A POESIA É COMO UM SOCO
Um poema não se explica, é como um soco.
Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para compreender a maneira pela qual alguém lê, é necessário conhecer os seus olhos e a visão que possui do mundo. A poesia, portanto, não se entrega por inteiro aos distraídos, nem se deixa capturar por aqueles que a dissecam como quem abre um cadáver em busca de um coração que já não pulsa.
De tal maneira, a poesia assemelha-se a um soco: ferirá aquele cujo olhar não alcança além das aparências e regozijará a alma daqueles que possuem olhos de águia e sabem perscrutar os horizontes invisíveis.
É como encontrar-se perdido no deserto, suplicando por um gole de água. Ainda que salobra, essa água salvaria da morte o peregrino exausto sob o sol escaldante. Assim também é o poema: para alguns, apenas um amargo gole de palavras; para outros, a única possibilidade de sobrevivência em meio à aridez da existência.
| Número de páginas | 84 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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