A LENDA
CARTAS DO JEQUITINHONHA
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Literatura Nacional
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Sinopse

UMA BREVE APRESENTAÇÃO...

Em A LENDA, Higino Pedro produz uma narrativa, com inserções de descrição subjetiva e lampejos de poesia e prosa, a qual revela uma salutar defesa da identidade cultural do Vale Jequitinhonha. Isso se faz, sobretudo, através do personagem "Seu Genésio" - Figura que representa legitimamente a cultura da região, seus costumes, bem como a consciência crítica da mesma.

Destaque especial nesse livro é o trato com a linguagem. Sem processar nenhuma alquimia, mostra fluentemente o linguajar típico da região e, com simplicidade, sem nenhuma sofisticação, como no capítulo "A chapada do Agachado", ele faz de um modesto almoço caipira um ritual majestoso, encantador.

Outro aspecto relevante no livro é a valorização da natureza. Demonstrando conhecimento sobre a mesma, o autor soube descrever a fauna e a flora do Jequitinhonha com muita precisão de detalhes e suas peculiaridades.

O "Seu Genésio", protagonista desse interessante epopéia do Vale é a memória viva das tradições do Jequitinhonha.

No final, sua morte acabou representando os últimos suspiros dessa tradição que são explícitos nas cartas.

"(...) Genésio morreu aos poucos. Começou, quando morreram seus valores, suas raízes, a sua cultura, as suas andanças..."

Esse remoto e poético Jequitinhonha de Genésio, Tiziu, Cleonízia, Zenólia, Quincas Rabequeiro, que ainda resiste em alguns lugares, foi seu foco no livro em referência. As peculiaredades desse ignoto mundo o autor soube muito bem indicá-las com exatidão.

Tenho a agradável sensação de que estarmos diante de um promissor nome da literatura do Vale.

Wilson Barreto Fróis

Mestre em Literatura Brasileira

Características
Número de páginas 137
Edição 1 (2009)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g
HIGINO PEDRO

Mineiro, do Vale do Jequitinhonha, cheguei por volta das 00:45 do dia 20 de setembro de 1968, pelas mãos da negra Jovelina, parteira de renome em toda a região do Itaporé, pequeno vilarejo encrustado entre as montanhas e chapadões do semi árido, no médio Jequitinhonha.

Mixaria muito me cansa.Gosto é da fartura de sorrisos, de carícias,de afeto,de troca,de amor.Comedimento é coisa para fracos e tolos. Sou franco,sou direto e não gosto de jogos.Nem dos de guerra,nem dos afetivos,nem dos das regras sociais, nem dos hípócritas.

Comunidade Clube de Autores: clubedeautores.ning.com/profile/higinopedro

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Comentários
6 comentários
Segunda | 10.05.2010 às 15h05
Gostei do livro! é enxuto, sem meias palavras. Até quem não conhece o "povo do jequitinhonha" se espanta com tanta descrição de lugares, modos, costumes e características de um tempo que parece ter parado para que o autor recolhesse os fatos e os anotasse com presteza poética e sensibilidade artística. Hoje em dia tudo passa muito rápido!
Sexta | 12.02.2010 às 18h02
Armado apenas com sua voz, municiado pela fé e pela esperança, vejo o 'SEU GENÉSIO" e o "TIZIU" como DOM QUIXOTE e seu FIEL ESCUDEIRO, lutando contra os moinhos de vento. O moinhos na realidade são as estruturas falidas da sociedade de consumo, da destruição da natureza, da política descarada, dos amores impossíveis e do mau uso da fé por falsos profetas. parabéns ao autor
Sexta | 12.02.2010 às 18h02
Armado simplesmente com sua "voz", munido de fé e esperança, o "
Sexta | 12.02.2010 às 18h02
A busca pela simplicidade. Acho que seria bom que todos nós conseguíssemos despertar o "SEU GENÉSIO" que há em cada um de nós. Essa história simples, baseada na vida do povo do Jequitinhonha pode ensinar, e muito, a nós que moramos nos grandes centros, onde não temos tempo para nada, nem para ouvir o pio de um passarinho, quem dirá para ver um borboleta aflorar do casulo, a sermos mais simples.
Segunda | 08.02.2010 às 14h02
Apesar de não ser destinado ao público infantil, é difícil ler e não voltar ao passado, como criança, a um tempo esquecido, um elo que nos una às nossas raizes, de uma vale que ainda existe em cada um de nós.Deixo aqui o meu agradecimento ao desconhecido poeta, cuja facilidade em contar um belo "causo", com versos fortes e rimas certeiras, teceu uma história verdadeira, de um sonho, de uma lenda. flávia martins bueno [email protected] Angola-África
Segunda | 08.02.2010 às 14h02
Um conto marcante. Sai do Vale do Jequitinhonha com 12 anos de idade, acompanhando meu pai que foi trabalhar em Macaé-RJ. Voltei ao Vale por duas vezes, subindo a estrada longa e sinuosa, beirando o Jequitinhonha rumo a Diamantina. Por acaso, procurando algo sobre o Jequitinhonha na net, deparei-me com estes escritos, que devorei como uma criança devora um doce, me lambuzei. Voltei aos meus tempos de criança, reví o canto do sabiá, ouví as modas de viola, ví no céu as nuvens em carneirinhos...