Há lugares que o tempo destrói. E há lugares que o poder prefere apagar da memória.
Ao largo da costa algarvia, uma ilha abandonada guarda um segredo que ninguém parece querer recordar. Entre ruínas industriais, galerias escavadas sob o Atlântico e piscinas de água vermelha, subsistem vestígios de uma história que nunca deveria ter sido contada.
Em 1943, durante o regime de Salazar e numa Europa mergulhada na guerra, homens são enviados para São Lúcio. Oficialmente, a ilha é um empreendimento mineiro. Na realidade, esconde uma engrenagem de exploração, medo e desaparecimentos. Tomás Guerreiro, um pescador de Lagos, vai descobrir que sobreviver exige mais do que coragem. Exige inteligência, solidariedade e a capacidade de resistir quando tudo parece perdido.
Décadas depois, o realizador Rafael Medeiros chega à ilha para filmar as suas ruínas. O que começa como um projeto cinematográfico transforma-se numa investigação inquietante, quando documentos esquecidos, nomes apagados e vestígios do passado começam a revelar uma verdade incómoda.
Que segredos podem sobreviver durante décadas? E o que acontece quando alguém decide finalmente procurá-los?
Entre o thriller histórico, o mistério e a memória de um país, As Ruínas de São Lúcio é uma viagem aos lugares sombrios da condição humana e aos silêncios que atravessam gerações.
Porque há histórias que não desaparecem. Apenas esperam que alguém tenha coragem de as descobrir.
| Número de páginas | 186 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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