi um prêmio. Um dos destaques, como sonetista, do ano.
No começo de 2011 comecei a reescrever o Para Toda a Eternidade, em homenagem ao meu falecido livro. E em outubro de 2011 concluí mais um projeto que fui apaixonado do início ao fim, chamado Viver.