Há perguntas que se fazem de longe e perguntas que se fazem de perto. Este livro foi escrito para as segundas.
Há vinte séculos a teodiceia tenta justificar Deus diante do sofrimento. Onde Está Deus Quando Sofremos? examina suas respostas uma a uma — a retribuição, a privação, a formação da alma, o melhor dos mundos possíveis, o livre-arbítrio, o bem maior, a compensação do céu — e conclui que cada uma guarda alguma verdade e nenhuma aguenta o peso que colocamos sobre ela.
Depois faz o que a maioria dos livros do gênero não faz: recusa o projeto inteiro. Não porque os argumentos sejam fracos, mas porque explicar a uma pessoa o sofrimento dela é uma forma de consentir com ele. O livro chama isso de recusa da teodiceia e a sustenta pela Escritura — por Jó, cujos amigos são os teodiceístas e que é quem Deus defende; por Lucas 13 e João 9, onde Jesus se recusa duas vezes a ler uma desgraça como sentença.
O que sobra quando as explicações vão embora não é o silêncio. É um lugar. O livro passa do porquê ao quem e encontra Deus onde ninguém pensaria em procurá-lo: não acima da ferida, não depois dela, mas nela. O corpo ressuscitado é glorioso e guarda as cicatrizes. Deus poderia tê-las apagado. Não apagou.
São oitenta e um capítulos curtos e quatro apêndices, entre eles um glossário dos termos de que o argumento precisa. Escrito para quem já ouviu vezes demais para que servia o seu sofrimento — e para quem está ao lado e já não sabe o que dizer.
| ISBN | 9786597760206 |
| Número de páginas | 222 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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