Marco Aurélio escreveu que temos poder sobre a nossa mente, não sobre os acontecimentos exteriores. A frase virou citação de rede social. O livro que ela abre é o contrário disso: um manual de treino, não uma coleção de frases.
O estoicismo foi caricaturado como doutrina de gente fria que engole a dor. Não é. Os estoicos foram, entre os antigos, os que mais atenção deram à vida emocional — não para aboli-la, mas para educá-la. Não pregavam a ausência de sentimentos, e sim a ausência de sofrimento inútil.
Cláudio Piazzi apresenta a escola em quatro movimentos. Primeiro as pessoas: Zenão, Cleantes, Crisipo, Sêneca na corte de Nero, Musônio Rufo, Epicteto escravizado, Marco Aurélio no trono. Depois a arquitetura: o Logos, a virtude como único bem, os indiferentes, a dicotomia do controle, as paixões como juízos equivocados. Em seguida os exercícios, que são o coração do livro — a disciplina do assentimento, do desejo e da ação, a visualização negativa, a vista do alto, o memento mori, o desconforto voluntário, o exame de consciência, o amor fati. Por fim, os temas em que tudo isso é posto à prova: a raiva, o medo, a doença, o dinheiro, o luto, a brevidade da vida.
O livro fecha com o que o estoicismo tem a ver com as terapias cognitivas modernas, uma rotina praticável do amanhecer ao anoitecer, e uma resposta franca às objeções mais comuns.
Para quem quer praticar, não apenas admirar. Com glossário, cronologia dos filósofos e sugestões de leitura nas fontes antigas.
| ISBN | 978-65-266-8230-2 |
| Número de páginas | 187 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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