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Desde menino, as histórias me encantam. Gosto de reimaginá-las, numa tentativa ingênua de dominar o caos e, assim, talvez, compreendê-lo. Reinventando, cresci curioso pelos detalhes daquilo que os olhos não alcançam.
Formei-me Jornalista em 2017, pela UFRN, e, tempos depois, Filósofo — não apenas Bacharel (2022) e Mestre (2025), pois cada pessoa traz em si a potência da Filosofia, e escrever é, além de criação sensível, um ato do pensamento. Sigo imparável, pois nada é fim em si, mas um degrau a mais na escada que não se sabe onde vai dar, e pouco importa. Subamos.
Escrevo num impulso, tento tocar o inefável. Tateio a vida, mas é a morte que trago à tona, como personagem, símbolo máximo da angústia que deito em palavras. No meu mundo, a morte nunca é fim — literalmente talvez seja, mas quero além. Na tinta da caneta, a morte é quase um gesto de carinho.
Que aquele que me lê, encontre, no espaço entre as palavras, o meu grito. Calado, sou mais eu. Ao questionar, duvido das perguntas. Respostas não tenho, e temo encontrá-las. Busco sentido sem crê-lo e se, por acaso, agarro algum, imediatamente o vejo se desmanchar em minhas mãos.