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Nunca tive a intenção de escrever um livro, tampouco um romance policial. Por ser um leitor assíduo de obras da escritora inglesa Agatha Christie, decidi, sem pretensão alguma, escrever um livro de mistério. E então, quando me havia dado conta, todo o enredo estava pronto na minha cabeça. Acabei por confirmar algo que frequentemente passei a notar após terminar a leitura de romances policiais. A velha máxima de que escrever um romance policial funciona como uma espécie de quebra-cabeças às avessas. Ou seja, ao invés de encaixar as peças e montar a paisagem, o autor já possui o quadro pronto e o seu trabalho é justamente espalhar estas peças para que outras pessoas tentem juntá-las e decifrem o mistério.