Há poucas ideias na história do espírito humano tão tenazes quanto a de que a alma não nasce com o corpo nem com ele se extingue, mas atravessa muitas vidas, recolhe-se, esquece-se e torna a vir. No mundo grego essa intuição recebeu um nome técnico — metempsicose, a passagem de uma alma de um corpo a outro — e, ao longo de mais de mil anos, foi pensada, defendida, refutada, ritualizada e transformada em sistema. Este livro procura reconstruir essa longa aventura: das lâminas de ouro enterradas com iniciados órficos, no século V antes da nossa era, aos comentários dos últimos platônicos de Alexandria, no século VI da era cristã. O leitor encontrará aqui menos uma defesa da doutrina do que sua história filosófica. Não se trata de decidir se a alma de fato transmigra, mas de entender o que os gregos quiseram dizer quando o afirmaram, com que argumentos sustentaram a crença, e por que a inscreveram no centro da vida boa. Pois entre os antigos a reencarnação raramente foi uma curiosidade exótica: era uma resposta a três perguntas que nunca deixaram de inquietar a filosofia — o que somos, o que devemos fazer e o que nos espera.
| Número de páginas | 119 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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