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Escrever sempre foi, para mim, um ato de resistência.
Sou autor de histórias em que personagens LGBT+ ocupam o centro da narrativa. Não como coadjuvantes, estereótipos ou símbolos de dor permanente, mas como protagonistas de seus próprios desejos, conflitos, amores e escolhas. Acredito profundamente na literatura como ferramenta de criação de referências, de espelho e de ruptura.
Durante muito tempo, relações homoafetivas foram empurradas para as margens da ficção, tratadas como tabu, erro, pecado ou tragédia anunciada. Meus livros nascem do desejo de quebrar esses muros impostos por uma sociedade historicamente opressora, que insiste em normalizar apenas um tipo de amor, um tipo de corpo e um tipo de existência.
Ao colocar personagens LGBT+ no centro dos enredos, busco contribuir para a normalização do amor homoafetivo, não como algo a ser explicado ou justificado, mas simplesmente vivido. Amor não é desvio. Não é ameaça. Não é narrativa secundária. É humano.
Escrever sobre afetos, desejos e relações entre pessoas do mesmo sexo é também um gesto político: um enfrentamento direto à demonização da imagem do amor LGBT+, ainda tão presente no imaginário social. Minhas histórias não pedem permissão para existir; elas existem porque precisam existir.
A literatura tem o poder de abrir caminhos onde antes havia silêncio. Meu trabalho é criar mundos onde leitores LGBT+ possam se reconhecer, se sentir vistos e validados, e onde leitores não LGBT+ possam compreender, se aproximar e, quem sabe, desconstruir preconceitos.
Escrevo para provocar, emocionar, incomodar e, acima de tudo, afirmar: nossas histórias importam. Nossos amores são legítimos. E ocupar o espaço da narrativa principal também é uma forma de liberdade.
Selos de reconhecimento
Biografia bem definida Sua página biográfica tem foto e um texto com pelo menos 300 caracteres sobre o autor