Estou convencido de que os sonhos mantêm as pessoas idosas com um sopro vital de juventude. Os gregos antigos, e antes deles, egípcios, sumérios – até onde alcançam os registros históricos -, viam os sonhos como uma porta de comunicação com os mortos, um instrumento divinatório capaz de harmonizar – ou não – o presente candente com o futuro obscuro e incerto. Este é o óneiron, o sonho que nos acomete durante o sono, que pode ter um tema relacionado a fatos presentes na memória, ou que pode ser direcionado pela vontade – com algum treino - a assuntos prazerosos que tornam o sono mais leve. E existe outro tipo de sonho, voltado à resolução aparentemente inalcançável de enigmas científicos ou estéticos perseguidos pela mente desperta, e temos inúmeros relatos por cientistas famosos (August Kekulé e a fórmula hexagonal do benzeno, Dmitri Mendeleiev e a tabela periódica, Niels Bohr e o modelo atômico), ou criadores artísticos (Paul McCartney e as músicas Yesterday e Let it Be, Keith Richards com Satisfaction), de que o impacto onírico foi forte o suficiente a ponto de acordá-los de um sono agitado para que o registrassem em detalhe. Algo assim ocorreu quando, no segundo dia de um curso que estava ministrando na XII Escola do CBPF, em julho de 2019, acordei às 3 horas da madrugada com a vívida imagem do presente trabalho. Sendo assim, bem vindos ao meu sonho, e boa viagem.
| ISBN | 978-65-266-6396-7 |
| Número de páginas | 165 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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