Há dois modos de anunciar o Evangelho. Um começa pela ameaça e chega, quando chega, ao amor. O outro começa pelo amor e descobre que, à sua luz, mesmo o juízo é misericórdia. Este livro nasce da convicção de que o segundo é o verdadeiro — e leva 400 páginas para sustentar isso com rigor.
O ponto de partida não é sentimental, é metafísico. Deus não é um ente entre os entes, mas o próprio ato de ser. Atributos que costumam soar frios — simplicidade, imutabilidade, impassibilidade — aparecem aqui como a garantia de que o amor divino não oscila, não negocia e não se cansa. Se Deus é o próprio Bem, e se criou tudo por amor, a pergunta sobre o destino final da criação muda de tom.
Dessa base saem três teses. O inclusivismo crístico: a graça de Cristo alcança além das fronteiras visíveis da Igreja. O Cristo cósmico: sua obra é o centro de toda a criação, não um episódio localizado. E a esperança da reconciliação universal, na tradição de Orígenes e Gregório de Nissa — com o inferno descrito como uma porta trancada por dentro, não como castigo imposto de fora.
Kleber Denker escreve com sensibilidade luterana e propósito interdenominacional, e não esconde as objeções: há um apêndice inteiro dedicado a elas, além de glossário, cronologia dos autores e as passagens bíblicas centrais reunidas.
Para quem foi ferido por uma teologia do medo e para quem quer fundamentação séria — não consolo barato — para uma fé maior do que a ameaça. Amostra gratuita em spirituseditora.com.br
| ISBN | 978-65-266-8145-9 |
| Número de páginas | 401 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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