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Não sou poeta por profissão, sou poeta por necessidade da alma. A escrita nunca foi um ofício técnico, mas sempre foi abrigo, respiro, salvação. A poesia entrou em minha vida como quem abre uma janela em um quarto escuro: silenciosa, mas transformadora. Desde então, tornou-se minha forma de existir no mundo.
Escrevo porque sinto, e sinto muito. Sinto fundo, sinto mais do que cabe em mim. E é por isso que escrevo: para não transbordar sozinha. A poesia é minha forma de traduzir o que não sei dizer em voz alta. Ela é o espaço onde a caneta se derrama sobre o papel, como se chorasse em silêncio tudo aquilo que me atravessa.
Não escrevo para o aplauso, escrevo para sobreviver aos dias pesados. A poesia é minha válvula de escape, meu refúgio, minha tentativa de tornar leve o que pesa. Em cada verso, deposito fragmentos de mim mesma, sentimentos que não cabem no corpo, mas que encontram forma nas palavras.
Minha escrita é confessional, íntima, visceral. Ela nasce da urgência de quem sente demais e precisa transformar esse excesso em algo belo, mesmo que doloroso. Não sou autora de grandes títulos ou prêmios. Sou autora de mim mesma, e isso, por si só, já é poesia.
Selos de reconhecimento
Biografia bem definida Sua página biográfica tem foto e um texto com pelo menos 300 caracteres sobre o autor